Ando bastante sumido, é verdade. Não é preguiça de escrever, posso assegurar. