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Como introduzir o seu livro auto-publicado no mercado literário

Por bookess | Postado em Dicas | em 24-05-2016

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O texto abaixo foi reproduzido do site Dito pelo Maldito

 

A maioria das dicas espalhadas pelos blogs e sites que prometem a venda do seu livro ao grande público em apenas alguns passos fáceis, são tão funcionais quanto uma repartição pública. Não que elas sejam má intencionadas ou mesmo falsas, longe disso. É apenas porque não existe uma fórmula mágica para gerar vendas instantâneas para a sua obra. Você até pode alcançar o tão sonhado sucesso, no entanto, é você que vai definir a grau dessa vitória. Afinal, o ‘auto’ do termo ‘auto-publicação’ significa justamente que VOCÊ está no comando das rédeas deste projeto.

livro auto publicado no mercado

A divulgação do seu livro auto-publicado envolve muito trabalho, pra começar, tanto trabalho quanto o que você teve para escrever o próprio livro. E o pior de tudo, não há garantia alguma de que gere os resultados desejados, mas ainda assim, sem o marketing da sua obra, ninguém alem da sua família e seus amigos conheceriam o seu livro.

A boa notícia, se você já não desistiu de tudo ao ler este texto até aqui (e eu espero que não), é que a melhor pessoa para comercializar o seu livro é um velho conhecido seu,… VOCÊ MESMO. Quem melhor para dissertar sobre o livro de dentro pra fora?! Você conhece toda a sua história e, melhor ainda, o seu público alvo.
Eu sempre procuro pensar no marketing de um livro como uma espécie de experimento cientifico. Sob o velho princípio de tentar algo que pode ou não funcionar, e se funcionar, ótimo! Mas se isso não acontecer, então o melhor é voltar a velha prancheta e tentar tudo de novo de forma diferente.
Cada autor independente que entra em contato querendo anunciar seu livro aqui no blog, eu tento sugerir pelo menos um punhado de idéias diferentes visando alcançar as pessoas certas. E fico feliz quando vejo as ações gerando retorno para cada um deles.

Foque seu plano de marketing em seus objetivos

A maneira como você comercializa o seu livro deve ser baseada em duas coisas: os seus valores e os objetivos que planeja para a sua obra.
Os objetivos do seu livro podem ser qualquer coisa – Credibilidade e status perante o mercado, popularidade entre leitores de determinado gênero, a construção de uma marca, educar o público com um novo ponto de vista sobre um assunto em pauta na atualidade, etc… Seu livro, seus objetivos. Embora pareça meio estranho já que qualquer um pode escrever e publicar um livro hoje em dia, este ainda é um forte sinal de que você é (ou deveria ser) um especialista no assunto que decidiu abordar.
Se a sua intenção é vender um milhão de cópias ou ficar na lista de best-sellers da Veja, que seria o ápice para qualquer autor, já é algo que foge totalmente ao seu controle. O mais sensato é que você não embarque nessa com esse tipo de coisa encrustada na mente, ou pode ficar seriamente frustrado. Apenas alguns poucos livros alcançam este patamar, e você não precisa de tanto para construir a sua credibilidade como autor ou ficar feliz com o seu trabalho. Todo esse processo é uma guerra de atritos, experimentos, falhas, aprendizagem, e muito tempo gasto com divulgação e exposição da sua publicação.
Também é importante que seus objetivos coincidam com o conteúdo e a mensagem do seu livro. Por exemplo, se o seu livro é sobre um tema demasiado específico, que se refere a um determinado grupo de pessoas, é provável que ele nunca se torne um best-seller, mas pode virar um fenômeno dentro de um determinado ciclo social. E hoje em dia são tantos.

Os leitores são eles, não você

Uma vez que você tenha determinado os seus objetivos, passe-os ao seu público. Quem são eles? Com o que eles se importam? Onde que eles atualmente procuram por este tipo de informação?
Se você não sabe quem é seu público, considere isto:

  1. Por que você escreveu o livro?
  2. O que você quer passar para quem o ler?
  3. Por que as pessoas se motivariam a conhecer mais sobre o seu livro?

A partir daí, pense sobre os motivos em comum que levariam as pessoas a ir de encontro a sua preciosa obra.
Uma audiência que tente atingir ‘TODO MUNDO’, é grande demais para se entender ou se conectar. Onde é que ‘todos’ procuram informação? Não há uma única fonte especifica. O que motiva a ‘todos’ a se interessar por um livro? Nunca haverá apenas um interesse envolvido.
Comece com a seguinte ideia… ‘TODOS’, definitivamente, não é o seu público. Seu público é formado por um conjunto específico de pessoas com motivações e valores específicos. Eles são bem mais fáceis de alcançar e se conectar do que com ‘todos’.
Tenho certeza que provavelmente você possui um público impressionante na internet, mas ainda assim eles precisam ser informados previamente onde encontrar o que procuram, como eles vão se beneficiar desse conhecimento e como podem aplicar esse conhecimento para melhorar suas vidas. Se eles estão dispostos a investir tempo e dinheiro em seu livro, no mínimo precisam ter a certeza de que vai valer a pena. E os livros independentes são os que mais precisam de um grande investimento por parte de alguém.

Por favor

Saiba onde encontrar o seu público

Uma vez que você tenha determinado qual o seu público e o que os motiva, está na hora de ir até eles. Onde você pode encontrar esses futuros leitores? Quais blogs, podcasts, sites, publicações, meios de comunicação, influenciadores e formadores de opinião que eles acompanham?
Faça uma lista incluindo os contatos de cada uma dessas fontes. Seus nomes e perfis nas mídias sociais. Comece a segui-los e interaja com eles de forma que possa criar um vínculo com a sua obra. Se é um site que faz entrevistas, peça para ser entrevistado. Se é um podcast, peça para ser um dos convidados. Se é um blog que aceita divulgar autores independentes, informe-se do que precisa para ver o seu livro citado na página.

Não são muitos os que estarão dispostos a disponibilizar todos os contatos de seus perfis sociais cativados ao longo de muitos anos, só para promover o seu livro por nada mais que um exemplar e a pura bondade de seus corações. Mas para burlar este problema, hoje a literatura já conta com excelentes canais de divulgação totalmente voltados para as suas necessidades publicitárias, os ditos blogs literários e da cultura pop em geral. Sem espaço adequado nas mídias convencionais de rádio e TV, foi só com a popularização da internet que a literatura finalmente encontrou as ferramentas ideais para o proliferação do seu marketing. Embora muitas editoras ainda tentem encobrir o fato com a peneira na esperança de ainda sugar o que resta da fatia gratuita desta mídia, a verdade é que com o tempo os blogs e sites literários estão se profissionalizando cada vez mais, e preferindo vender os seus espaços publicitários para autores auto-publicados, ao invés de simplesmente trocá-los por livros com as editoras. Novamente, conhecer a identidade do seu público é a forma mais eficaz de calcular os riscos e saber onde investir esta cota de publicidade.
Espero que essa conversa franca tenha ao menos clareado as suas ideias sobre o assunto. Se tiver alguma experiencia envolvendo a questão, seja ela positiva ou negativa, por favor, não se furte em dividi-la conosco em nosso espaço de comentários.
Em uma próxima oportunidade pretendo abordar com mais detalhes as principais características de divulgação dessas ferramentas da internet. Até lá!

