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Língua portuguesa, a flor do Lácio

Por bookess | Postado em Dicas | Em 25-09-2010

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Quem nunca reclamou ou ouviu alguém reclamar que a Língua Portuguesa é difícil, que não consegue aprender, são muitas regras… Mas, por que é tão difícil dominar o Português? Para alguns especialistas é a proximidade com a Língua Portuguesa que não nos deixa perceber os detalhes dela, as minúcias, as ‘pegadinhas’. Que é o que geralmente cai no vestibular. O TN Vestibular pesquisou algumas regrinhas da Língua Portuguesa para ajudar os vestibulandos a se dar bem na hora da prova.

Ortografia, cujo significado é escrever direito, é um dos assuntos mais temidos pelos jovens estudantes em virtude do número de regras existentes. É difícil memorizar a todas, pois não leem muito e nem possuem o hábito de escrever. Dois dos principais segredos para aprender a escrever as palavras adequadamente.

Quem tem o hábito de realizar boas leituras e de escrever, ao menos um texto por semana, aprende com mais facilidade a arte de escrever corretamente. E se aliar a isso consultas constantes a dicionários de boa qualidade, fica bem melhor

A intenção é apresentar algumas dicas que ajudam a memorizar regras de ortografia. Como o uso do Ç, do acento grave, entre outros.

Veja abaixo algumas regras importantes.

Uso do Ç

1- Usa-se Ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em -TO, -TOR e -TIVO. Canto – canção; Ereto – ereção; Conjunto – conjunção; Infrator – infração; Setor – seção; Condutor – condução; Relativo – relação

2- Usa-se Ç em substantivos terminados em -TENÇÃO derivados de verbos terminados em -TER:

Conter – contenção

Manter – manutenção

Reter – retenção

Deter – detenção

3- Usa-se Ç em verbos terminados em -ÇAR cujo substantivo equivalente seja terminado em -CE ou em -ÇO:Lance – lançarDesenlace – desenlaçarAbraço – abraçarEndereço – endereçarAlmoço – almoçarUma palavra da frase apresentada obedece a essa regra: Alcance – alcançar4- Usa-se Ç em substantivos terminados em -ÇÃO derivados de verbos de que se retirou a letra R:Exportar – exportaçãoAbdicar – abdicaçãoAbreviar – abreviaçãoUma palavra da frase apresentada obedece a essa regra:Educar – educação.

CRASE

A palavra crase é de origem grega e significa fusão, mistura. Em gramática, basicamente a crase se refere à fusão da preposição ‘a’ com o artigo feminino ‘a’. A ocorrência de crase é marcada com o acento grave (`).

Veja a frase: Vou à escola. O verbo ‘ir’ rege a preposição ‘a’, que se funde com o artigo exigido pelo substantivo feminino ‘escola’: Vou à (a+a) escola. A troca da palavra escola por um substantivo masculino equivalente comprova a existência de preposição e artigo, por exemplo: Vou ao (a+o) colégio.

No caso de ir a algum lugar e voltar de algum lugar, usa-se crase quando: “Vou à Bolívia. Volto da Bolívia”. Não se usa crase quando: “Vou a São Paulo. Volto de São Paulo”. Os professores criaram até uma frase para ajudar na memorização: “Se você vai a e volta da, crase há. Se você vai a e volta de, crase para quê?”.

É erro colocar acento grave antes de palavras que não admitam o artigo feminino ‘’, como verbos, a maior parte dos pronomes e as palavras masculinas.

Uso do POR QUE

1- Por que (separado, sem acento)

Utiliza-se nas interrogativas, sejam diretas ou indiretas. É um advérbio interrogativo. Exemplos: Por que ele foi embora? (interrogativa direta). Queremos saber por que ele foi embora. (interrogativa indireta)

Uma dica é colocar a palavra “motivo” ou “razão” depois de “por que”. Se der certo, escreva separado, sem acento. Exemplo: Queremos saber por que motivo ele foi embora.

2- Porque (junto, sem acento)

Estabelece uma causa. É uma conjunção subordinativa causal, ou coordenativa explicativa. Exemplos: Ele foi embora porque cansou daqui. Não vá porque você é útil aqui.

