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A Bookess e a ciberliteratura

Por bookess | Postado em Novidades | em 25-09-2010

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As novas tecnologias digitais têm embaçado a discussão sobre o futuro da literatura. Confunde-se o destino do gênero com o dos livros impressos. Tal abordagem centra o foco nos suportes (no caso, os e-readers), envolvendo opiniões proféticas e geralmente apocalípticas sobre o fim dos livros impressos. Muito além deste debate, porém, a chamada ciberliteratura, ou literatura eletrônica, concebida para os meios digitais, e cuja existência não pode prescindir deles, vem ganhando vida própria. Das várias questões que essa nova forma criativa levanta, o suporte talvez seja a mais irrelevante. A autoria, por outro lado, é uma das principais.

O que diferencia a ciberliteratura da literatura convencional não é o meio em que é publicada, como o computador e os e-readers. A singularidade das obras do gênero reside no fato de terem sido especificamente criadas para o formato digital, explorando todas as suas funcionalidades. Por isso, estão excluídas desse conceito obras originalmente criadas para o suporte impresso e que foram e vêm sendo publicadas por jovens autores na internet ou digitalizadas para serem vendidas em lojas virtuais de e-books. As obras da chamada ciberliteratura se valem de recursos que o impresso não comporta, como áudio, vídeo e programação, entre outros campos com os quais esse gênero interage. Portanto, não se trata de uma nova tecnologia de leitura. A ciberliteratura traz uma nova forma de narrar. E, entre as questões que embaralha, está a do papel do autor.

Na ficção interativa, por exemplo, um dos gêneros da ciberliteratura em que o público pode escolher caminhos diversos para o desenrolar das histórias, quem poderá ser chamado de autor? Esse privilégio continuará nas mãos dos escritores? Podemos considerar que a participação de amadores nas produções literárias cria obras coletivas ou eles apenas participam de um jogo com regras pré-definidas por seus autores?

Ao que tudo indica, o escritor atravessa uma crise de identidade a partir do momento em que seu poder é posto em xeque pelas possibilidades trazidas pelas novas tecnologias. Diante das ferramentas interativas que permitem a participação do público, críticos, estudiosos e os próprios escritores oscilam entre a perplexidade, o pessimismo e a confiança, como mostram especialistas ouvidos nesta reportagem.

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