 

Para ler mais textos como esse, acesse: http://www.ditopelomaldito.com

NaNoWriMo: Escreva um livro em 30 dias!

Por bookess | Postado em Dicas | em 23-10-2015

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O NaNoWriMo – ou National Novel Writing Month – começou nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo todo com uma proposta de escrever um romance de no mínimo 50 mil palavras entre a hora zero do dia 1º de novembro e as 23:59 do dia 30 de novembro. Uma espécie de ONG que se propõe a motivar a escrita como um caminho para tornar o mundo um lugar mais criativo e vibrante (palavras do time no “about” do site).
Pode parecer loucura, mas saber que milhares de pessoas (em 2014 foram mais de 325 mil!) estão focadas e compartilham um objetivo ajuda a se manter focado.

Apesar do projeto ter começado como um desafio nacional nos Estados Unidos, os livros podem ser escritos em qualquer língua!

Você não necessariamente precisa estar cadastrado no NaNoWriMo para participar, mas caso queira, você pode se cadastrar no site.

Preencha seu perfil, crie seu livro, selecione sua região e tente ganhar badges por completar desafios.

Agora se inspire e comece a escrever!

Você pode atualizar diariamente sua contagem de palavras e, a partir do dia 20 de Novembro pode enviar ao site todo o seu texto para validar sua vitória!

Cumprindo ou não a meta de 50.000 palavras, provavelmente você já terá escrito mais do que em qualquer outro mês do ano.

 

Algumas dicas:

Para cumprir a meta, é necessário escrever cerca de 1700 palavras por dia, o que não é nada fácil – mas também não é impossível!

Apenas escreva, mesmo que não esteja perfeito. Lembre-se que o livro ainda precisará ser editado e revisado antes de ser publicado, então não se preocupe com a perfeição. Sua única preocupação neste momento deve ser escrever.

Apesar de as regras serem começar um livro do zero, nada impede um pouco de planejamento. O NaNoWriMo é uma maratona, então é crucial ter claro a ideia de seu livro antes de começar, assim não perderá horas tentando encontrar o rumo.

Entretanto, o NaNoWriMo não é uma competição. O valor do evento está na motivação proporcionada pela meta, prazo e coletividade. Ao fim do desafio você terá ao menos uma primeira versão completa de seu livro.
A próxima edição do NaNoWriMo está chegando. Então que tal já planejar e colocar no papel algumas ideias para sua obra?

 

As “Regras” do NaNoWriMo:

1) Escrever um romance de 50.000 mil palavras ou mais durante o mês de novembro.

2) Começar do zero. Nada impede o participante de fazer planejamentos, pesquisas, rascunhos, mas nenhum material escrito previamente pode ser utilizado na contagem final do desafio. Não é permitido dar continuidade a um trabalho pré-existente.
3) Aceita-se somente romances. É considerado um romance todo trabalho longo de ficção, incluindo ficções de fãs (FanFics) e coletâneas de contos, desde que tenham um tema em comum. Música, poesias, roteiros, quadrinhos, e obras de não ficção (biografias, memórias, autoajuda) não são romances.
4) Autoria única. Não são permitidos livros escritos em parceria. Espera-se que o participante escreva mais do que uma única palavra repetida 50 mil vezes.
5) Enviar o livro ao site para validação de palavras nos últimos dias de novembro.

 

 

Top 10 clichês que autores precisam parar de usar

Por bookess | Postado em Dicas | em 28-07-2015

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O clichê é o inimigo de uma boa escrita.

Nós, como autores, somos treinados para matar frases clichês. Mas essa não é a única maneira na qual eles aparecem. Eles também podem aparecer na estrutura de suas cenas ou diálogos e podem infectar as técnicas de escrita.

Precisa criar tensão? Tenha uma bomba com uma contagem regressiva!

O narrador é desprezível? Culpe os pais abusivos!

Esse tipo de “ferramentas” aparecem inúmeras vezes, servindo como muletas para autores se apoiarem e desenvolverem sua história sem muito esforço. Os exemplos abaixo são alguns dele:

1. Personagens se descrevendo em frente a um espelho

Porque é fácil: Descrever um personagem quando você está escrevendo em terceira pessoa é bem fácil, já que a voz do narrador é onisciente. Mas em primeira pessoa isso se torna um desafio. Como descrever o personagem sem fazer com que ele pareça vaidoso ou egocêntrico?

Porque é um clichê: É preguiçoso, e foi feito inúmeras vezes. E, sinceramente, ninguém olha para um espelho e analisa em detalhe todas as suas características. Você sequer precisa descrever tanto seu personagem principal. Descreva os pontos principais durante a narrativa e confie que seu leitor entenderá o resto.

2. Anunciar um evento futuro

Porque é fácil: Às vezes você precisa mudar algo para um personagem que está em uma fase tranquila. O que há de errado em dar dicas sobre o futuro?

Porque é um clichê: Esse é o clássico “mal sabia ele que”. Porque anunciar uma mudança no andamento das coisas? Deixe que seu leitor chegue lá sozinho e quando for a hora.

3. Culpar mau comportamento em pais abusivos

Porque é fácil: É difícil justificar mau comportamento. Se seu narrador é desprezível, você ainda sente a necessidade de justificar seu comportamento. Sabe o que torna as pessoas desprezíveis e não pode ser questionado? Pais ruins!

Porque é um clichê: Praticamente qualquer personagem perturbado da ficção é um resultado de ser sexualmente, psicologicamente ou fisicamente abusado por seus pais. Tornar seus pais monstros é a maneira fácil de explicar o mau comportamento do personagem. É muito fácil. Por vezes isso pode ser bem aproveitado, mas na maior parte dos casos os pais estão ali apenas para isso. Mas sabe o que é realmente assustador? Alguém crescer numa família normal e ainda assim se tornar desprezível.

4. Muitas piadas e referências

Porque é fácil: Porque você precisa ter certeza que todos saibam que você assistiu O Grande Lebowski.

