As cores das flores
Por bookess | Postado em Novidades | em 12-08-2011
Tags:Braile, Literatura infantil, Youtube
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Imaginem vocês o desafio que é tentar ensinar a uma criança com deficiência visual, valores que só estamos acostumados a repassar de forma ilustrativa, como por exemplo, o que é a cor amarela?
Em situações assim, sensibilidade e dedicação falam muito mais do que qualquer técnica pedagógica.
É impossível fazer um atendimento “especial”, individual nas escolas, sobretudo nas públicas, mas é possível dar caminhos, entender que há um aluno que precisa de outros tipos de esclarecimentos, de atenção em alguns momentos. Isso muda os rumos da humanidade!
Veja o vídeo abaixo e aprecie:
Conselhos literários fundamentais III
Por bookess | Postado em Novidades | em 14-07-2011
Tags:Collaborative writing, Escrita colaborativa, Escritor, Prosa
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Não tenha preguiça de reescrever. O escritor que não reescreve o que acabou de escrever, mesmo que por pura mania, mesmo que para deixar o texto indiscutivelmente pior, não merece ser chamado de escritor. Será, no máximo, um excretor a sujar de palavras fisiológicas em estado bruto um mundo que não precisa de sua contribuição para se assemelhar a um aterro sanitário de símbolos. Se escrever dez linhas, reescreva-as dez vezes em dez horas, e mais dez vezes a cada dez horas dos dez dias seguintes: corte, amplie, pregue, serre, lixe, solde, cole, mude tempos verbais e a ordem dos parágrafos, exercite a sinonímia e a intolerância. (Este conselho, por exemplo, foi reescrito ao longo de nove meses de trabalho diário. Em sua primeira versão, dizia: nunca reescreva o que acabou de escrever.) E caso ocorra a circunstância nada improvável de retornar nesse processo de edição a um texto muito semelhante ao original, ou mesmo idêntico a ele, saiba que a sensação de tempo perdido será uma ilusão e que o fruto da reescritura, como o Quixote de Pierre Menard, terá por trás das mesmas palavras uma densidade incomparavelmente superior. Claro que também é preciso reconhecer o momento de parar de reescrever, aquele ponto a partir do qual, como nas cirurgias plásticas em série, qualquer nova mexida só pode resultar em desastre, mas isso não é tão difícil: ele costuma vir acompanhado do impulso de golpear repetidamente o cristal líquido com o teclado para ver qual quebra primeiro.
http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/sobrescritos/conselhos-literarios-fundamentais-vi/
Conselhos literários fundamentais II
Por bookess | Postado em Novidades | em 12-07-2011
Tags:Collaborative writing, Dicionário, Escrita colaborativa, História, Prosa
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Busque no ritmo das pedrinhas portuguesas a exata ondulação de um capítulo. Abra o dicionário ao acaso para encontrar o adjetivo preciso. Conte o número de carros azuis que avista da janela no prazo de cinco horas para decidir quantas vezes um personagem deprimido tenta se matar antes de ter sucesso. Desventre croissants para estudar camadas de sentido. Aposte contra a máquina no futebol do Playstation o destino – ganhou, apogeu, Fitzgerald; perdeu, decadência, Faulkner – de um protagonista ególatra, seja ele astro do rock ou imperador da borracha na Manaus do século 19. Estude doutamente a borra do café, procure ancestrais desígnios pétreos nas dobras do lençol pós-insônia, contemple o ar invisível, sonde as próprias fezes. Faça cada dia de chuva puxar uma pétala do malmequer, e assim, passados sete meses, decida o desenlace romântico de herói e mocinha. Para questões de estilo, prefira roletas e dados.
