Em destaque

Free: o futuro dos preços é ser grátis

O mundo dos negócios vive de ondas, ondas que passam rápido, ditam tendências, rendem alguns milhares ao seu criador e depois se vão. Não que sejam ondas artificiais, na verdade a velocidade da alternância dessas ondas apenas reflete a velocidade do mundo moderno. E hoje quem está na crista da...

Leia mais

O Novo iPad

Por bookess | Postado em Na mídia | Em 09-03-2012

2

 

Não tem nem 12 horas que Tim Cook lançou o iPad 3, ou melhor, “Novo iPad”, como ele pretende chamá-lo, e a notícia já correu o mundo. Milhões de nerds já destrincham, nesse momento, em milhares de blogs, todas as maravilhosas novas funcionalidades. A resolução “retina display”, no limite da capacidade de percepção do olho humano; o megapower processador A5X; a câmera de vídeo full HD e muito mais. Novamente, veremos, pela TV, as barracas dos fundamentalistas tecnológicos plantadas nas portas das lojas da maçã dias antes da chegada do aparelho. Uma espécie de Occupy Apple ao avesso.

O aparelho inventado por Steve Jobs detém, entre outros records, o de ter sido o equipamento eletrônico de mais rápida incorporação pela massa, muito mais rápido que o walkman, o microondas e o DVD, por exemplo. Apesar de haver divergência quanto a chamar de “massa” os clientes da Apple.  O fato é que já são milhões de homens, mulheres, crianças e idosos que circulam pelo mundo com iPads ou outros tablets em baixo do braço. A grande maioria, ainda tentando achar o que fazer com o aparelho, pelo menos em relação a questões estritamente práticas e funcionais. Algo que justifique o investimento. Claro que um iPad nas mãos ainda impressiona muita gente, como os celulares, na época que os taxistas ainda não usavam.

Dessa época para cá, duvido que alguém discorde, a tecnologia entrou pra valer em nossas vidas e vem transformando, cada vez mais rapidamente, a maneira como nos relacionamos com o mundo. São tantos os avanços tecnológicos, que dificilmente algo ainda nos causa espanto. O iPad, nesse momento, talvez ocupe o posto de extremo tecnológico acessível ao nosso consumo (ou não). Talvez esse seja um dos motivos de seu encanto. Mas, como quase tudo nesse implacável mundo tecnológico, seu reinado não estará garantido por muito tempo. A Google, por exemplo, pretende lançar, ainda esse ano, o iGlasses ou gGlasses ou seja lá que nome tiver.

Eu não tenho iPad, provavelmente terei no futuro, mas não pretendo ter por agora. Ainda não descobri, efetivamente, o benefício que compense os R$1.399,00 cobrados aqui no Brasil. E, mesmo que fosse vendido pelos mesmos US$499 de lá de fora, ainda acho caro demais para um produto para impressionar os colegas e as garotas.

Não que o iPad não seja um bom produto. É um produto espetacular, mas ainda está a espera de uma verdadeira necessidade de utilização. Por enquanto, o seu maior mérito não está na questão tecnológica, mas, sim, na de marketing. A empresa conseguiu colar no produto, muito eficientemente, uma áura de sofisticação e modernidade. Assim, como em um processo de osmose, quem adquire o produto, espera, de alguma forma, que esses predicados sejam transferidos para si.

Mas, apesar de minha reticência atual, tenho certeza que aparelhos assim estarão, inevitavelmente, cada vez mais presentes e necessários em nossas vidas. Quanto ao iPad, quem sabe ele não se torne mais útil com a chegada da banda 4G? Ou quando o Rio, como Londres e outras grandes cidades, tiver serviços públicos suportados por georreferenciamento e outras tecnologias móveis voltadas para os cidadãos?

Por enquanto, para ler, prefiro o velho livro (apesar de achar o Kindle muito interessante). Para filmes, o desktop; para escrever, o notebook; para ver o twiter da Lei Seca, o smartphone…

Autor: Rodolfo Campos e Silva – Jornalista, Grupo Informe

Comentários (2)

Ótimo artigo. Não faz bajulação ao propaganda. A verdade é essa mesmo. O aparelho é comprado mais por status que por funcionalidade e no Brasil o preço é inviável. Sendo justo com a tecnologia, o tablet será útil num futuro bem próximo. Vai substituir agenda, vai levar os livros da escola, vai ser ferramenta portátil de trabalho etc. Mas primeiro tem que popularizar o preço.

Concordo com alguns dos pontos. Talvez alguns só precisarão de um iPad (ou outro tablet) no futuro, mas, ao menos para mim, meu iPad já é muito útil. Carrego todas as apostilas da faculdade nele, os livros que gosto, faço gravações com minha banda, uso para jogos… E no lado profissional, como sou publicitário, uso para apresentar peças e sites aos clientes, como agenda e uma infinidade de outras coisas. 

Claro que o pedreiro não vai precisar do iPad hoje para o seu serviço, mas eu aposto com vocês todos que ele é muito mais útil do que vocês imaginam. Mas quem não tem, talvez não consiga entender como a vida pode se tornar mais facil.

Deixe seu comentário