Porque é um clichê: Os leitores entendem: você é engraçado e assiste coisas legais. Mas não deixe que estas referências sejam peça-chave de sua narrativa. Escrever para você e seus amigos é uma ótima maneira de afastar leitores.

5. O escolhido

Porque é fácil: O herói não é apenas especial. Ele foi escolhido por uma força maior!

Porque é um clichê: Personagens podem ser especiais sem terem sido tocados pela mão do destino. E, se seu personagem é a única pessoa que pode solucionar um problema, isso faz dele heroico? Ou apenas fácil de ser coagido? Ele não tem outra escolha além de ser heroico e isso não é realmente heroísmo. Raramente o trono é bem utilizado e, frequentemente, não é.

6. Contagem regressiva

Porque é fácil: Você sabe contar!

Porque é um clichê: Todos já sabem que tudo vai se resolver nos últimos segundos do relógio. Você pode poupar sua história disso.

7. Transmitir sua mensagem através de um sonho

Porque é fácil: Essa é a grande oportunidade de mostrar ao mundo que você é um autor de verdade: você é capaz de usar imagens para transmitir ideias.

Porque é um clichê: Isso raramente funciona, fazer o narrador descrever um sonho que coincide com a história. Isso ou transmite a mensagem descaradamente, e ninguém deve ter um sonho tão especifico ou é tão esotérico que você terá que se desdobrar para conectá-lo à história.

8. Usar sexo como realização de um desejo pessoal

Porque é fácil: Porque sexo é bom, especialmente se o narrador é uma persona sua.

Porque é um clichê: Existem poucas coisas tão embaraçosas para um autor como quando dois personagens – sempre lindos – se envolvem em uma cena de sexo quase pornográfica, e você pode ver claramente que é um reflexo de um desejo pessoal do autor.

9. Minorias mágicas

Porque é fácil: Você precisa representar uma minoria em sua história? Adicione-o como o personagem que ajudará o narrador! E faça de um modo místico! Isso vai provar que você não é preconceituoso.

Porque é um clichê: Índios nativo-americanos com conexões com a natureza; asiáticos com fortes ideais de honra; negros que aparecem com atitudes intimidadoras, mas que são guardiões de sabedoria. Todos são carregados com uma nobreza quieta. Você sabe do que eu estou falando.

10. Inconsciência conveniente

Porque é fácil: Às vezes você tem que mudar de cenário com um toque dramático. E o que é mais dramático do que seu personagem desmaiando e acordando em um lugar diferente, sem ter que lidar com as partes chatas do deslocamento?

Porque é um clichê: Se uma pessoa leva uma pancada forte o bastante para ficar inconsciente, eles devem ser levados imediatamente para um hospital, visto que há um risco de uma grave concussão. E mesmo assim personagens caem, frequentemente, em um estado inconsciente para levar a história adiante, ou para efeito dramático.

Fonte: Litreactor. Traduzido e adaptado por Bookess.

Coisas para se lembrar enquanto você sofre para construir sua carreira de escritor

Por bookess | Postado em Dicas | em 23-07-2015

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Quando você está afundado até os joelhos na confusão que é aprender algo novo é fácil se perder nas trivialidades. O que é importante e o que não é? O que merece sua atenção e o que você pode deixar para lá?

Pensar demais atrasa seu progresso, a frustração cresce (e talvez até um pouco de pânico?) e logo você se vê perdido num sentimento de “eu nunca vou conseguir”.

E como as regras estão sempre mudando com rapidez, existe uma luta constante para se manter longe das coisas banais e se concentrar no que é realmente relevante para criar uma carreira longa e bem sucedida como escritor.

Respire fundo.

Construir uma carreira não é uma tarefa pequena. Para te ajudar a relaxar e seguir seu caminho, apresentamos uma lista de lembretes gentis sobre o que realmente importa. Coisas que você provavelmente já sabe, mas pode ter se esquecido enquanto lutava para criar seu império.

1. Fracasso é o melhor professor. Não perca oportunidades para o fracasso. É errando que você aprenderá as maiores lições. Aprenda o que você precisa para seguir em frente, ou se prepare para repetir as mesmas lições de novo (e de novo).

2. Deixe as oportunidades te surpreenderem. Esteja aberto à possibilidade que o caminho de seu trabalho pode te levar, às vezes para um lado oposto do que você imaginava. Você não pode prever uma curva acentuada ou um momento de sorte. Então tenha um plano, mas deixe espaço para surpresas.

3. Perfeito é improvável, então comece antes de você estar pronto. De acordo com James Clear: “Um começo imperfeito sempre pode ser aperfeiçoado”. A única maneira de chegar mais perto de “perfeito” é praticar a imperfeição. Então apenas comece onde você está. Seu melhor (agora) vai funcionar.

4. Seja você mesmo. Não tente imitar o estilo de escrita ou divulgação de alguém. Quanto mais sincera for sua comunicação e conexão com as pessoas que se importam com seu trabalho, mais fácil se tornará seu trabalho.

5. Um manifesto pessoal é necessário. Quem realmente é você? O que você valoriza? Você não conseguirá compartilhar o que você não consegue articular. Então reserve um tempo para registrar quem você é e no que você acredita. Você ficará surpreso quando notar quão difícil é isso, mas entender suas motivações e a mensagem que você está tentando passar é tão importante para você como para seus leitores.

6. Pare de se preocupar sobre o que os outros pensam. Não permita que os outros validem seu merecimento. Você importa, e fama não garante significância. Nem todo mundo vai te “entender”, mas em muitos casos, aqueles que entendem vão lhe aceitar.

7. Viva o agora. Não antecipe o sofrimento do fracasso antes que ele aconteça. E não fique preso ao passado, pois ele te impede de seguir em frente. Aceite este momento, agora mesmo, e retire tudo o que puder disso.

8. Não confunda difícil com complicado. Escrever e divulgar são trabalhos difíceis, mas nenhum dos dois é ciência de foguete. A parte difícil não é aprender o que fazer, é fazer o que você aprendeu.

9. Ignore o mito de sucesso repentino. Não caia na ideia de que existe um caminho rápido e com pouco esforço para o sucesso que você quer – e que o autor X descobriu. Existe sempre uma história de sangue, suor e lágrimas por trás do sucesso.

10. Escreva. Escreva. Escreva. Contrário ao que se acredita, o ato físico é necessário. Contemplar, processar e planejar pode ajudar, mas em algum ponto você terá que sentar e escrever. Repetidamente.

11. Se cure da Síndrome de Comparação Obsessiva. Nada suga mais a motivação de alguém como assistir alguém viver a vida que você quer. Não compare o que você está tentando fazer ao que alguém já fez. Use isso como inspiração de que é possível, mas entenda que a estrada que o levará será diferente.

