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1 dias atrás

Como vender o meu livro da Bookess?

... criar e distribuir livros digitais, que geram informação, cultura e entretenimento é, sem dúvida, uma das mais atraentes. A Bookess, sabendo disso, ensina aos autores que eles podem, sozinhos, criar, editar e formatar o conteúdo, divulgar através de marketing correto e  cuidar da distribuição do livro que eles publicam.

Antes do surgimento da Bookess, você só poderia distribuir o  próprio livro passando por uma editora tradicional - que sempre ficava com a maior parte dos lucros. E, depois que o livro fosse editado e impresso, ele ficaria em uma prateleira de livraria, em meio a outros milhares de títulos. A você, só restaria orar para alguém notar o seu produto entre outros tantos títulos, e quem sabe, comprá-lo. 

Imagine como é complexo o processo de compra de um livro tradicional: primeiro você precisaria contar com alguém que estivesse disposto a ir até uma livraria. Depois, precisaria contar que esta pessoa estivesse interessada no conteúdo que você criou. 

O próximo passo seria orar para a pessoa ir até a seção onde está o seu pequeno livro - entre outros milhares, e quem sabe, obter a atenção dessa boa alma para o seu produto. 

Se o seu livro superou todas estas barreiras, considere-se uma pessoa de sorte. Mas a batalha não é tão simples assim, nem está vencida! Agora, ore para que essa pessoa pegue o seu livro, e sinta-se atraída pelo conteúdo, a ponto de sacar o cartão de crédito e gastar o seu suado dinheirinho com o seu produto. 

Claro que, depois de tudo isso, uma boa parte dos lucros pela venda ainda ficaria com a editora, a livraria, os intermediários e sabe-se lá mais quem. A você, criador do livro, restaria alguns poucos trocados por mais uma batalha (venda) conquistada.

A Internet mudou tudo isso. E a Bookess tornou isso realidade: qualquer pessoa agora pode sozinho, criar, editar e formatar o produto, fazer o marketing e a distribuição, e o melhor de tudo: ficar com a maior parte dos lucros!

Para os autores da Bookess mais dicas de valor: enquanto você escreve o seu livro digital, tente criar o seu plano de marketing. O segredo está em atrair o maior número de pessoas para o seu livro, e para isso, utilize 100% dos recursos da Internet. Não faça nenhuma publicidade off-line. Consulte o Manual Bookess de Divulgação para mais dicas. E boa sorte!

Tags: impressão sob demanda, plataforma editorial, Bookess, editora tradicional, auto-publicação

1 dias atrás

Bebês que convivem com livros têm futuro garantido

Ler para um bebê que ainda não fala nem entende o que é falado pode parecer perda de tempo, mas diversos estudos mostram que, a longo prazo, a prática pode beneficiar o desempenho escolar. Além de adquirir gosto pela leitura, as crianças que têm contato com livros desde o berço chegam ao ensino fundamental com vocabulário mais rico e maior capacidade de compreensão e de manter a atenção nos estudos.

Para ajudar na escolha do título mais adequado para cada idade e no desafio de manter as crianças pequenas entretidas, o Instituto Alfa e Beto (IAB) apresenta na próxima Bienal do Livro de São Paulo a Biblioteca do Bebê. Além de vários livros divididos por faixa etária, o local terá voluntários que ensinarão aos pais técnicas de leitura. As principais dicas estão reunidas em uma cartilha que será distribuída aos visitantes (mais informações nesta página).

"Não se trata de ler um conto de fadas para um bebê com menos de 1 ano. Os primeiros livros devem ter apenas imagens e o tempo para folheá-los deve ser breve", explica David Dickinson, especialista em alfabetização pela Universidade Harvard. Durante a bienal, ele apresentará estudos que relacionam a leitura precoce a um maior desenvolvimento da linguagem.

"O importante é ler com regularidade, de preferência todos os dias, e tornar a experiência agradável", afirma Dickinson. Os pais, diz ele, devem usar as imagens do livros como base para iniciar uma conversa com a criança. "Faça perguntas sobre a figura ou sobre a história. Não se limite a ler as palavras e virar a página", explica.

Esculpindo mentes. A interação com os adultos é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e o aprendizado se dá pela imitação, diz o presidente do IAB, João Batista Oliveira. "Mas a linguagem oral tem um vocabulário restrito e uma sintaxe simplificada. O livro, por mais simples que seja, obedece as regras da linguagem escrita, que é a mesma que a criança vai encontrar na escola."