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/sobrescritos/conselhos-literarios-fundamentais-iv-2/
Conselhos literários fundamentais I
Por bookess | Postado em Novidades | em 11-07-2011
Tags:Collaborative writing, Escrita colaborativa, Escritor, História, Prosa
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Odeie o conforto. Se estiver concentrado demais na história que está escrevendo, ligue a TV, entre num bate-papo virtual. Caso as palavras continuem a lhe jorrar dos dedos, ponha uma música, desligue o ar condicionado, abra a janela para o berreiro de freios, buzinas e motores. Sinta-se incomodado: retarde ao limite do desastre – ou mesmo, havendo disposição e necessidade para tanto, além dele – a hora de ir ao banheiro. Morra de sede, chegue a passar fome. Brigue com a sua mãe. Mande confeccionar para sua cadeira de escritório XTZO-3000 (com amortecedor inteligente) um magnífico assento de tachinhas medievais. Boicote-se: se escrever umas tantas páginas-telas que lhe agradem em particular, dê um jeito de perdê-las, negando-se como um tonto a salvar o arquivo ao fechá-lo. E então esprema a memória para reproduzi-las igualzinho, vírgula a vírgula, exceto por uma palavra que já não achará mais e cuja ausência, se tudo der certo, vai torturá-lo por horas e horas de trabalho ou trabalho nenhum, pois não se pode chamar de trabalho o tumulto de pensamento que o tomará então, o céu a estridular como se fosse partir ao meio e o computador berrando mais do que a cidade e a TV juntas jamais sonharam berrar. Nesse momento, se as instruções tiverem sido seguidas corretamente, a linguagem estará passando por você depressa demais para ser captada, zunindo, turbilhão de luz no hiperespaço. Você terá se infiltrado, como um espião ou um vírus, no coração da máquina que move um mundo de palavras sem tempo de fazer sentido. É horrível. Avance a mão, colha uma ao léu, e então comece.
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/sobrescritos/conselhos-literarios-fundamentais-i/
Lançamento do Livro Devaneios Literários
Por bookess | Postado em Novidades | em 09-06-2011
Tags:Bookess, Internet, Lançamento, Literatura brasileira, Livraria, Poesia, Primeiro livro
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Entrevista com Mariana Collares, autora de DEVANEIOS LITERÁRIOS (Crônicas), pela Editora Bookess:
1 – O livro Devaneios Literários é um blog que se tornou livro. Poderia nos contar como surgiu essa ideia de transformar os textos do blog em uma publicação?
Para explicar isso preciso falar um pouco do blog e seu começo: O blog nasceu há seis anos – início ainda dos blogs contendo textos literários – e o fiz porque costumava mostrar aos amigos mais próximos os textos que escrevia, e que pela primeira vez me encorajava a tirar da “gaveta”, para que eles mesmos, e quando assim quisessem, pudessem dar uma espiada e me dizer o que achavam. O blog foi, assim, minha escola, minha oficina literária, e não tinha qualquer pretensão de virar livro ou atingir alguma “famosidade”, “sucesso de público e acessos”, etc. Era a minha página, que eu sequer divulgava. Então só era “achado” por acaso e por quem estivesse navegando a procura de tudo e nada.
Reparei, entretanto, que os acessos estavam aumentando muito, e que entre os seguidores do blog estava o link da Bookess. Nessa época, cerca de seis anos depois de sua criação, muitas pessoas já conheciam meus textos e elas é que me diziam para publicá-los. Pensei então em pagar uma publicação, com uma tiragem tímida somente para família e amigos, para ficar guardado como mais um feito de vida de alguém que vive o cotidiano comum de todo mundo. Coisa como um álbum para o pai e a mãe, ou para colocar num retrato em plena sala. Então, num sopro de ousadia, entrei em contato com a Bookess e comecei a conversar sobre essa possibilidade. Conheci o site e vi as publicações que então lá estavam e fiz, eu mesma, o livro, diagramando e criando capa. Coisa como: “aqui estão os melhores textos (ou os que mais gosto) do blog. Levem pra casa e guardem como uma relíquia minha”.
Foi então que notei que os acessos, em um mês que havia postado o livro no site, foram muito expressivos, chegando a cerca de 1000 leituras. As pessoas começaram a entrar em contato, por e-mail e pelo site mesmo, me parabenizando e dizendo que estavam gostando e se identificando com aquilo que escrevia. Motivada por isso, entrei em contato com o site (já havia mandado o livro para outras editoras) e perguntei se haveria interesse de formarmos uma parceria para a publicação. A resposta foi “sim”.
