E se você tiver leitores?
Por bookess | Postado em Novidades | Em 02-09-2010
Tags:Auto-publicação, Best-sellers, Bookess, Editora online, Impressão sob demanda, Leitores, Plataforma editorial, POD, Print on demand
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Sua resposta pode ser: como assim? Meu sonho é ter "o" leitorado. E as reflexões que sugiro começam no seu primeiro leitor. De qualquer forma, seja um ou inúmeros, o seu leitoril não é um elemento móvel apto a receber livro de forma inclinada, para facilitar a leitura. O leitor é uma pessoa com impressões próprias. Vamos lá, caso a caso:
1. Seu primeiro leitor, você nunca esquece ou deve esquecer…
Essa experiência está relacionada ou àquelas observações chatas a tudo que você imaginou ter escrito, ou ao comentário que lhe reconheceu como autor “profissional”. Tanto em uma situação como na outra, se você foi livre para escrever o que desejou, entregue ao outro a mesma independência. Deixe seu leitor viver as experiências dele com a sua obra, apesar de todas as controvérsias.
2. Escrevo para mim…
Uma fala muitas vezes declarada nas mesas de debates. Quando ouvimos isso, observamos a nossa volta e encontramos olhares, transbordando brilho de admiração para o autor do livro recém-começado ou recém-terminado. O que significa que: ou as palavras escritas ainda estão conquistando, ou deixaram tão estonteados de sensações os leitores presentes. São presenças ali, ouvindo você – autor, porque não basta mais saber de sua escrita, tem de procurar outras facetas suas para se identificar e se deslumbrar mais e mais. Será que o depoimento deveria ser: escrevo para você, leitor…
3. Por favor, um autógrafo? Leio tudo o que você escreve….
Isso é usual em eventos, onde autores circulam com seus agentes, editores, produtores ou colegas. Você, ali de passagem ou passeando e pronto: cai um pedido desse nos seus ouvidos. A sua maneira, volta-se para a pessoa e o que acontece? Aparece um papelzinho para guardar sua letra, uma fotocópia do seu último livro, acompanhada da caneta que receberá seu toque, ou a sua glória – seu livro para ser assinado. Não discordo que o contato do leitor aqui gera mais dúvidas do que satisfação de se relacionar… Mas e se for tudo verdade? Sua gratidão a essa suposta “verdade” pode levá-lo a viver das vendas de seus livros, palestras e afins.
4. Falem bem ou falem mal, mas falem de mim…
Seja a imprensa, as redes sociais, alunos… seja quem souber de você e de sua obra. Conforme o veículo ou grupo de pessoas que esteja comentando a seu respeito, muitas vezes nem direito a defesa terá, mas vale a pergunta: como tudo isso começou? Na sua impossibilidade de atender a todos, na sua própria personalidade, na sua mais recente obra, nas suas opiniões, enfim como o amanhã com o hoje repleto de rejeições será? Você pode fazer mais sucesso e até enriquecer. Você pode desaparecer na indiferença ou na negação — tipo: nem vem que não falo e nem escrevo sobre aquele autor.
5. Palestras e eventos sempre atrapalham minha criação; sou escritor, gosto do meu canto e das minhas histórias…
Bom, se você já se pensou assim: optar pelo leitor ou pela criação, então, já não é só você que quer saber de suas histórias. Era você que me garantiu lá em cima que queria “o leitorado”? Pondere agora como vai atendê-lo… Vão pagar para te ver de longe (porque não conseguirão te ouvir de perto)? Só vai a determinados eventos e a outros nem pensar? E se naquele exato local em que não deseja ir nem recebendo nem pagando estiver lhe esperando o comprador da primeira edição inteira de seu livro ou apenas um agente ou editor internacional com a oferta dos seus sonhos ou o repórter do melhor jornal de livros do mundo?
Você tem certeza de que deseja leitores?
Por: Marisa Moura
Fonte: http://www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=59613

