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BOOKESS É COMPRADA PELO GRUPO LIVREIRO E EDITORIAL SBS

Por bookess | Postado em Entrevistas | em 13-09-2016

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Celso Fonseca é agora o sócio-diretor da Bookess | © Leonor Calasans

Celso Fonseca é agora o sócio-diretor da Bookess | © Leonor Calasans

PUBLISHNEWS, LEONARDO NETO, 13/09/2016

Fundada em 2009, a Bookess foi pioneira na autopublicação no Brasil. A plataforma – que hoje reúne 22 mil títulos disponíveis para vendas tanto no digital quanto no impresso, via impressão por demanda, e 40 mil clientes cadastrados – acaba de ser comprada pela SBS. Não é a primeira vez que as duas empresas se aproximam. Em 2013, criaram uma joint-venture cuja meta era a internacionalização da plataforma, principalmente para os mercados da América Latina. A previsão inicial era que o piloto durasse cerca de um ano e meio e que, depois disso, aconteceria a fusão das duas empresas. A parceria acabou não levantando voo e a fusão foi deixada de lado e só agora retomada. A compra foi feita pela Hub, a editora da holding SBS que agora detém 49% das ações da Bookess. Os outros 51% foram comprados por Celso Fonseca, que passa a responder pelas operações da Bookess.

“Há uma ideia de ter um foco mais no profissional e no educacional que tem a ver com o histórico da SBS. Há bons livros na Bookess tanto na área de educação geral, quanto na área de educação universitária”, disse Celso ao PublishNews.

Com a compra, Celso espera que os autores da Bookess ganhem uma nova vitrine para seus livros. “Acreditamos que os autores de livros nesses segmentos ganhem mais visibilidade se associando a uma empresa que tem uma forte tradição no relacionamento com professores e educadores”, completou. No entanto, Celso adianta que autores de outros segmentos poderão continuar publicando livros pela plataforma. Isso não altera.

Como planos futuros, Celso pensa em levar livros publicados originalmente pela plataforma a casas editoriais tradicionais. Para isso, prevê coedições tanto pela própria Hub, quanto por outras editoras que poderão se tornar parceiras da plataforma. “Essa é uma forma que encontramos para dar mais visibilidade a esse conjunto de autores que já publicam pela Bookess”, comentou Celso.

Celso prevê ainda retomar o projeto de internacionalização da plataforma iniciado em 2013. A plataforma hoje já está traduzida para o inglês e para o espanhol, com uma versão inclusive para o espanhol falado no Peru, onde a SBS já mantém operações. “Estamos procurando parceiros internacionais que queiram fazer intercâmbio de autores. Na Bookess já tem autores que publicam livros em outros idiomas, o que facilita esse processo”, disse.

A distribuição digital dos e-books publicados pela Bookess já é feita diretamente nas principais livrarias do ramo como iBookStore, Amazon, Saraiva, Cultura e Travessa. A remuneração ao autor varia de 50 a 60% do valor do livro, de acordo com a livraria.

O livro impresso é vendido apenas pela plataforma, mas, Celso adianta que pensa em modelos em que autores poderão vender seus livros em lojas físicas (só a SBS hoje tem 40 unidades espalhadas pelo Brasil). “Como a SBS tem um canal aberto com livrarias físicas, vamos pensar em como os autores poderão interagir com essa rede. Um exemplo, seria a venda de livros físicos em eventos de lançamentos. Isso é muito importante para autores que estão fora do eixo Rio – São Paulo”, exemplificou.

Fonte www.publishnews.com.br