O IAB vai lançar na bienal um guia com uma proposta ambiciosa: Os 600 Livros que Toda Criança Deve Ler Antes de Entrar para a Escola. Isso dá uma média de dois livros por semana entre 0 e 6 anos. Quem quiser cumprir a meta não pode perder tempo.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100725/not_imp585828,0.php

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1 dias atrás

Quando o aprisionamento inspira a literatura

As agruras e as dificuldades da prisão podem ser um grande estímulo à criatividade. Ou seria simplesmente o ócio? Seja como for, algumas das grandes obras da literatura foram escritas em uma cela de prisão, e muitos autores hoje consagrados precisaram praticar seu ofício enquanto cumpriam penas.

Ainda no ano 8 A.C. o poeta romano Publius Ovidius Naso, mais conhecido por nós como Ovídio, foi banido de Roma pelo imperador Augustus. Por quê? A tradição diz que a causa era a imoralidade de seus versos. Isso é possível, porque Ovídio foi um escritor de versos eróticos muito talentoso, embora quase nunca eles fossem pornográficos. Augustus, porém, era uma pessoa puritana, e infelizmente para Ovídio, também era a pessoa mais poderosa do mundo.

E a lista foi ficando cada vez maior. Em 1298, por exemplo, o explorador Marco Pólo se tornou prisioneiro durante um ano, ao comandar uma esquadra na guerra entre Veneza e Gênova. No período em que esteve encarcerado ditou ao companheiro de cela de nome Rusticiano, os capítulos da obra o Livro das Maravilhas – A Descrição do Mundo. Marco Pólo torna-se famoso. Ao sair da prisão, volta para Veneza, onde fica até a morte. No decorrer dos séculos, o Livro das Maravilhas transforma-se num clássico traduzido para inúmeras línguas.

Entre os presidiários ilustres podemos citar também romancista inglês Thomas Malory. Sua obra, A morte de Artur, um dos mais famosos romances sobre as histórias do rei Artur e os Cavaleiros da Távora Redonda, foi escrita em 1469, quando ele cumpria pena de prisão em Londres. Malory acabou morrendo por lá mesmo, em 1471, mas o livro foi publicado em 1485, rendendo a ele um reconhecimento póstumo.

Uma das maiores obras da literatura mundial, Dom quixote, também teve início em uma prisão. Miguel de Cervantes  foi preso em 1597 em Sevilha por dívidas, e começou a escrita de  seu famoso livro durante os três meses em que esteve encarcerado. Tempos depois ele se tornou prisioneiro novamente, dessa vez, dos piratas mouros, com quem viveu por cinco anos.

Entre 1717 e 1718, o filósofo Voltaire passou onze meses preso na Bastilha por escrever poemas contra o regime de governo da época. Foi durante este tempo que deu início ao poema épico Henríade.

Em 1759 o escritor John Cleland  também estava preso por dívidas. Foi então que recebeu uma proposta irrecusável de um editor que se comprometia a pagar todos os débito e tirá-lo da prisão, se escrevesse uma novela pornográfica. Nesse momento nasceu o clássico “Fanny Hill – Memórias de Uma Mulher de Prazer”.

Mas ao longo da história, as “perversões” mais colocaram que tiraram os homens do xadrez. O Marquês de Sade (1740-1814), por exemplo, conhecido por obras libertinas, que exploravam o prazer na dor física ou moral, escreveu várias de seus livros enquanto esteve internado em um hospício por ordem de Napoleão Bonaparte.

Em maio de 1895 – após ter passado por três julgamentos – o escritor Oscar Wilde, também famoso por suas opções sexuais, foi condenado a dois meses de trabalhos forçados sob a acusação de “cometer atos imorais com rapazes”. No livro De Profundis, Wilde descreveu as terríveis condições da prisão: “É sempre crepúsculo na cela, como é sempre o crepúsculo no coração“.

Outra história triste é a de Jean Genet (1910). Abandonado pela mãe na infância, entrou cedo no mundo dos crimes, indo parar em um reformatório aos 10 anos de idade. Fugiu logo em seguida e mudou de nome, continuando na vida bandida como garoto de programa e ladrão.  Foi para a prisão novamente e lá permaneceu por 13 anos, período em que iniciou sua carreira literária. Publicou em 1940 o romance Nossa Senhora das Flores.

