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O direito autoral como monopólio

A revista The Economist publicou um editorial criticando a desmedida dos atuais termos de proteção Copyright and Wrong, (08/05/2010). Muitos leitores se perguntaram como uma revista liberal poderia se juntar aos ativistas que defendem os bens comuns numa cruzada pela reforma radical do direito autoral....

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O Google escreveu um livro!

Por bookess | Postado em Novidades | em 23-11-2010

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O Google escreveu um livro! Que bom, né. Ele se chama 20 Things i Learned About the Web, é gratuito, e dá lições básicas sobre HTML5, aplicativos web, cookies, endereços de IP. E as ilustrações são de Christoph Niemann!

O livro, em inglês, tem linguagem bem simples, para você enviar o link para aqueles parentes que não param de perguntar as coisas mais básicas possíveis sobre internet. E, indo além do mais básico, há páginas dedicadas às novas tecnologias, como o HTML5, a computação na nuvem e o uso do 3D nos navegadores. No capítulo 7, A Browser Madrigal, o Google dá aquela cutucada em quem ainda usa versões antigas de navegadores, falando sobre os atrasos que eles trazem a web como um todo. “Browsers antigos diminuem a velocidade de inovações na web”. É, tia, é hora de parar de usar o IE6 – e aposto que ela vai amar os deseinhos. [20thingsIlearned]

Fonte: http://www.gizmodo.com.br/

Livros digitais ainda são uma contradição no Brasil

Por bookess | Postado em Novidades | em 20-11-2010

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O mundo dos livros digitais no Brasil começou a dar os primeiros passos. Quase toda a semana vemos um novo e-reader importado da China chegando na casa dos mil reais e as livrarias e editoras começam a firmar suas próprias lojas – a notícia recente mais interessante foi a combinação do Wi-Fi do novo Alfa, da Positivo, com atalho para lojas virtuais como da Livraria Cultura e da Saraiva. Mesmo assim, a pergunta que continua martelando a cabeça dos leitores é: por que os livros digitais são tão ou mais caros do que os livros físicos?

Grande parte das “promoções” de livros digitais no Brasil passam longe de empolgar qualquer leitor assíduo. No Ponto Frio, o livro 1822, de Laurentino Gomes, em forma de bits é vendido por R$29,90. Uma busca rápida no Google mostra que a versão impressa sai por R$27,90 no WalmartR$27,90 na Siciliano.  Já a Saraiva Digital coloca o usuário em situações irônicas: o livro digital, que em tese deveria ser mais barato por conta de sua produção, distribuição etc., consegue ser mais caro do que o mesmo livro de papel (com tinta, cola, armazenamento, entrega etc.) e na mesma livraria, como vemos na imagem acima. A diferença entre eles é mínima: um pode vir a chegar antes no seu leitor digital. O outro chega no dia seguinte, pelo menos na Grande São Paulo. Não parece uma vantagem tão absurda a ponto de levar às massas ao formato digital ou para cobrar 3 reais a mais pela obra.

Claro, esse problema não é exclusivamente nosso: nos EUA, os e-books recém-lançados costumam custar quase o mesmo preço das prateleiras. Erik Sherman, analista do mercado de e-books, disse a Wired que as pessoas superestimam os ganhos das editoras, e que o custo da produção física de um livro corresponde a apenas 15% da produção da obra. Já o escritor Larry Doyle diz que as editoras colocam os preços no alto por medo de “desvalorizar a percepção das pessoas em relação aos livros”. Lá, o problema costuma ser com os lançamentos. Aqui, com praticamente qualquer livro. E se nos EUA, terra do Kindle e do Nook, as editoras ainda não se adaptaram completamente ao mercado, é duro pensar em quanto tempo teremos um mercado mais coeso e menos contraditório no Brasil. Hoje, é difícil convencer um viciado em livros a largar o bom e velho papel pelo e-ink e seus e-books.

Fonte: http://www.gizmodo.com.br/

E-books e tablets são apostas quentes em 2011

Por bookess | Postado em Novidades | em 12-11-2010

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A consolidação dos vídeos sob demanda na internet e a possibilidade de pagamento, por parte de empresas, pelas informações contidas em páginas pessoais de sites de relacionamento estão entre as cinco principais tendências em tecnologia para 2011, segundo um relatório divulgado nesta semana por uma organização americana.

