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O papel e o digital

O livro em papel tem ainda uma longa vida pela frente e pode conviver no futuro com os e-books, já que, segundo a editora brasileira Beatriz de Moura, o importante são os conteúdos. A editora deu uma entrevista à Agência Efe em Buenos Aires. Em 1968, Beatriz fundou a Tusquets Editores na Espanha...

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Conselhos literários fundamentais II

Por bookess | Postado em Novidades | em 12-07-2011

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Busque no ritmo das pedrinhas portuguesas a exata ondulação de um capítulo. Abra o dicionário ao acaso para encontrar o adjetivo preciso. Conte o número de carros azuis que avista da janela no prazo de cinco horas para decidir quantas vezes um personagem deprimido tenta se matar antes de ter sucesso. Desventre croissants para estudar camadas de sentido. Aposte contra a máquina no futebol do Playstation o destino – ganhou, apogeu, Fitzgerald; perdeu, decadência, Faulkner – de um protagonista ególatra, seja ele astro do rock ou imperador da borracha na Manaus do século 19. Estude doutamente a borra do café, procure ancestrais desígnios pétreos nas dobras do lençol pós-insônia, contemple o ar invisível, sonde as próprias fezes. Faça cada dia de chuva puxar uma pétala do malmequer, e assim, passados sete meses, decida o desenlace romântico de herói e mocinha. Para questões de estilo, prefira roletas e dados.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/sobrescritos/conselhos-literarios-fundamentais-iv-2/

Conselhos literários fundamentais I

Por bookess | Postado em Novidades | em 11-07-2011

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Odeie o conforto. Se estiver concentrado demais na história que está escrevendo, ligue a TV, entre num bate-papo virtual. Caso as palavras continuem a lhe jorrar dos dedos, ponha uma música, desligue o ar condicionado, abra a janela para o berreiro de freios, buzinas e motores. Sinta-se incomodado: retarde ao limite do desastre – ou mesmo, havendo disposição e necessidade para tanto, além dele – a hora de ir ao banheiro. Morra de sede, chegue a passar fome. Brigue com a sua mãe. Mande confeccionar para sua cadeira de escritório XTZO-3000 (com amortecedor inteligente) um magnífico assento de tachinhas medievais. Boicote-se: se escrever umas tantas páginas-telas que lhe agradem em particular, dê um jeito de perdê-las, negando-se como um tonto a salvar o arquivo ao fechá-lo. E então esprema a memória para reproduzi-las igualzinho, vírgula a vírgula, exceto por uma palavra que já não achará mais e cuja ausência, se tudo der certo, vai torturá-lo por horas e horas de trabalho ou trabalho nenhum, pois não se pode chamar de trabalho o tumulto de pensamento que o tomará então, o céu a estridular como se fosse partir ao meio e o computador berrando mais do que a cidade e a TV juntas jamais sonharam berrar. Nesse momento, se as instruções tiverem sido seguidas corretamente, a linguagem estará passando por você depressa demais para ser captada, zunindo, turbilhão de luz no hiperespaço. Você terá se infiltrado, como um espião ou um vírus, no coração da máquina que move um mundo de palavras sem tempo de fazer sentido. É horrível. Avance a mão, colha uma ao léu, e então comece.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/sobrescritos/conselhos-literarios-fundamentais-i/

Entrevista com Regina Monge

Por bookess | Postado em Novidades | em 18-11-2010

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Quem é Regina Monge? E o que você poderia nos contar sobre você?

Gostaria de dizer, antes de mais nada, que é um prazer poder conceder essa entrevista ao blog Bibliomania e compartilhar um pouco da minha vida com todos os leitores que por aqui passam.

Sou uma geminiana típica, com ascendente em Libra envolta nos mundo da comunicação e dos relacionamentos e sempre envolvida em várias coisas ao mesmo tempo, a curiosidade é a minha companheira do dia a dia.

Adoro a experimentação da mudança, conhecer pessoas, trocar experiências, novos lugares, novos pratos…, tenho 43 anos e nasci no interior de São Paulo, num dos menores municípios do Estado, a estância turística de Águas de São Pedro. Saí de lá aos 21 anos e vim para São Paulo, onde vivo até hoje.

Sou formada em Comunicação, com especialização em Propaganda e MBA em Marketing e trabalho, desde 1993 com essa atividade. Em 2009, finalizei um curso de extensão sobre História e Linguagem do Cinema, outra paixão, além da literatura e constituí minha própria agência, ainda em formação, e que requer toda a minha atenção neste momento. Para quem quiser visitá-la, o site éwww.vertscomunicacao.com.br

Para ler a entrevista completa, clique abaixo.

Mulheres de todos os tempos

Por bookess | Postado em Novidades | em 18-11-2010

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Com o advento da escrita, o ser humano passou a se comunicar melhor e logo teve o desejo de escrever o que pensava. E foi através das letras que muitas mulheres puderam se soltar das amarras da sociedade machista, que a considerava apenas como um ser procriador. Nas poesias ou histórias fictícias, as escritoras realizavam seu desejo de sair de casa para viagens fantásticas, cheias de romance, sexo, beijos e malícias, que muitas vezes elas só vinham a conhecer através do casamento, uma vez que eram vistas apenas como supostas mães e donas-de-casa.

Cliqeue abaixo para ver a lista completa das mulheres mais influentes da literatura.

Escritor, por quê?