Para saber se dá certo usar o ‘porque’, substitua-o por “pois”. Exemplo:Ele foi embora pois se cansou daqui.

Também utiliza-se ‘porque’ com o sentido de ‘para que’, introduzindo uma finalidade: Ele mentiu porque o deixassem sossegado.

3-Por quê (separado, com acento)

Usado em final de frase ou quando a expressão estiver isolada. Exemplos:Ele foi embora por quê?Você é a favor ou contra? Por quê?

4-Porquê (junto, com acento)

Equivalendo a causa, motivo, razão, ‘porquê’ é um substantivo. Neste caso ele é precedido pelo artigo o. Exemplo:Não quero saber o porquê de sua recusa.Dica: Substitua ‘porquê’ por ‘motivo’. Exemplo: Não quero saber o motivo de sua recusa.

As regras para a concordância

Concordância Nominal

A concordância nominal é assim chamada porque estabelece uma relação morfológica entre elementos tradicionalmente chamados ‘nomes’.

Podem-se distinguir dois tipos de concordância nominal: a concordância entre termos do Sintagma Nominal (um sintagma nominal é um grupo de signos linguísticos que tem como base ou núcleo um substantivo ou termo equivalente) e a concordância de um termo oracional com o sujeito ou o objeto direto.

Nesses dois casos, o fenômeno tem a ver com os traços de gênero e de número de certos constituintes, que precisariam harmonizar-se com os traços correspondentes de um constituinte considerado central.

I-Concordância do adjetivo com o substantivo

Regra geral: o adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo. 1. Adjetivo posposto a dois ou mais substantivos: a) o adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo se apenas a ele se refere. Exemplo: Lá estava o cavalo e a casa DESTELHADA. b) irá para o plural se sua referência se estender a todos; se todos os substantivos são do mesmo gênero, este será conservado. Exemplo: Aquele foi um beijo e um abraço DEMORADOS.

Vale lembrar que se os gêneros são diferentes, o adjetivo receberá flexão masculina: Mulher e marido BRIGUENTOS devem ter paciência.c) o adjetivo concorda em gênero e número com o mais próximo: – quando os substantivos são sinônimos entre si: O furor e a raiva HUMANA podem matar. – quando os substantivos se alinham em gradação: A inteligência, o esforço, a dedicação EXTRAORDINÁRIA venceu tudo. 2. Adjetivo anteposto a dois ou mais substantivos: a) quase sempre concorda com o substantivo mais próximo em gênero e número: Escolheste MAU lugar e hora para falar no assunto. b) se o adjetivo estiver anteposto a nomes próprios de pessoas ou a títulos, deverá ir para o plural: Muito nos ensinaram os GRANDES Machado de Assis e José de Alencar.

II- Casos especiais

1. ANEXO – INCLUSO – LESO – MESMO – PRÓPRIO – QUITE – OBRIGADO- Concordam com o substantivo a que se referem:

ANEXO: é adjetivo e, em consequência, concorda com o substantivo a que se relaciona em gênero e número. Exemplos: “… foi professor de Gramática, Geografia e História na escola ANEXA à militar.” (Fausto Barreto)No processo de compra, não estavam ANEXOS os orçamentos.

INCLUSO: vale a mesma observação a respeito de anexo. Exemplos:Remeto a V.S.as., INCLUSA nesta pasta, uma fotocópia do recibo.Remeto a V.S.as. o recibo INCLUSO nesta pasta.

LESO: é adjetivo e, como tal, flexiona-se. Exemplos: Cometeu crime de LESO-patriotismo.Ajudar esses espiões seria crime de LESA-pátria.