12. Desvie das decepções. Suas palavras, ideias e histórias importam. Mas a importância de seu trabalho se torna irrelevante se você não pode passar por obstáculos. Encontre maneiras de desviar dos obstáculos, independentemente do tamanho.

13. Escrever deve ser um trabalho difícil. E levar isso às mãos de seus leitores é ainda mais difícil. Você realmente pensou que seria fácil?

14. Leia. Leia. Leia. Aprenda tudo o que você pode sobre como os outros escritores escrevem e como a indústria funciona. Incorpore o que funciona para você e descarte o que não funciona.

15. Cuide-se. Nada funciona se o tanque está vazio. Não importa se são pequenos rituais diários que te ajudam a recuperar o equilíbrio ou folgas de algumas horas por semana. Certifique-se de tomar um tempo para recuperar seu corpo, mente e paixões.

16. Todo mundo, em algum nível, sente ansiedade, confusão e medo sobre o próximo passo. Os que são bem-sucedidos são aqueles que dão o próximo passo mesmo assim.

17. Não persiga o dinheiro. Determine o que é mais valioso para você (aquilo que o dinheiro não pode comprar) e persiga isso.

18. Inspire-se. Copie o melhor, mas tente superar o original adicionando seu toque pessoal à mistura.

19. Às vezes, o que ótimos autores estão criando para fazer sucesso não funciona para você. Não existe algo como “tamanho único” neste meio. Assim como não há o caminho certo para te levar aonde você quer chegar. Aprenda a discernir entre o que funciona e o que não funciona.

20. Não intimide. Deixe as pessoas se aproximarem e se relacionarem com você. Relacionamentos se formam a partir de entendimento e interesses em comum. Permita-se se abrir e ser um pouco vulnerável.

21. Não seja intimidado. Pessoas podem se relacionar a vulnerabilidade e dificuldades, mas apenas seguem líderes. Comunique sua visão com confiança e propósito para que outros possam compartilhar dessa expressão.

22. Conheça seu público. Pesquisar e entender as pessoas que lerão seu livro vai lhe ajudar a comunicar melhor a sua mensagem.

23. Expanda sua criatividade além da escrita. As pessoas absorvem informações de maneiras diferentes. Não é porque você é um autor que você só pode comunicar com seu público por escrito. Trabalhe com uma variedade de mídias, como imagens, vídeo, música e blogs para expressar suas ideias.

24. Agradeça. Gratidão requer prática. Celebre o que você fez em vez de se preocupar com o que você não fez. Mude “eu tenho que” para “eu posso” e veja como sua visão sobre o mundo mudará.

25. Ouça. O que seus leitores estão dizendo? E críticos? E outros autores? Livre-se das críticas excepcionalmente negativas ou críticas não construtivas. Mas reconheça as dicas úteis que as pessoas estão dispostas a compartilhar contigo. Seu crescimento como autor depende da sua habilidade de escutar.

26. Impacte. Não tenha medo do que você pode realizar. Com persistência e foco até mesmo as menores coisas podem ter um grande impacto. Então comece pequeno, e então aumente sua influência e seu alcance.

27. Grandiosidade e ruína estão apenas a um passo de distância. Frequentemente as pessoas desistem cedo. Às vezes suportar por apenas alguns minutos a mais pode fazer a diferença entre sucesso e fracasso. Você nunca vai experimentar grandiosidade se não está disposto a chegar até a borda.

28. Se dê uma folga. Você pode suportar muito mais do que você pensa. Mas apesar de seus melhores esforços, algumas coisas não serão cumpridas. Aceite que, por vezes, seu melhor pode não ser bom o bastante.

29. Seja generoso. Não acumule sua criatividade e presentes. Compartilhe uma parte de seus melhores trabalhos gratuitamente. Pode parecer ingenuidade, mas é uma das melhores maneiras de ganhar mais pelo seu trabalho.

30. Faça algo que importe. Frequentemente nos concentramos em nossos desejos e necessidades imediatas. É difícil olhar para fora e se concentrar no todo. Reavalie seu propósito, a razão para criar o trabalho que você cria, e veja se você não pode inspirar uma emoção muito maior, uma conversa maior ou uma razão melhor para que as pessoas reajam.

31. Voe mais alto. Nós somos condicionados a voar baixo. Temos mais conforto em estar certos do que sinceros, mais segurança em se encaixar do que se destacar. Então não tenha medo de mirar mais alto.

32. Pare de procurar por garantias. Quanto maior o risco, maior o potencial pagamento. Esforce-se para sair das vitórias garantidas e mergulhe no risco.

33. Divulgue quão grande é a sua visão. Você pode ficar surpreso com quanto apoio você terá quando revelar a magnitude de suas metas. Seu comprometimento e crença no que você pode alcançar vai se espalhar para outros, então compartilhe sua visão. Não a esconda ou minimize.

34. Compartilhe sua história de origem. Como você chegou aqui importa tanto para você como para seu público. Não como um guia para como recriar o sucesso, mas para permitir que os outros tenham empatia e se relacionem com você como ser humano.

35. Deixe para trás suas crenças limitadoras. Não é tempo, tecnologia ou falta de experiência que está te segurando. São os limites que você está impondo a você mesmo que evitam que você perceba seu potencial completo. Treine sua mente para identificar estes pensamentos e exclua-os.

36. Faça uma escolha. É melhor escolher o caminho errado e realizar alguns ajustes do que nunca escolher uma direção. Decida o que você quer, e então comece a caminhar na direção de suas metas.

Pensamentos finais

Se você está com dificuldade para progredir, saiba que você não está sozinho. Mas, ao se lembrar do que é realmente importante em construir a vida que você imagina, você terá mais chances de aproveitar a jornada, em vez de apenas sobreviver a ela.

De You Writer Plataform. Traduzido livremente por Bookess.

 

7 dicas para escrever um romance

Por bookess | Postado em Dicas | em 24-06-2015

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Escrever uma história de amor é fácil, qualquer pessoa pode escrever. O difícil é escrever uma boa história de amor. É aí que as coisas começam a piorar. Mas não se preocupe. Depois das dicas, você verá que não é tão complicado assim.

De início, vamos estabelecer três parâmetros:

Novela da Globo não é uma boa história de amor;

Você tem que ler bons livros;

Você tem que ter sofrido por amor.

Agora que você já está ciente desses três parâmetros, podemos dar continuidade às dicas, torcendo para que você consiga escrever o seu romance o mais rápido — ou da melhor maneira — possível.

1. Utilize histórias reais

Hoje nenhuma história de romance surge do nada. Toda e qualquer história já foi vivida, sentida ou imaginada por nós, portanto, não tente fugir das histórias reais — pois o enredo do seu romance pode partir de uma história pessoal ou de alguma história vivida por um de seus amigos.