2 – Que tipo de devaneios poderemos encontrar na sua obra? Qual a linha literária que segue?
Não cursei letras ou literatura. Ao contrário, minha formação é o direito e a vida inteira me dediquei a ele. A literatura era e é o meu amor. É por ela que me expresso, que mostro a fotografia escrita daquilo que sinto e vejo. É minha tradução do mundo.
Quando comecei a escrever com alguma freqüência, notei que ora era prosa, ora poesia, ora crônica, ora conto. Não havia, por assim dizer, um estilo bem definido. Eu me expressava e ponto. Sem forma, sem rótulo. Nós somos mesmo muito complexos para nos adequarmos a um único padrão… Por esse motivo chamei meus textos de “devaneios”, pois são divagações sobre a vida, os sentimentos, o todo que nos cerca. Ora são puros devaneios, ora são devaneios filosóficos, ora são bem humorados… Divagações de um ser em movimento.
Quanto à linha literária, li de tudo, mas o gênero em que escrevo é sempre o narrativo. Desde muito cedo leio bons livros, muito estimulada por meus pais. Mas sinto que é algo de família. Minha avó paterna, tendo estudado somente até a quarta série primária, é fã ardorosa da boa literatura e se inclui na sua biblioteca Cervantes, Dante e outras obras clássicas.
Comecei com os clássicos da literatura brasileira: José de Alencar, Machado de Assis, Érico Veríssimo, que li muito cedo, com cerca de 12 ou 13 anos de idade. Mas lia mesmo o que me davam ou me caía nas mãos da biblioteca de minha mãe – socióloga e que sempre leu muito. Então li desde Saint-Exupéry passando por Agatha Christie, Hermann Hesse, Engels, Marx, García Marquez, Tolstói e os demais russos, Cervantes, etc. Desde literatura clássica a livros sociológicos e de ciência política (meus pais sempre foram ativistas políticos de esquerda). Com o tempo, fui conhecendo gente que ainda não havia lido (Hemingway, Virgínia Woolf, Fitzgerald, Nietzsche, Sartre, Simone, Eça…). Ousei por Goethe, Dante, Santo Agostinho, Platão, Epicuro… Me aventurei com Gide, Hilda Hilst, Saramago. Na poesia Pessoa, Neruda, João Cabral, Rimbaud, Baudelaire, Drummond, Quintana, Vinícius… Na literatura mais intimista Clarice, Caio Fernando Abreu… Ora entro numa livraria e saio com Graciliano Ramos e Érico, ora saio com Ovídio ou mesmo Vargas Llosa, Galeano, Luis Fernando Veríssimo…. Minha biblioteca é ampla e eclética, assim como eu. Como não cursei literatura, me sinto na obrigação e com uma curiosidade imensa de saber e entender o estilo de cada autor. Cada época e a mente desta época retratada em cada obra. Tenho muito ainda que ler. Sinto que terei uma vida inteira e não terei lido tudo e todos. Tem muita gente boa por aí… Normalmente tenho uns cinco livros ao lado da cama e vou alternando a leitura, conforme o dia e meu estado de espírito. Nas férias, leio o tempo todo. Enfim, ler é um vício. O melhor de todos.
3 – Quem é o público-alvo dessa proposta?
Não sei. Mas sinto que toda a gente. Como foi um livro estimulado pelo público, vejo que dentre os seguidores do blog há gente de todas as idades, orientações filosóficas, identidade social e cultural. Na maioria, os textos são crônicas sobre o cotidiano, os sentimentos, o “eu” e o “nós” – temas que considero universais e podem ser lidos por todos os que gostem desse tipo de leitura. Os textos não são longos, então vejo que agradam justamente por serem concisos, em linguagem simples, direta. Veja bem, são textos postados em um blog, que é o retrato individual de um ser. Então eles não têm uma “proposta de marketing” em si mesmos. Eles não nasceram para isso. Eles nasceram de alguém para o mundo. O fato de serem publicados é mera conseqüência de existirem e terem passado pela aprovação de muitos.
4 – Por que a escolha da Bookess como editora?