MESMO: a) como adjetivo é variável e equivale a idêntico, igual, análogo. Exemplos:”Os fantasmas não fumam, porque poderiam fumar a si MESMOS.” (Mário Quintana).” (Paulo Mendes Campos)”Percorrera aquela MESMA senda, aspirava aquele MESMO vapor que baixava denso do céu verde.” (L.F. Telles)b) Como advérbio é invariável e corresponde a justamente, exatamente, ou ainda, até. Exemplos: “Você esperneia, revolta-se – adianta? MESMO sua revolta foi protocolada.” (C.D.A.)”Livro raro, MESMO, é aquele que foi emprestado e foi devolvido.” (Plínio Doyle)Para os casos abaixo, vale a mesma observação a respeito de MESMO enquanto adjetivo. Exemplos:Eu PRÓPRIA conferi a carga, disse a secretária.

OBRIGADO, respondeu o chefe.

A esposa do chefe também não cansava de dizer OBRIGADA.

Estou QUITE com minhas dívidas.

Estamos QUITES com o serviço militar. (Obs.: forma do particípio passado do verbo quitar, flexiona-se em número) 2. É PRECISO, é NECESSÁRIO, é BOM, é PROIBIDO e expressões equivalentes) referindo-se a nomes sem elementos determinantes, essas expressões ficam invariáveis. Exemplos:

É PRECISO força para trabalhar e estudar.

É NECESSÁRIO segurança para se viver bem.

É BOM plantação de erva-cidreira para afugentar formigas.

É PROIBIDO entrada de pessoas estranhas ao serviço.b) com nomes acompanhados de elemento determinante, essas expressões concordam com ele em gênero e número. Exemplos:

SERIAM PRECISOS vários bombeiros para deter o incêndio. É NECESSÁRIA a tua compreensão.

É BOA a plantação de erva-cidreira para afugentar formigas.  A água é BOA para a saúde.

É PROIBIDA a entrada de animais.

“Não viu o letreiro: ‘É expressamente PROIBIDA a entrada’?” (C. D. A.) 3. Só – SÓSa) Só (adjetivo) corresponde a sozinho, único, solitário e apresenta flexão de número, concordando com a palavra a que se refere. Exemplos: Eles estão SÓS. / “Outros estão SÓS, como tu, mas presos a uma inibição ou a uma disciplina.” (C.D.A) / “…sabia cozinhar, arrumar a casa e servir com eficiência a senhor SÓ.” (Fernando Sabino) b) Só (advérbio) corresponde a somente, unicamente, apenas e não se flexiona: é invariável. Exemplos: Ele SÓ falou bobagens. / “SÓ não sai de moda quem está nu.” (Mário Quintana) / “Vende-se uma cama da casal usada uma noite SÓ.” (Leon Eliachar). Observação: Existem as locuções a só e a sós, esta mais frequente, equivalente a sem companhia: é invariável. Exemplos: Eles ficaram a sós/ O casal ficará a sós. / ” – Amigo João Brandão – disse pausadamente o homem quando ficaram a sós…” (C.D.A)4. BASTANTE(s)

a) bastante = advérbio de intensidade: é invariável. Ele ficou BASTANTE preocupado Os pós-graduandos estudam BASTANTE. b) bastante = pronome indefinido (= muitos) – flexiona-se Naquela classe há BASTANTES rapazes. 5. MEIO

a) meio = advérbio de intensidade: é invariável. Ando MEIO distraída ultimamente.

b) meio = numeral (= metade): flexiona-se.É MEIO dia e MEIA. (meia hora) Ele comeu MEIO bolo sozinho. 6. MENOS – ALERTA – PSEUDO – A OLHOS VISTOSSão sempre invariáveis.

Na classe, há MENOS moças que rapazes.

Mais amor e MENOS confiança. Lúcia emagreceu A OLHOS VISTOS.

“Antes ouvido a revolta da cidade, estiverão mais ALERTA.” (apud José Pedro Machado – texto arcaico)

Trata-se de PSEUDO-especialistas.

Essas são apenas algumas dicas. Existem outras informações que podem ajudá-lo a escrever melhor. O estudo da ortografia exige atenção de quem escreve. É necessário realizar as analogias entre palavras. É preciso paciência. Só aprende a escrever adequadamente quem treina sistematicamente.

Fonte: http://tribunadonorte.com.br/vestibular/lingua-portuguesa-a-flor-do-lacio/159738

Comentários (3)

a lingua e sim um pouco dificio com suas pegadinhas eetc….

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