Outro que pode ter se beneficiado das experiências do cárcere foi o escritor russo Dostoievski. Em 1849 ele foi preso por conspirações revolucionárias. Passou oito meses recluso e chegou a estar diante do pelotão de fuzilamento, com a venda nos olhos, quando a pena foi comutada. São posteriores a esse episódio suas maiores obras, que o transformaram em um dos maiores nomes da literatura mundial e guardam grandes influências do ocorrido, como Memórias do Subsolo, Crime e Castigo, O Idiota e Os Irmãos Karamázov.

Adolf Hitler, antes de se tornar um grande ditador, também esteve preso durante cinco anos na prisão de Landsberg. Sua prisão ocorreu em 1923 e foi durante o confinamento que nasceu o livro Mein Kampf (Minha Luta), obra considerada como a bíblia do Nazismo.

No Brasil, o alagoano Graciliano Ramos também esteve preso por nove meses, entre 1936 e 1937, sob acusações políticas. Memórias do Cárcere é o título do romance que relata essa época. Foi publicado em 1953, após a morte do autor. Enquanto esteve preso outro romance seu foi publicado, intitulado Angústia.

Fonte: http://ebooksgratis.com.br/informacao-e-cultura/curiosidades/curiosidades-a-criatividade-da-prisao-e-os-livros-de-autores-presos/

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1 dias atrás

Sobre livros e leitores

"Minha vida tinha tomado o caminho errado, e meu contato com os homens não era mais do que um monólogo interior. Havia descido tão baixo que, se tivesse que escolher entre ficar apaixonado por uma mulher e ler um bom livro, eu preferia o livro”. KAZANTZAKIS

Eu amo (…) a humanidade, mas admiro-me de mim mesmo. Tanto mais amo a humanidade em geral, quanto menos amo as pessoas em particular, como indivíduos”. DOSTOIÉVSKI

“Chegamos a tal ponto que a “vida viva” autêntica é considerada por nós quase um trabalho, um emprego, e todos concordamos no íntimo que seguir os livros é melhor”. DOSTOIÉVSKI

“Esses monges talvez leiam demais, e quando estão excitados revivem as visões que tiveram nos livros”. ECO

Há livros que são perigosos. Os ditadores e censores de todos os tipos que o digam. Não obstante, talvez o perigo maior esteja em transformá-los em objetos de culto, em suspender a dúvida e acatá-los como a verdade a ser proclamada.

É perigoso tomar os livros como se fosse a realidade. Se na ficção há lugar para personagens como D. Quixote, é triste o quixotismo moderno dos que vivem com os pés no chão e a cabeça nas nuvens e se mostram sempre ciosos de abstrair e restringir a conceitos a realidade dos homens concretos, de carne e osso, com suas qualidades e imperfeições.

Os que idolatram os livros não vêem a riqueza que há na simplicidade das relações humanas cotidianas concretas. O livro também induz à perdição, isto é, à perda do sentido do real. O apego exagerado aos livros é uma esp e;cie de doença que potencializa a vaidade dos candidatos a gênios, os quais, cada vez mais, se isolam do mundo dos simples mortais. Os que se encontram no Olimpo, ocupados com a imortalidade, têm dificuldades de se reconhecer nos comuns, cujos pés e cabeça teimam em se firmar na terra.

Os que preferem os livros à companhia humana, ou que só conseguem dialogar com aqueles que se identificam com suas leituras, falam de amizade como se esta tivesse seu fundamento nas teorias, conceitos e ficções literárias. Eles são capazes de debater por horas sobre o significado da amizade, desde os clássicos da antiguidade, mas são incapazes de suportar o amigo de carne e osso se este o trás de volta à terra e lhe fala em linguagem espontânea e vulgar. Parece que se protegem contra os choques que as relações pessoais reais inevitavelmente causam. Uma coisa é discutir a dialética dos livros, outra é assumir as contradições inerentes ao humano.

Existe a necessidade das ilusões e os livros são um convite à imaginação. O ser humano é capaz de amar a humanidade em geral e até mesmo de se declarar disposto a morrer por esta, mas é profundamente incapaz de suportar o indivíduo concreto e específico. O próximo torna-se o distante, o conceito, a abstração. Há a dificuldade de assumir a realidade para si e nas relações com os demais. Precisa refugiar-se na imaginação e no devaneio da ficção.

Ler é importante, mas o fundamental ainda é tentar viver a vida plenamente.