Bons romances são aqueles onde a história tem um pé na realidade, ou seja: repleta de sentimentos desejados por muitos e vividos por poucos, e que aconteça de acordo com a realidade. Assim, se você já ouviu ou viveu alguma história romântica — daquelas que têm ou teriam tudo para dar certo — utilize-a para criar a sua história de amor.

2. Conecte-se ao público

Em sua grande maioria, as histórias de amor que fazem grande sucesso são aquelas que mantêm uma relação direta com o público. Portanto, a utilização de uma história real como plano de fundo pode ser a chave para o sucesso.

Outra forma de se conectar é conhecer as histórias romântica disponíveis no mercado, ou seja: leia bons livros de romance. Veja quais histórias estão fazendo sucesso no mercado editorial e analise o porquê do sucesso. Isto é, o que o público mais gostou na história? Foram os personagens? Foi a história? Foram as cenas apresentadas?

3. Escolha um subgênero

Após utilizar as primeiras dicas, você deve, agora, escolher o subgênero do seu romance. Ou seja, será um romance gótico, policial, psicológico ou histórico?

A escolha do subgênero é importante para uma futura publicação. Além de não deixar a história apenas envolta do casal maravilhoso e do amor imbatível deles, o subgênero te dará subterfúgios para a elaboração do romance, dando diretrizes para que você não fuja ao tema principal, mantendo assim uma boa conexão com o público-alvo do seu romance.

4. Personagens críveis

Em qualquer boa história, não só nos romances, os personagens são quem farão o leitor se identificar com a história, pois será através deles que percorreremos todas as linhas até o final da jornada. Assim, saber escolher os personagens e cativar o público é de extrema importância.

Exatamente por este motivo que escolher o subgênero vem em primeiro lugar. Um personagem cativante deve possuir características que digam ao leitor qual é o tipo do romance para que ele possa se identificar e permitir gostar da história.

Lembre-se de que o público feminino se mantém como o maior consumidor de romances até o momento. Portanto, ao escolher os personagens, veja como esse público se comporta com cada tipo de romance. Por exemplo, adolescentes tendem a se identificar mais com rostos bonitos e corpos malhados; mulheres, por outro lado, podem gostar de homens mais bem resolvidos e protetores. Ou seja, cada público tem um perfil ideal, logo, a conexão com ele deve ser feita antes da criação dos personagens.

No entanto, mesmo sabendo o perfil de seu público, a criação não precisa seguir regras rígidas, pois no final o que normalmente será relevante é se há uma química entre o casal. Aquela química que levará o leitor a acreditar no romance, mesmo que seus personagens sejam dois robôs.

5. Escolha o ambiente

Conhecendo o subgênero e o público, o próximo passo é a escolha do ambiente onde o romance acontecerá. Cidades românticas e lugares inusitados podem ser bons ambientes.

Um ambiente favorável com personagens que se enquadram a ele são boas formas de se ter um romance de sucesso. Podemos escolher uma viagem a Paris como o ambiente para o romance. Paris pode não ser o lugar onde a história é desenvolvida, mas o final, onde eles se encontrarão. Por exemplo, tudo pode começar no aeroporto, passando pelo voo de doze horas até chegar a Paris. Ou pode começar numa escola que fará uma viagem a Paris para um congresso. Enfim, a escolha da situação eu deixo a cargo de vocês.

A ideia é que o ambiente e a situação dos personagens fiquem intimamente ligadas ao público escolhido.

6. Tensão romântica

Todo bom romance deve possuir uma tensão romântica, pois erá ela que sustentará o livro, mantendo os leitores ávidos para saber o que irá acontecer nas próximas páginas.

Como estamos escrevendo um romance, nossos personagens, no início da história, podem estar separados. Esta separação pode ter sido causada por eles, por um só ou por ambos, devido a motivos diversos: família, doença, classe social ou mal entendidos.

Enfim, a tensão romântica será estabelecida através dessa separação, portanto, preste muita atenção às histórias que você já ouviu e leu durante toda a sua vida, para que possa criar uma tensão interessante e de tirar o fôlego do leitor.

7. Sobre finais felizes

Não se esqueça: é um romance. Portanto, criar um final feliz é de suma importância — mas talvez nem tanta assim.

Imagine-se como o seu leitor: você gostaria de ver o casal superar tantos problemas para que no final não fiquem juntos? Não.

Agora, pense novamente como autor: você gostaria de deixar o casal separado no final, mesmo depois do casal ter passado por uma série de problemas? Parece um final inesperado, não? Um final GENIAL!

Se você vai colocar um final feliz ou não, isso fica a seu critério. Mas saiba que se você fez tudo para isso dar certo e que merece dar certo, então coloque um final que converse com a sua história; um que combine com a realidade dela. O amor pode sempre dar certo nas histórias, mas saiba que isso não é regra; os personagens podem continuar se amando, mas podem também não conseguir ficar juntos.

Fonte: Folhetim Online

Julgando um livro pela capa: o que a mídia quer ver na capa de um livro?

Por bookess | Postado em Dicas | em 26-05-2015

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Uma checklist para as capas de seu livro

Todos os dias autores buscam uma forma de divulgar seus livros, fazê-los chegar a grandes canais da mídia tradicional ou digital. Para decidir se o livro tem chance de prender a atenção da mídia de uma maneira positiva, além do conteúdo do livro, também são analisados alguns fatores na capa do livro.

A capa, contracapa, título, subtítulo, foto do autor e todos os elementos precisam ser executados profissionalmente. Em alguns casos vemos que estes detalhes são deixados de lado, então vamos tentar ajudá-lo a entender o que a mídia procura na capa de um livro.

1. A capa foi feita por um profissional?

Contrate um designer gráfico especializado em criar capas de livros (não um filho de um conhecido que aprendeu a mexer no Photoshop). Criar uma capa é um combinado de arte e decisões projetuais que envolvem conhecimento de tendências, manipulação de imagens, composição de elementos, escolha de cores, escolha de tipografia. Além de um conhecimento indispensável em métodos e requisitos de impressão ou de apresentação, no caso de livros digitais.

A capa dita o tom do livro. Procure um profissional que trabalhará para representar criativamente o livro. Lembre-se de se certificar que sua capa funciona mesmo em tamanhos reduzidos, que é como ela aparecerá na maior parte dos sites.

De um ponto de vista publicitário, se uma capa de livro é de baixa qualidade, o público provavelmente ignorará o livro, mesmo que seja muito bem escrito por um autor famoso.

2. O título reflete a essência do livro?

Escolher o título é uma combinação de criatividade e pesquisa de mercado.