As outras três grandes tendências citadas pelo relatório, publicado anualmente pela Associação dos Consumidores de Produtos Eletrônicos (CEA, na sigla em inglês), são o uso de tecnologia verde, de aplicativos para smartphones e de banda larga móvel e 4G.

Outros temas quentes no setor atualmente –como os tablets (iPad), a tecnologia em 3D e os livros eletrônicos– não ganharam o mesmo destaque na relação divulgada pela CEA.

“A indústria tecnológica está sempre mudando, evoluindo e inovando”, disse, Gary Shapiro, presidente da CEA. Para Shapiro, as ideias citadas no relatório estão “revolucionando nossas vidas e tendo impacto no mercado”.

Segundo o documento, a vida atualmente está tão ligada à tecnologia que é difícil determinar se a tecnologia está nos guiando ou se é o contrário.

“A cada nova geração que usa a tecnologia de forma rotineira desde muito cedo, esta relação será cada vez mais próxima, fazendo que, no futuro, ambas as partes sejam invisíveis”, afirma o relatório.

TECNOLOGIA E PRIVACIDADE

Sean Murphy, analista da CEA, alerta que as companhias que queiram utilizar informações pessoais colocadas online (em sites de relacionamento, por exemplo), deverão pagar por estas informações.

Murphy afirma, no entanto, que “a exploração de dados chegou para ficar. Há muito dinheiro em jogo para imaginar o contrário”.

Frente aos problemas que o tema da privacidade gerou em sites como o Facebook, Murphy diz que o assunto continuará em alta em 2011, mas com a possibilidade de gerar ambições econômicas entre os usuários.

“As companhias vão usar este modelo, pois [o uso destes dados pessoais] se converte em uma transação na qual o consumidor autoriza o uso de suas informações como parte de um acordo de negócios”, afirmou.

A organização de defesa de consumidores americana Consumers Watchdog disse à BBC que a ideia é positiva e acrescenta que, atualmente, as empresas “olham por cima do seu ombro quando você está on-line e você não tem ideia de que suas informações estão sendo compartilhadas”.

FUTURO DO VÍDEO

De acordo com o relatório da CEA, 2011 será o ano da consolidação da tendência do vídeo sob demanda do usuário. Isto significa, segundo a associação, que “os consumidores vão se relacionar mais com programas, conteúdos e shows individuais do que com os canais ou agregadores que os transmitem”.

O documento da CEA afirma ainda que os usuários vão “descobrir o conteúdo de forma proativa, vão recomendá-lo e assisti-lo em seu próprio tempo e no dispositivo de sua preferência, e não por meio de uma programação predeterminada”.

A associação americana destaca também em seu relatório anual uma mudança de atitude no consumidor de vídeo, que tem origem na chegada do HD, a alta definição. Os usuários que assistem vídeos na internet, segundo a CEA, passaram do estágio em que assistiam apenas vídeos curtos para assistir programas de televisão ou filmes pela web.

Neste sentido, a CEA afirma que empresas como Apple, Google ou Amazon estão na vanguarda com os produtos que estão lançando para que, por meio de aplicativos, o conteúdo em vídeo possa ser visto na TV ou em dispositivos portáteis.

BANDA LARGA MÓVEL E 4G

O relatório da CEA dá como certa que a era dos smartphones já chegou, mas afirma também que em 2011 a conectividade com a internet por meio dos celulares começará a ser uma tendência importante.

A lógica é que mais pessoas serão atraídas para o mercado dos novos aparelhos e as pessoas vão começar a se desfazer dos cabos, dando preferência a tecnologia sem fios.

A introdução das redes de telefonia 4G, uma versão mais rápida que a 3G, também poderá fazer com que alguns usuários abandonem as conexões tradicionais de internet para conectar todos seus aparelhos de casa através da rede de celular.

A associação americana afirma que a porcentagem que fará esta mudança ainda será pequena, levando em conta que a infraestrutura poderia não atender as necessidades de internautas que gostam de jogos on-line ou transmitir muitos vídeos.