Fonte: http://antoniozai.wordpress.com/2010/07/24/sobre-livros-e-leitores/

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2 dias atrás

As novas mídias, o pânico moral

Andam falando que o PowerPoint está reduzindo o discurso a meros tópicos; que os sites de busca nos estimulam a deslizar pela superfície do conhecimento em vez de mergulhar em suas profundezas; e que o Twitter está reduzindo nossos períodos de atenção.

Mas esse pânico sempre se revela exagerado quando confrontado com a realidade. Quando os quadrinhos foram acusados de incitar a delinquência juvenil na década de 50, o crime baixava a níveis recorde; como as denúncias contra os games na década de 90 coincidiram com o declínio da criminalidade nos EUA. As décadas da TV, do rádio e dos clipes também foram décadas em que os níveis de QI não pararam de subir.

A título de comparação, consideremos a situação das ciências, que exigem elevados níveis de trabalho mental – o qual por sua vez é medido por claros pontos de referência representados pelas descobertas. Atualmente cientistas nunca se separam do seu e-mail, raramente tocam em papel e não conseguem dar aula sem o PowerPoint. Se a mídia eletrônica fosse perniciosa para a inteligência, a qualidade da ciência estaria decaindo. Entretanto, as descobertas estão se multiplicando, e o progresso é espantoso. Outras atividades da vida da mente, como filosofia, história e crítica cultural, estão igualmente florescendo.

Críticos das novas mídias usam a própria ciência para divulgar seus pontos de vista, citando pesquisas que mostram que “a experiência pode modificar o cérebro”. De fato, toda vez que nos inteiramos de um fato ou aprendemos uma habilidade, as conexões do nosso cérebro mudam; não é como se a informação estivesse armazenada no pâncreas.Entretanto, a existência da plasticidade neural não significa que o cérebro seja uma bola de argila moldada pela experiência. Ela não moderniza a capacidade do cérebro de processar as informações. 

A realização de múltiplas tarefas também foi apresentada como um mito, e não por estudos de laboratório, mas pela visão familiar de um carro grande andando em ziguezague pela rua enquanto o motorista trata de negócios pelo celular. Se você treina pessoas para fazer determinada coisa (reconhecer formas, resolver problemas de matemática, achar palavras escondidas), elas se aperfeiçoarão nessas tarefas, mas em quase nada mais. A música não faz que a gente seja melhor em matemática; conjugar o latim não nos torna mais lógicos; os jogos que treinam o cérebro não nos fazem mais inteligentes. As pessoas que têm formação sólida não abarrotam seus cérebros com malabarismos intelectuais; elas mergulham nos seus respectivos campos. Escritores lêem muitos romances, cientistas lêem muito sobre ciência.

Os efeitos do consumo de informações eletrônicas provavelmente são muito mais limitados do que se tem dito. Os críticos de mídia escrevem como se o cérebro absorvesse as qualidades de tudo o que consome, o equivalente a “você é o que você come” em termos de informação. Assim como os povos primitivos acreditavam que comer animais selvagens os tornariam ferozes, eles pressupõem que assistir a clipes transforma nossa vida mental em clipes ou que postar no Twitter transforma nossos pensamentos em tweets.

É claro, a entrada constante de pacotes de informações pode distrair ou viciar, principalmente no caso de pessoas que têm problemas de falta de atenção. Mas a distração não é um fenômeno novo. A solução não é culpar a tecnologia, mas criar estratégias para adquirir autocontrole, como fazemos com todas as tentações na vida. Desligue o e-mail ou o Twitter quando você trabalha, guarde o Blackberry.

E para estimular a profundidade intelectual, não xingue o PowerPoint ou o Google. O hábito da profunda reflexão, da pesquisa cuidadosa e do raciocínio rigoroso nunca surgiu naturalmente nas pessoas. Ele deve ser adquirido em instituições especiais, a que chamamos de universidades, e mantidos por meio de uma atualização constante, a que chamamos de análise, crítica e debate. A capacidade de reflexão não é adquirida apenas ao segurarmos uma pesada enciclopédia no colo; e nem é tirada porque temos um acesso eficiente à informação na internet.

Os novos meios de comunicação vieram para ficar por uma razão. O conhecimento está crescendo exponencialmente; o poder do cérebro humano e as horas que ficamos acordados, não.

Felizmente, a internet e as tecnologias da informação estão nos ajudando a administrar, buscar e recuperar nossa produção intelectual coletiva em diferentes escalas, do Twitter aos e-books e às enciclopédias online. Longe de nos tornarem burros, essas tecnologias são as únicas coisas que contribuirão para nos manter inteligentes.

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