Criativamente, o título diferencia o livro? Isso é especialmente importante para trabalhos não-ficcionais, em que é essencial descrever o conteúdo do livro imediatamente. Livros de ficção permitem um pouco mais de liberdade. O título deixa claro o tom e gênero do livro para seu público-alvo? Por exemplo, é possível identificar se o livro é sério, de humor, autoajuda, infantil ou um mistério policial?

Do ponto de vista de pesquisa de mercado, busque por livros similares. O que faz deste livro diferente? Essa diferença está evidente no título? Que palavras são utilizadas para buscar livros similares? Talvez você possa utilizar essas palavras no título ou subtítulo. O livro faz parte de uma série? Então talvez você devesse criar uma marca para a série. Títulos vagos, compridos ou confusos apenas confundirão seu público.

De uma perspectiva publicitária, quando livros são apresentados para produtores, editores ou mesmo críticos, existem apenas alguns segundos para o livro e seu título chamarem a atenção.

3. Um livro de não-ficção tem subtítulo?

Não ter um subtítulo em um livro de não-ficção é um enorme erro. O subtítulo ajudará o leitor a entender sobre o que é e porque a informação do livro é importante. E construir um bom subtítulo leva algum tempo.

De uma perspectiva publicitária, profissionais de mídia precisam entender rapidamente sobre o que é seu livro e os problemas que ele pode resolver.

4. A contracapa fornece um bom resumo do livro, biografia do autor e comentários?

Alguns livros não têm informação alguma na contracapa. Isso é um erro enorme. Mesmo que o livro seja vendido online. Se a contracapa está em branco, todos saberão que o livro não foi publicado profissionalmente.

Uma contracapa deve resumir o livro, e outro erro que vemos frequentemente são sinopses que falam demais sobre o livro. A meta é fazer com que as pessoas queiram ler seu livro.

Para livros técnicos, a informação profissional do autor é essencial. Assim como com o restante do livro, contrate um editor profissional para ajudar com o texto. Se você quer utilizar uma fotografia, tenha certeza que está em alta resolução, e que é uma imagem profissional que se encaixe com o tom e gênero do livro.

Se você tem comentários de pessoas renomadas na área ou de pessoas com outros títulos importantes e relevantes, considere adicionar estas informações na capa ou contracapa.

Nota final:

Na busca de inspiração para capas é sempre válido visitar livrarias e também procurar em livrarias online. Como seu livro se parece, quando comparado com os concorrentes? O tamanho, forma, cores, tons, texto e imagens definem firme e rapidamente seu livro para seu público-alvo?

Essa informação é apenas o início de um processo de marketing e design para criar o exterior de um livro. Com o crescente volume de informação, a capa é o primeiro passo para criar interesse em seu livro.

Fonte: Traduzido e livremente adaptado de BookBaby.

Encontrando tempo para escrever e criar

Por bookess | Postado em Dicas | em 15-05-2015

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Eu sei como é, encontrar uma brecha de tempo para tentar escrever um pouco… É tão difícil!

Não, na verdade não entendo isso. Você tem bastante tempo para escrever. Bastante! Tudo bem, espere um pouco. Você está um pouco bravo comigo por não lhe entender completamente, mas aguente um pouco, vou explicar.

Uma semana tem 168 horas, e eu poderia apostar que muitos de nós desperdiçamos muito mais tempo do que imaginamos. Gestão de tempo se resume a encontrar suas prioridades. Se algo é importante para você, você encontrará tempo pra isso. Então você tem que tomar uma decisão: Escrever é ou não uma prioridade? Se é, você encontrará tempo.

Eu já posso ouvir os protestos: “Mas você não sabe quão ocupado eu sou!”. Sim, eu sei. Eu entendo. Nós vivemos num universo caótico que nos faz pular de um lugar ao outro, de uma atividade a outra. Nós somos ocupados. Mas confie em mim: Se você está realmente disposto a examinar sua vida e como você está usando essas 168 horas na semana, você descobrirá que pode fazer algumas mudanças que abrirão um novo mundo de possibilidades para você.

Você poderia, digamos, sacrificar um pouco do tempo que passa atualizando o feed de notícias do Facebook e encaixar 20 a 30 minutos ininterruptos de escrita? Eu sei que você poderia.

Você poderia acordar 30 minutos mais cedo? Um adulto geralmente precisa de menos sono do que você pensa.

Depois que seus filhos vão dormir, você dedica tempo a assistir qualquer coisa na televisão? Talvez possa encontrar um pouco de tempo ali.

Onde eu quero chegar? Eu nunca conheci ninguém que não tivesse nenhuma maneira de encaixar tempo para escrever (ou trabalhar no que quer que fosse). Isso pode envolver algumas mudanças que serão desconfortáveis no começo, mas profissionais trabalham mesmo quando eles não querem, enquanto amadores encontram uma desculpa.

E aí está a chave. Arrisco dizer que encontrar o tempo não é o problema, é a desculpa que oculta o real motivo pelo qual você não quer fazê-lo: Medo.
Ainda assim, algumas dicas sobre gestão de tempo nunca é demais.

ESCREVA TODO DIA! Ou não.

Eu não acho que você precise escrever todo dia. Sacrilégio?

O importante é que você escreva. Se tentar escrever todo dia significa que você fica tão frustrado pelo horário e logística que um dia você escreveu só 43 palavras e todas foram tão ruins que você queria se atirar da janela, então é melhor se afastar um pouco e escolher uma rotina que se encaixe com seu dia a dia. Talvez três vezes por semana, ou apenas uma. O mais importante é que você decida quando e onde você vai escrever e que você o faça.

Escrever precisa se tornar um hábito. Se para você isso significa uma vez por semana, tudo bem, mas quando chegar o dia de escrever, não crie desculpas, sente e escreva.

“Mas então como sei que é pouco?” Essa é uma escolha pessoal. Depende de sua meta, de em que ponto você está na sua carreira de escritor e de seus outros compromissos. Se você espera um dia viver de sua escrita, então você provavelmente vai ter que se aproximar da rotina diária. Eu escrevo por três (às vezes quatro) horas por dia, quatro dias na semana. Essa é a rotina que funciona para mim. Escolha uma que funciona para você agora e mantenha-se nela.

E aqui vai um grande segredo: você pode sempre mudar sua rotina. Eu imagino que quando se tornar um hábito, você vai querer adicionar mais tempo para escrever. Mas se a rotina que escolheu para começar não está funcionando, você sempre pode ajustá-la para menos tempo também.

 

RESERVANDO TEMPO PARA ESCREVER, MESMO?

Vocês, artistas, podem ter um problema existencial com horários. “Isso mata minha arte! Eu tenho que esperar a inspiração!”.