Mas, a CEA espera que, para 2016, uma grande porcentagem de pessoas adote a tecnologia 4G e a banda larga móvel em casa.

TECNOLOGIA VERDE

A tecnologia será mais verde em 2011, segundo a Associação dos Consumidores de Produtos Eletrônicos.

A analista da associação, Jessica Booth, acredita que o preço alto da energia, a crise econômica e o apoio do governo dos Estados Unidos a inovações tecnológicas, trarão uma avalanche de criatividade “verde” na indústria.

“A tecnologia verde dá aos consumidores uma solução para sua voracidade energética frente a uma crise econômica e de recursos”, afirmou.

A analista acredita que existirão mais opções de produtos ecológicos no mercado, pois as condições implicam que, pela primeira vez, a tendência “verde” também é um negócio.

FUTURO DOS APLICATIVOS

Os aplicativos nos telefones inteligentes estão mudando a indústria e criando um novo modelo na internet. E a CEA acredita que esta tendência vai continuar crescendo em 2011.

Atualmente existem mais de 400 mil aplicativos disponíveis para vários celulares, em uma série de sistemas operacionais. E a vantagem é que estes aplicativos transformam um simples telefone celular em um videogame ou uma revista.

E, para repetir o sucesso em outros dispositivos, como televisores, os aplicativos terão que repetir esta fórmula, de conseguir transformar aparelhos em algo mais.

“O futuro dos aplicativos continuará gerando impacto e definindo a indústria da tecnologia de consumo”, conclui a CEA.

HP inicia oferta de tablet com Windows nos Estados Unidos

Por bookess | Postado em Novidades | em 26-10-2010

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A Hewlett-Packard (HP) iniciou a oferta de seu novo tablet, chamado Slate 500, aumentando o grupo de rivais do iPad, da Apple.

O portátil, que possui tela sensível ao toque de 8,9 polegadas e sistema operacional Windows é exibido no site da empresa por US$ 799.

A empresa ainda promete lançar, no início de 2011, um tablet com o novo sistema operacional Web OS 2.0, fruto da aquisição da Palm pela HP por US$ 1,2 bilhão.  O sistema foi apresentado no início da semana juntamente com o novo smartphone Palm Pre 2.

Com o Slate, a HP aumenta a lista de concorrentes da Apple no segmento de tablets, que já conta com equipamentos com o sistema Android, do Google – Galaxy Tab, da Samsung, e Streak, da Dell -, além do PlayBook, da Research In Motion, fabricante dos smartphones BlackBerry, com sistema próprio.

A HP informou que também pretende incentivar o uso do tablet no mercado corporativo. A estratégia começa a ser explorada pela operadora AT&T, a partir de 28 de outubro, com ofertas do iPad a empresas nos Estados Unidos.

O Slate conta com espaço de armazenamento de 64 Gigabytes, câmera frontal e traseira para realização de videoconferências e acesso Wi-Fi a redes sem fio, mas não é compatível com redes 3G. O modelo equivalente do iPad custa US$ 699 no mercado americano.

Segundo a HP Brasil, ainda não há previsão de chegada do Slate ao país.

Em novembro, a Samsung promete lançar o Galaxy Tab no mercado brasileiro, com o preço sugerido de R$ 2.699. O iPad, já homologado pela Anatel, ainda não tem data de lançamento local.

Fonte: http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/10/hp-inicia-oferta-de-tablet-com-windows-nos-estados-unidos.html

Tudo muda, tudo passa no mundo literário

Por bookess | Postado em Novidades | em 20-10-2010

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Para os livros, a primeira década do século 21 viu um dos grandes terremotos culturais. Volte muitos anos atrás, e a paisagem é quase irreconhecível. Nenhuma Amazon, nem  Google, muito menos ebooks. Para onde quer que se olhasse veria-se: escritores, agentes, editores e livreiros,  transações comerciais literárias feitas como os bisavós já o faziam.

