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O estigma da auto-publicação e a mutação

O conceito de auto-publicação historicamente tem tido um estigma em torno deste método de publicação. Muitos achavam este conceito pejorativo: um autor auto-publicado significava alguém cujo trabalho não era bom o suficiente para ser publicado por uma editora tradicional. Mais recentemente, a...

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O que muda com o livro digital?

Por bookess | Postado em Comunicados | em 29-05-2012

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Muita coisa. Por isso o e-book é considerado uma revolução. Não vamos falar sobre tecnologia, mas como o escritor pode se beneficiar das novas possibilidades trazidas pelo livro digital. Vamos citar algumas:

– Não existe mais o conceito de tiragem. O livro pode ser vendido a partir de uma unidade ou milhões de unidades.

– O livro é vivo. O autor pode alterar o livro quando quiser sem para isso ser obrigado a lançar uma nova edição.

– A quantidade de páginas pode ser mínima, o que importa é a força da mensagem.

– A rigor, o preço é baixo (acessível), pois não existem custos de produção a não ser as horas de dedicação do escritor na criação da obra.

– O livro pode ser personalizado, o autor pode presentear amigos e familiares alterando o nome dos personagens para homenageá-los. Assim, o protagonista do livro pode, naquele exemplar, ter o nome do amigo que está sendo presenteado.

– As livrarias adotam dois ISBN, um para o formato impresso e outro para o formato digital.

– É possível rapidamente imprimir sob demanda em várias versões, o livro tradicional, o formato pocket e o livro capa dura.

As possibilidades são inúmeras. Por que não explorá-las?

Os Escritores são, acima de tudo, contadores de histórias

Por bookess | Postado em Na mídia | em 24-05-2012

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Praticamente ninguém resiste a uma boa história. Os escritores têm o dom de escrevê-las e as ferramentas mais poderosas para criar uma história de sucesso: uma folha em branco e criatividade pulsante. Pelo fato do livro tradicional ser uma mídia que não requer recursos como áudio e imagens – o que a princípio pode parecer uma desvantagem – faz com que o autor consiga focar no enredo, o principal para criar uma boa história. E, por mais que a tecnologia evolua, uma boa história sempre será a fonte principal para atrair leitores e conquistar formadores de opinião. Por isso, a literatura é a arte suprema.

Um desafio simples para os editores: livros para Gana

Por bookess | Postado em Na mídia | em 08-05-2012

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Laura Hazard Owen tem uma ótima visão sobre o que está acontecendo com a Worldreader (organização sem fins lucrativos que tem como missão levar a literatura digital aos habitantes de países pobres). Dê a uma criança um Kindle (ou outro leitor digital) e a vida dela está mudada. E isso não acontece só em Gana, como também no Quênia e igualmente em Uganda.

Um dos custos dessa instituição é comprar e-books para os Kindles que eles estão dando para os estudantes. Sério?

Diga-me porque um editor deste mundo privilegiado está cobrando por esses livros digitais… o custo operacional é zero, e o custo de oportunidade é extremamente pequeno. Por outro lado, é uma ótima chance para promover o mercado, para encorajar a literatura sem custos aos editores, e para levar educação e os livros aos lugares onde eles são escassos.

O que acontece com as empresas que publicam livros e com os autores envolvidos se mil ou dez mil crianças crescessem lendo seus livros? (Sem mencionar o impacto que causaria nas crianças e no mundo…).

Agora a verdadeira pergunta: quais editoras vão se prontificar a liberar o seu catálogo? Se você é um autor, pergunte ao seu editor. E se você é um editor (mesmo um gigante de Nova Iorque – e especialmente um gigante em Nova Iorque) essa é uma ótima chance para dizer sim, vá em frente!

Para mais informações, acesse.

Artigo escrito por Seth Godin e adaptado por Bookess.

Conversando sobre pirataria…

Por bookess | Postado em Na mídia | em 01-05-2012

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As editoras estão gastando um tempão discutindo sobre DRM (digital rights management) para e-books. Dizem que é uma das armas para combater a pirataria, e estão decididas em fazer com que haja bloqueios sobre os seus livros publicados.

Existem inúmeros debates interessantes sobre se o DRM ajuda ou prejudica as vendas. Sem mencionar o fato de não saber se os bloqueios ainda funcionam da maneira que deveriam (não funcionam).

Para mim, entretanto, a noção interessante é sobre a pirataria dos livros em si.

Quantas pessoas prefeririam um disco rígido com 10 mil músicas a um com 10 mil livros? Nós estamos sedentos por um e quase ignorando a possibilidade do outro. O que você, afinal, faria com 10.000 livros?

Os softwares são pirateados porque em poucos minutos o usuário economiza centenas ou milhares de dólares e se sente tranqüilo com isso, porque eles parecem excessivamente caros para algumas pessoas. Isso é roubo de propriedade intelectual, mas um tanto tentador.

Já a música é pirateada porque muitas pessoas têm um desejo insaciável em ouvi-las, o tempo todo, preferencialmente com uma variedade infinita.

Mas e os livros?

Livros são livres para se ler nas livrarias, mas quase não existe nenhuma interação para fora dali.  Os livros são livres para ler em confortáveis sofás nestas livrarias, mas não há várias pessoas sentadas ao lado lendo o dia todo.

Livros levam um grande tempo para ler, requerem um comprometimento do leitor e são relativamente baratos. E a maioria das pessoas não lê por diversão. Ou seja, muitos dos insumos necessários para uma comunidade de pirataria vibrante estão faltando.

Como disse o famoso Tim O’Reilly, livros não possuem problemas de pirataria, eles possuem um problema de obscuridade. Nunca encontrei um autor que não quisesse que cada vez mais pessoas pudessem ler o seu livro. Nenhum. Por outro lado, Peter Gabriel e outras estrelas do rock raramente sentem a mesma coisa. Já escrevi inúmeros e-books grátis para leitura (esse é um deles) e mesmo quando eu queria pirataria ilimitada, isso não aconteceu.

As editoras de livros estão se atrapalhando nos seus esforços de marketing porque elas estão preocupadas com que 1% dos seus títulos seja pirateado. Elas têm pesadelos com crianças lendo nas salas de aula cópias de livros ou com seções inteiras de uma empresa lendo uma única cópia de R$49,00 de um livro de capa dura.

Mas o pensamento pequeno sobre o mercado do livro não é o futuro – é o pensamento aberto. E no mundo do pensamento aberto, superar a obscuridade é o único e maior problema. Se somente a pirataria fosse o problema…

Artigo escrito por Seth Godin e adaptado por Bookess.