Quero apresentar dois pontos:

O primeiro ponto é que o profissional não espera (e geralmente não pode esperar) a inspiração chegar para começar a trabalhar. Ele começa a trabalhar e espera que a inspiração apareça. E ela aparecerá.

Mas eu te entendo, artista. Você precisa de um pouco mais de liberdade. Está tudo bem, você pode ter. Mas você não pode abrir mão do compromisso.

E o segundo ponto: Em vez de encarar como “eu vou escrever a cada três dias às 9 da manhã”, sua meta pode ser um pouco mais maleável. Diga a si mesmo que ao final da semana você terá mais 500 palavras em seu livro. Ou talvez 5 novas páginas em seu roteiro. Sem menção de horário, apenas uma meta e uma margem de tempo para atingí-la.

A chave para trabalhar assim é fazer metas inteligentes. Elas têm de ser específicas para um projeto, mensuráveis, realistas e com limite de tempo.

É realmente importante estabelecer uma meta realista. Isso anda lado a lado com a ideia de escrever todo dia e depois se sentir mal porque não pode fazê-lo no momento. Não seja muito mole consigo mesmo, mas não crie metas impossíveis como finalizar um livro em um mês, quando você não terminou nem o primeiro capítulo em 20 dias. Você não está numa corrida, e não deve se comparar com ninguém exceto você mesmo.

Metas pequenas e curtas são melhores. Então nada de “vou terminar meu livro em seis meses”. Isso é completamente possível, mas sem checkpoints para comemorar no caminho, você está se arriscando a perder o foco e o compromisso. Se você não vai trabalhar com uma rotina, ataque seus projetos em pedaços mensuráveis.

E agora, o que você está esperando? Aposto que você tem um pouco de tempo agora mesmo para escrever. Vá!

Fonte: Justin McLachlan

De autores para autores: dicas para escrever ficção

Por bookess | Postado em Dicas | em 08-05-2015

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Só isso de dicas? Isso deve ser bem fácil de seguir. Vou ter uma obra de arte escrita até o fim do mês!

Ou não.

O problema aqui é que cada autor tem dicas diferentes. Escrever é um processo de descoberta e você precisará encontrar suas próprias dicas e regras enquanto você escreve. Então, provavelmente, você vai querer quebrar suas regras assim que elas se solidificarem.

O jornal The Guardian perguntou a um grupo de autores notáveis quais são suas melhores dicas para escrever ficção. Separamos algumas dicas abaixo:

Elmore Leonard

Usar advérbios é um pecado mortal. Nunca comece um livro com a descrição do tempo. Se é apenas para criar uma atmosfera, e não uma reação do personagem ao tempo, você não quer se estender tanto.

Nunca use outro verbo que não “disse” para apresentar um diálogo.

Minha regra mais importante resume todas as 10: se soa como escrita, e não como fala, eu reescrevo.

Diana Athill

Corte: apenas limpando todas as palavras dispensáveis, as palavras necessárias podem se manifestar completamente.

Margaret Atwood

Você nunca pode ler seu próprio livro com a ansiedade inocente que vem com a primeira página de um novo livro, porque você escreveu aquilo. Você esteve nos bastidores. Então peça a um amigo ou dois que deem uma lida antes de enviar a alguma editora.

Roddy Doyle

Seja gentil com você mesmo. Encha as páginas o mais rápido que puder: espaço duplo ou mesmo letra maior. Cada página nova é um pequeno triunfo…

…Até você chegar na página 50. Aí se acalme e comece a se preocupar com a qualidade. O nervosismo faz parte do trabalho.

Tenha um dicionário de sinônimos, mas o mantenha longe de você, em algum lugar que você tenha trabalho de pegá-lo. Provavelmente as palavras que vierem à sua cabeça serão boas o suficiente.

Mude de ideia. Boas ideias frequentemente são repreendidas por melhores ideias.

Helen Dunmore

Encerre a escrita de um dia quando você ainda quer continuar.

Geoff Dyer

Mantenha um diário. O maior arrependimento da minha vida é que eu nunca mantive um diário.

Tenha arrependimentos. Eles são combustível que se traduzem em desejo nas páginas.

Escreva todo dia. Torne escrever suas observações um hábito e logo isso se transformará em instinto. Essa é a regra mais importante e, naturalmente, e não a sigo.

Anne Enright

Apenas escritores ruins pensam que seu trabalho é muito bom.

Descrições são difíceis. Lembre-se que toda descrição é uma opinião sobre o mundo. Ache um lugar para se colocar.

Imagine que você está morrendo. Se você tivesse uma doença terminal, você terminaria este livro? Por que não? O que incomoda essa pessoa com apenas 10 semanas de vida é o que está errado em seu livro. Então mude isso. Pare de discutir com você mesmo e mude. Viu? Fácil. E ninguém teve que morrer.

Richard Ford

Não leia suas resenhas.

Não beba e escreva ao mesmo tempo.

Jonathan Franzen

Escreva em terceira pessoa, a menos que uma voz de primeira pessoa se destaque irresistivelmente.

Verbos interessantes raramente são interessantes.

Esther Freud

Corte as metáforas. Em meu primeiro livro eu prometi à mim mesmo que não usaria nenhuma e escorreguei em um pôr-do-sol no capítulo 11. Eu ainda me envergonho quando leio.

Não espere por inspiração. Disciplina é a chave.

Confie em seu leitor. Nem tudo precisa ser explicado. Se você realmente sabe de algo, e dá vida a isso, eles também saberão.

Joyce Carol Oates

Não tente antecipar um “leitor ideal”. Pode haver um, mas ele ou ela está lendo outra pessoa.

Tenha em mente Oscar Wilde: “Um pouco de sinceridade é perigoso, e uma grande quantidade é absolutamente fatal”.

Mantenha um coração leve e esperançoso, mas espere pelo pior.

Zadie Smith

Não romantize sua “vocação”. Ou você consegue escrever boas frases, ou não consegue. Não há “vida de escritor”. O que importa é o que você deixa na página.

Espere um pouco entre escrever e editar.

Colm Tóibín

Termine tudo o que você começar.

Se você tem que ler para se manter animado, leia biografias de autores que ficaram loucos.

Fonte: The Guardian

Divulgar seu livro é fundamental

Por bookess | Postado em Comunicados, Dicas, Novidades | em 23-04-2015

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Sabe aquele ditado de que “propaganda é a alma do negócio”? E é mesmo. Especialmente para o modelo de autopublicação, é essencial trabalhar na divulgação de seu livro para que mais pessoas conheçam e, assim, alavanquem suas vendas.

Pensando nessa necessidade, e acatando o pedido de alguns dos autores que fazem parte de nossa editora, ampliamos nossas opções de serviços de divulgação para o marketing digital e incluímos também opções de marketing impresso!