Por bookess | Postado em Novidades | em 30-10-2010

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Em Como e porque sou romancista, José de Alencar tenta responder denotativamente a pergunta que tantas vezes se faz aos autores. A maioria dos escritores parece dar respostas metafóricas, poéticas, até românticas. Neste livro de seus livros, nosso arqui-romancista se pergunta se não teria sido a “leitura contínua e repetida de novelas e romances que primeiro [lhe] imprimiu no espírito” o desejo de ser escritor dessa forma literária de sua predileção.

Ora ou outra esbarro também na pergunta, embora eu seja um projeto de escritor. Escrevo meus versinhos, uns continhos curtos, agora crônicas e tenho cá uns esqueletos de romances. No meu blog/site, a indicação escritor é mais um desejo, uma pretensão e uma presunção que necessariamente uma verdade. Mas fico tentado a refletir sobre esta pergunta, feita nestes termos ou de forma parafrásica: Por que você escreve?

Veja o restante da matéria clicando abaixo.

Em livro, britânico cego e surdo conta suas aventuras

Por bookess | Postado em Novidades | em 30-10-2010

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Aventuras de Tony Giles incluem voo de asa delta sobre a praia de São Conrado, no Rio de Janeiro, em 2004

Um britânico de 32 anos, deficiente visual e auditivo, com apenas 20% de audição em consequência de problemas genéticos, está lançando um livro no qual conta suas aventuras em viagens pelo mundo.

Tony Giles, que leva uma vida totalmente independente apesar das deficiências, já visitou mais de 50 países, muitos deles viajando sozinho com uma mochila nas costas.

Continue lendo no link abaixo.

Os 20 grandes filmes baseados em livros

Por bookess | Postado em Novidades | em 30-10-2010

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Segue abaixo a lista de 20 grandes adaptações de livros que foram diretamente para os cinemas, clicando no link.

Os pioneiros na impressão de livros

Por bookess | Postado em Novidades | em 29-10-2010

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Mas o livro mais velho de que se tem conhecimento é uma cópia do Diamond Sutra, impresso em 11 de maio de 868 e encontrado nas grutas de Dunhuang, no Turquistão. Eram discursos do Buda para o seu discípulo Subhuti. Para o fazer, Wang Chieh usou letras entalhadas em blocos de madeira. O alquimista chinês Pi Cheng usou argila cozida para produzir os primeiros tipos móveis por volta de 1040. A vantagem é que, após a impressão, as letras podiam ser separadas e reutilizadas. 

Esse sistema foi aperfeiçoa do por volta de 1300 com o uso de madeira e serviu para a impressão de livros. Em 1438, o alemão Johannes Gensfleisch Gutenberg começou a fazer impressões com tipos de metal, fazendo moldes de cada letra do alfabeto. Uniu os tipos em palavras, frases, parágrafos e páginas. Depois de besuntar as letras com tinta, Gutenberg imprimiu-as em papel branco. Desse modo, ele imprimiu os primeiros livros na Europa. O seu livro mais famoso é a chamada Biblía de Gutenberg, impressa entre 1451 e 1456. Das 48 cópias que sobreviveram, 36 eram de papel e 12, de pergaminho. Em 1448, Gutenberg associou-se a Johann Fust, que financiou a criação da imprensa. A sociedade terminou em 1455. Isso levou Gutenberg à ruína.

A Origem do Papel

Por bookess | Postado em Novidades | em 29-10-2010

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Antes da criação do papel, em alguns paises e/ou grupos humanos existiram maneiras curiosas do homem se expressar através da escrita. Na Índia, usavam as folhas de palmeiras, os esquimós utilizavam ossos de baleia e dentes de foca. Na China os livros eram feitos com conchas e cascos de tartaruga e posteriormente em bambu e seda. Estes dois últimos antecederam a descoberta do papel. Entre outros povos era comum o uso da pedra, barro e até mesmo a casca das arvores. As matérias primas mais famosas e próximas do papel foram o papiro e o pergaminho. O primeiro, o papiro, foi inventado pelos egípcios e apesar de sua fragilidade, milhares de documentos em papiro chegaram até nos. O pergaminho era muito mais resistente, pois se tratava de pele de animal, geralmente carneiro, bezerro ou cabra e tinham um custo muito elevado. Os Maias e os Astecas guardavam seus livros de matemática, astronomia e medicina em cascas de árvores, chamadas de “tonalamatl”.

Clique abaixo para continuar lendo.

De um Jorge sobre outro Jorge

Por bookess | Postado em Novidades | em 28-10-2010

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Ando bastante sumido, é verdade. Não é preguiça de escrever, posso assegurar. Também não são os afazeres, que esses sempre existem. Talvez seja uma conjunção dessas duas coisas. A verdade é que nesses dias, não tive vontade de registrar nada. Tédio? Ao contrário, prefiro pensar que me acometeu o mesmo que ao grande Campos de Carvalho, que escreveu quatro magníficos romances nos anos 50 e que, depois, simplesmente parou de escrever. A um repórter que lhe fez essa pergunta em 1997, às vésperas de sua morte, disse apenas que “estava feliz demais para escrever”.

Mas hoje volto a esse espaço, onde dialogo comigo mesmo e com os poucos que leem esse blog – e sei realmente que não são muitos. Como disse certa vez, aqui traço mais um roteiro da minha vida de leitor do que da minha vida de verdade. Talvez se o fizesse, esse blog teria mais leitores. É como disse Mário de Andrade (com quem muito me identifico), “a vida alheia, sereia!”. No entanto, me escondo. Prefiro mostrar outra face, também íntima, também minha, mas não tão interessante, a do Jorge Luis Verly Barbosa leitor.

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