Desde o milênio, a relação entre palavras e dinheiro sofreu uma inversão quase que total. Do lado da demanda, a imprudência dos editores levou até as margens de lucro de 3%, confortáveis, para 15% suicidas. Quanto à oferta, uma minoria privilegiada de “provedores de conteúdo”, os best-sellers alcançaram fortunas que chegaram aos seis ou sete dígitos.

Esta febre, por vezes, tinha o ar de corrida do ouro, mas não foi uma pechincha para todos. No final da Segunda Guerra Mundial, havia mais de 300 livrarias em Nova York. Hoje, há menos de 30. A escala desta assombrosa transformação deixou muitos observadores como que desorientados, tais como os sobreviventes de um desastre natural.

Um novo gênero de livros, kits de sobrevivência cultural, surgiu para suprir roteiros de emergência através de um novo terreno. Cada um desses best-sellers é animado por uma necessidade de dar sentido a novas questões, muitas vezes  perturbadoras, provocadas pelo capitalismo global e pelo poder viral da internet.

Estamos à beira de um apocalipse cultural?

Antes, editores, hoje, geeks! Há um novo ambiente no ar, que passa, sim, pelo roubo dos direitos autorais (que falta de criatividade!), novas formas de ler e fazer literatura.

Os analistas culturais estão desorientados, e precisam, urgentemente, se familiarizar com este novo esquema, se não tendem a morrer de mágoa.

Não há mais tempo de olhar as prateleiras lotadas de livros e chorar sobre elas, de forma saudosista.  É tempo de identificarmos um mercado novo, saudável, como a chave para uma cultura vital e uma democracia da leitura vigorosa.

A crise é momentânea, mas é a chave para as grandes mudanças.
Livros, assim como jornais, são um fenômeno essencialmente de classe média, cujo mercado é o profissional de auto-melhoramento. Como um meio burguês, livros e seus autores dependem do nexo do dinheiro.

Muitos ainda enxergam esta revolução digital no âmbito editorial como uma ameaça profunda à tradição intelectual ocidental.

Não, não creio que  as publicações sérias vão desaparecer. Precisamos, urgentemente, voltar a nossa atenção para o novo, ainda incerto, concordo, terremoto que se avizinha.

Free: o futuro dos preços é ser grátis

Por bookess | Postado em Novidades | em 30-09-2010

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O mundo dos negócios vive de ondas, ondas que passam rápido, ditam tendências, rendem alguns milhares ao seu criador e depois se vão. Não que sejam ondas artificiais, na verdade a velocidade da alternância dessas ondas apenas reflete a velocidade do mundo moderno. E hoje quem está na crista da onda, o mais vendido, mais comentado e talvez um dos mais precisos em suas análises é Chris Anderson, autor de A Cauda Longa e que recentemente lançou Free: o futuro dos preços (Elsevier, 2009, 270 p.), seu segundo livro.

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Quantos livros existem no mundo?

Por bookess | Postado em Novidades | em 24-08-2010

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Quantos livros já foram publicados na história moderna? Segundo cálculos do Google, o número seria 130 milhões de livros, ou 129.864.880 para ser exato.

O gigante das buscas estimou o dado justamente para saber quantos livros precisa escanear a fim de tornar o Google Books a maior e mais completa biblioteca online.

Para chegar ao número, o Google usou definições de livros de diferentes órgãos, como o do ISBN (International Standard Book Numbers),  da Biblioteca do Congresso Americano e do site de buscas de livros WorldCat.

Segundo post publicado no blog Inside Google Books, eles chegaram à definição de um “tome”, que pode ser definido como um volume ou livro grosso. Um “tome” pode possuir milhares de cópias, como um best-seller, ou apenas algumas cópias raras. Edições diferenciadas de uma mesma obra, como capa-dura e papel simples, foram contadas duas vezes.

O número inicial estimado foi de 210 milhões. O primeiro passo do Google foi remover esboços, gravações de áudio, mapas, vídeos com ISBNs, entre outros. Dessa forma, o número caiu para 146 milhões. Na sequência, a empresa removeu 16 milhões de documentos governamentais, chegando aos 129 milhões.

O Google finaliza o post dizendo que o número pode mudar, assim que o sistema de algoritmo que o calculou se tornar mais inteligente. A empresa não informa quando pretende concluir a tarefa.