Nos achamos: eu a ela, ela a mim. Nem sabemos quem começou. Foi puro acaso. Mas depois, vendo o trabalho desenvolvido pela Bookess, comecei a gostar, a me identificar com a democratização da literatura e do pensamento, e com liberdade dada ao autor. Mais, vejo que o futuro está aí: fora das editoras tradicionais, ou com “modelos tradicionais” de vendagem e publicação de livros. A Bookess está antenada com nosso tempo e o futuro, disponibilizando e democratizando realmente o acesso à cultura e à informação. E nada melhor para um cronista do que trabalhar com quem se parece com ele…
5 – Livros baseados em diários e memórias são muito comuns, mas publicações baseadas em blogs são ainda uma novidade. Você acredita nessa nova tendência? Considera que os blogueiros podem aproveitar uma iniciativa como a sua?
Acredito muito. A internet veio e se instalou definitivamente em nosso meio social e cultural e é um espelho daquilo que somos hoje. Saímos de nosso ambiente sem termos que sair de casa, e encontramos outros seres “viajantes” nesse meio, espalhando ideias, pensamentos. Olhar a vida do outro do estreito espectro da nossa realidade nos “aumenta”, ou “aumenta” nossa perspectiva de vida. Hoje todo mundo tem página na internet, tem um blog, tem algo a dividir com o mundo. Nossas bibliotecas e nosso mundo conhecido estão migrando para a internet, para um ambiente virtual porque nossa vida real está cada vez mais “ideal”. Então blogueiros (detesto esta expressão) podem se estimular sim e se encorajar. O mundo os está lendo, vendo.
O ofício da escrita sempre foi muito solitário. E de certa forma ainda é. Mas o resultado, o que podemos estimular no público, esse é sentido imediatamente através dos blogs. É uma interação imediata com o público, com quem está nos vendo. É muito bom. Finalmente não estamos sós.
Sobre a autora:
Mariana Collares é escritora. Vive em Porto Alegre, dedicando-se à escrita literária e à carreira de formação: o direito.
Publica, cotidianamente, suas crônicas no blog DevaneiosLiterarios.blogspot.com, inaugurado em 2005, e é colunista do site Comunidade Literária Benfazeja (www.benfazeja.com.br).
Em 2010, lança seu primeiro livro de crônicas, “Devaneios Literários”, pela Ed. Bookess, com primeiro lançamento marcado para 16 de junho de 2011, na Palavraria Livros e Café (www.palavraria.com.br), em Porto Alegre/RS.
Plágio é crime!, por Mariana Collares
Por bookess | Postado em Novidades | em 04-03-2011
Tags:Bookess, Cópia, Incentivo à leitura, Lei, Plágio
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Ok, você adorou o texto! Ele te traduziu, ou traduziu teus sentimentos, ou tuas vontades, ou teus sonhos. Ele até parece teu!!! Parece feitinho pra ti, pra caber certinho na tua boca, na tua página de relacionamentos na Internet, no teu blog! Tudo muito legal se não fosse o anti-critério de colocar teu nome embaixo dele. Não faça isso! É feio, é passível de tudo, desde danos morais a cadeia! Ok. Cadeia é demais. Mas dá uma boa pena alternativa. E na reincidência, dá cadeia mesmo. Qual a tua diferença para os caras que furtam e roubam? Nenhuma. Você se APROPRIOU de algo que não criou. Fez teu o que não é teu, mas é do mundo. Dito por alguém um dia, num dia inspirado, que não foi ganho de presente. Inspiração é igual a trabalho árduo. Não nasce do nada! Vem de anos e anos de leitura e pensamento. De anos de imaginação posta em prática e nada de preguiça. De anos de estudo e transpiração para chegar a criar algo que valha para o mundo – esse que tá aí pra admirar o belo, o inovador, o emocionante! Então não copie! Não ponha teu nome em algo que não criaste. Em algo que nunca foi teu! Mesmo que seja algo que poderias dizer com a maior naturalidade! Plágio é crime! Plágio indica mau-caráter. Plágio é falta de criatividade, de vergonha na cara. Sabe aspas? “ASPAS” servem para citar. Depois delas vem o ponto e depois o nome do autor. Pode ser? Leia, divirta-se, cite, sem problemas. Mas não atribua algo que não é teu a ti mesmo ou a alguém ao revés do autor. Mostre que tens talento, ao menos pra escolher as palavras bonitas para enfeitar teu blog-espaço. Se elas não são tuas “formalmente falando”, elas se fazem tuas. Mas não as roube. Use-as com critério. Com educação. Com dignidade. Difícil? Não. Fácil pra quem entende o valor de uma bela criação, qualquer que seja. Todo mundo já criou algo de seu pro mundo. Então pense nisso e não entre nessa de PlÁGIO. Esta autora agradece.