Conheça os serviços de Marketing que a Bookess oferece:

Pacote de Lançamento

Este pacote foi pensado e criado cuidadosamente para facilitar a vida dos autores que desejam realizar um lançamento presencial de seu livro. Ele inclui capas para mídias sociais (Facebook, Twitter e Google+), uma tiragem de 250 flyers e 100 marcadores de página, envio de um e-mail marketing divulgando o livro e seu lançamento, uma página personalizada com prévia do livro, criação do evento de lançamento no Facebook, postagem na página da Bookess e postagem neste blog sobre o livro e com entrevista com o autor.

Pacote de Divulgação Online

Focado em marketing digital, este pacote oferece ao autor a oportunidade de se destacar ainda mais, com um anúncio veiculado no Facebook, envio de e-mail marketing, criação de página personalizada e capas para mídias sociais (Facebook, Twitter, Google+) e postagem sobre o livro em nosso blog.

Capas de Mídias Sociais

As capas das mídias sociais são imagens que ficam em destaque no topo das páginas. Você pode aproveitar este espaço para divulgar seus livros e sua carreira de escritor. Oferecemos capas criadas nas medidas para as três mais populares mídias sociais: Facebook, Twitter e Google+.

Marketing para Facebook

A Bookess cria e gerencia a campanha de marketing do seu livro no Facebook aplicando 80% do valor contratado. Ao final da campanha, enviamos um relatório de acompanhamento, caso o autor deseje, para que possa entender como o investimento está sendo realizado. O serviço inclui, além do anúncio, uma postagem na página da Bookess no Facebook.

E-mail Marketing

O e-mail marketing é uma divulgação do livro por e-mail, com um layout adaptado para cada livro. O e-mail é enviado para nossa base de contatos e para os e-mails definidos pelo autor.

Marca Página

Além de ser um meio de divulgar seu livro e atrair novos leitores, o marca página pode servir como presente para seus atuais leitores.

Flyer

Você receberá uma tiragem de 250 flyers, em tamanho 10×15. Você pode distribuí-los em eventos, lojas, ou para amigos. Aproveite para falar um pouco mais sobre o seu livro e fazer com que as pessoas queiram lê-lo. Assim, você conseguirá uma aproximação maior com o leitor.

Que tal aproveitar os novos serviços ainda hoje? Clique aqui para contratar!

8 dicas para escrever diálogos melhores

Por bookess | Postado em Dicas | em 17-04-2015

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Diálogos bem escritos fazem toda a diferença. Apesar de muitas histórias serem contadas principalmente por meio da narração, quando há diálogo os personagem tornam-se mais reais, já que é possível observá-los agindo e falando, o que diz muito sobre uma pessoa. Além disso, o diálogo dá agilidade à narrativa, ajuda a construir a tensão necessária à trama e revela muito das características de cada personagem. Mas escrever bons diálogos é uma questão de paciência e técnica, por isso hoje vou mostrar oito dias para escrever diálogos melhores, que irão fortalecer a sua história.

Relacione o diálogo à cena. Não basta inserir diálogos na história. É preciso que eles estejam fundamentados em alguma cena, tenham relação com o ambiente, o cenário ao seu redor. Faz muita diferença se um casal está conversando numa lanchonete, em uma boate ou dentro de uma igreja. Não é preciso que a cada fala haja uma linha narrativa, mas nada de deixar a conversa solta no ar.

Não abuse dos dialetos e expressões. É comum utilizar dialetos para dar personalidade a um personagem, especialmente se ele vem de uma região ou cultura diferente. Mas é preciso evitar a tentação de abusar desse recurso sob a pena de tornar o texto difícil de ler. Uma palavra ou expressão de vez em quando é suficiente para que o leitor entenda qual a sua ideia. Essa dica também serve para apresentar personagens com baixo nível educacional e pouco domínio da língua.

Evite que um único personagem fale demais. Em diálogos reais, não é comum que alguém fique falando muito tempo sem interrupção, a menos que seja alguma situação específica, como uma palestra ou apresentação. Por isso, não coloque seu personagem falando ininterruptamente, isso cansa o leitor. Interrompa o fluxo com perguntas de outros personagens, que podem estar pedindo alguma explicação. Caso seja necessário mostrar que o personagem falou por muito tempo, apresente o início e o final e intercale com passagens narrativas.

Caracterize cada personagem com uma voz distinta. Pessoas falam de formas diferentes. Coloque isso em seus personagens para diferenciar os diálogos. Por exemplo: um adolescente de 13 anos se expressa diferentemente de um senhor de 70. Algumas pessoas falam muito, outras, pouco. Diferentes regiões impingem diferentes formas de falar e pode ser que algum de seus personagens tenha algum vício de linguagem, como repetir sempre alguma expressão.

Aprenda a utilizar os silêncios. Um silêncio bem utilizado é um ótimo recurso narrativo. Há situações em que o que NÃO é dito tem mais poder do que o que É dito. Quando um personagem fica sem palavras, se recusa a responder ou mesmo a conversar com alguém, o leitor imediatamente percebe que há alguma situação estranha entre eles. Isso sem que haja necessidade de explicações ou descrições.

Não é necessário reproduzir todas as etapas do diálogo, como os “olás” e os “até logo”. Diálogos devem soar o mais reais possíveis, mas isso não significa que você precisa reproduzir todas as partes de uma conversa. Os “olás” e outras expressões convencionais, que não acrescentam em nada à trama, podem (e devem) ser eliminados. Isso dará mais ritmo ao diálogo.

Coloque seus personagens discordando ou sendo contrariados. Se durante os diálogos seus personagens ficarem concordando entre si, além de não acrescentar nada à história ainda torna a cena chata para o leitor. Os diálogos devem mover a trama para frente, e isso é propiciado pelas contraposições que existem nas pessoas reais. Reproduza-as em sua narrativa.

Ouça as pessoas ao seu redor para saber como elas falam. Quer tornar os seus personagens os mais realísticos possíveis? Então observe como as pessoas interagem na vida real. Quando sair, deixe os fones de ouvido em casa e preste atenção às pessoas conversando ao seu redor. Como os diálogos acontecem? É muito mais comum observarmos as pessoas interrompendo uma as outras do que esperando que acabe para a outra começar a falar.

Exercício: que tal colocar em prática as oito dicas acima? Então escreva uma cena de aproximadamente três páginas apenas com diálogos. Por meio das falas você deve apresentar o cenário, a situação e os próprios personagens. Por exemplo: um homem e uma mulher conversando em um restaurante; o objetivo da mulher é dispensar o homem, mas ele não quer de jeito nenhum terminar o relacionamento.

Fonte: Ronize Aline