Escrito por: Mariana Collares
Fonte: http://devaneiosliterarios.blogspot.com/2011/02/plagio-e-crime.html
Somatória de talentos
Por bookess | Postado em Novidades | em 09-02-2011
Tags:Cultura, Internet, Portal Literário
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Dez anos atrás, o economista paulistano Wellington Souza escrevia poemas e textos curtos num caderninho. O que surgia ali rabiscado ele só mostrava aos amigos mais chegados, embora sonhasse em ver o material publicado, um dia. Essa era a rotina de todo escritor iniciante quando a blogosfera representava apenas um embrião do mundo moderno. Com o avanço das tecnologias, aconteceu a tão decantada democratização artística: qualquer pessoa pode exibir sua literatura, pintura, música, dança, artes visuais ou quaisquer trabalhos pessoais em sites na internet. Mas isso, por si só, não solucionou o problema de quem procura seu espaço entre milhares de blogs tratando dos mesmos assuntos, fica difícil se destacar e buscar o reconhecimento do público. Pensando nisso, ocorreu a Souza a ideia de criar e coordenar um portal que congregasse pessoas como ele, interessadas em compartilhar seus contos, poemas, crônicas, resenhas e estudos. “O Benfazeja surgiu com o propósito de publicar textos literários, de colunistas e autores que nos enviam material, sejam produções ficcionais próprias ou artigos acadêmicos relacionados à literatura, além de outras informações relevantes ao autor iniciante”, explica Souza. E completa: “Nossa pretensão é a de disponibilizarmos não só um espaço de divulgação, mas também de formação de repertório cultural”.
Desde então, o portal só fez crescer. Hoje, o Benfazeja é responsável pela divulgação de outros portais referentes ao tema, e de vários concursos literários. Alguns escritores também utilizam o canal para lançar novas obras, recém-editadas. A equipe conta atualmente com 17 colunistas, responsáveis por atualizações diárias. “Há sempre alguma novidade para se ver a cada acesso”, conta Juliana Blasina, poetisa, contista e uma das colunistas do site.
Nem mesmo os temas audiovisuais deixam de ser encampados: há uma seção de curtas e vídeos, coordenada pela jornalista e cineasta gaúcha Giselle Jacques. Além disso, algumas das seções literárias contam, em sua coordenação, com a presença de nomes gabaritados, como a professora Iracy de Souza, doutoranda da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e que é responsável no Benfazeja pela seção conversas literárias, destinada a artigos acadêmicos e entrevistas. E gente muito promissora como a museóloga Aline Cordeiro, na seção Galeria de Artes, a estudante de jornalismo Brunna Mariel capitaneando a seção REC (música e poesia) e a doutora em letras da Unicamp Carolina Bernardes, com artigos sobre escrita criativa.
Essa miscelânea é, de acordo com Souza, o grande diferencial de sucesso do site: “Os portais literários costumam ser muito específicos. Publicam somente poemas, ou apenas informam sobre concursos literários. Quando divulgam vários autores, não têm uma equipe exclusiva e nem sempre se preocupam em seguir uma periodicidade. Nosso espaço é completo, pois contemplamos novos autores, informamos sobre concursos e oportunidades e divulgamos livros e blogs”.
Você também pode ter seus texto no Benfazeja: a equipe publica dois autores externos por mês. Basta entrar em contato via e-mail, pelo endereço: contato@benfazeja.com
Acesse o site www.benfazeja.com para obter maiores informações e desfrutar de boa literatura.
Informações complementares:
EQUIPE
Coordenadores:
Colunistas do site:
Rommel Werneck (poeta)
PERFIS EM REDES SOCIAIS E COMUNIDADES DE LEITORES:
O Google escreveu um livro!
Por bookess | Postado em Novidades | em 23-11-2010
Tags:Google, Internet
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O Google escreveu um livro! Que bom, né. Ele se chama 20 Things i Learned About the Web, é gratuito, e dá lições básicas sobre HTML5, aplicativos web, cookies, endereços de IP. E as ilustrações são de Christoph Niemann!
O livro, em inglês, tem linguagem bem simples, para você enviar o link para aqueles parentes que não param de perguntar as coisas mais básicas possíveis sobre internet. E, indo além do mais básico, há páginas dedicadas às novas tecnologias, como o HTML5, a computação na nuvem e o uso do 3D nos navegadores. No capítulo 7, A Browser Madrigal, o Google dá aquela cutucada em quem ainda usa versões antigas de navegadores, falando sobre os atrasos que eles trazem a web como um todo. “Browsers antigos diminuem a velocidade de inovações na web”. É, tia, é hora de parar de usar o IE6 – e aposto que ela vai amar os deseinhos. [20thingsIlearned]
Fonte: http://www.gizmodo.com.br/
Livros digitais ainda são uma contradição no Brasil
Por bookess | Postado em Novidades | em 20-11-2010
Tags:eBooks, Google, Kindle, Lançamento, Lei, Leitores, Literatura, Livraria, Livro digital, Nook, Papel
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O mundo dos livros digitais no Brasil começou a dar os primeiros passos. Quase toda a semana vemos um novo e-reader importado da China chegando na casa dos mil reais e as livrarias e editoras começam a firmar suas próprias lojas – a notícia recente mais interessante foi a combinação do Wi-Fi do novo Alfa, da Positivo, com atalho para lojas virtuais como da Livraria Cultura e da Saraiva. Mesmo assim, a pergunta que continua martelando a cabeça dos leitores é: por que os livros digitais são tão ou mais caros do que os livros físicos?
Grande parte das “promoções” de livros digitais no Brasil passam longe de empolgar qualquer leitor assíduo. No Ponto Frio, o livro 1822, de Laurentino Gomes, em forma de bits é vendido por R$29,90. Uma busca rápida no Google mostra que a versão impressa sai por R$27,90 no Walmart e R$27,90 na Siciliano. Já a Saraiva Digital coloca o usuário em situações irônicas: o livro digital, que em tese deveria ser mais barato por conta de sua produção, distribuição etc., consegue ser mais caro do que o mesmo livro de papel (com tinta, cola, armazenamento, entrega etc.) e na mesma livraria, como vemos na imagem acima. A diferença entre eles é mínima: um pode vir a chegar antes no seu leitor digital. O outro chega no dia seguinte, pelo menos na Grande São Paulo. Não parece uma vantagem tão absurda a ponto de levar às massas ao formato digital ou para cobrar 3 reais a mais pela obra.
Claro, esse problema não é exclusivamente nosso: nos EUA, os e-books recém-lançados costumam custar quase o mesmo preço das prateleiras. Erik Sherman, analista do mercado de e-books, disse a Wired que as pessoas superestimam os ganhos das editoras, e que o custo da produção física de um livro corresponde a apenas 15% da produção da obra. Já o escritor Larry Doyle diz que as editoras colocam os preços no alto por medo de “desvalorizar a percepção das pessoas em relação aos livros”. Lá, o problema costuma ser com os lançamentos. Aqui, com praticamente qualquer livro. E se nos EUA, terra do Kindle e do Nook, as editoras ainda não se adaptaram completamente ao mercado, é duro pensar em quanto tempo teremos um mercado mais coeso e menos contraditório no Brasil. Hoje, é difícil convencer um viciado em livros a largar o bom e velho papel pelo e-ink e seus e-books.
Fonte: http://www.gizmodo.com.br/


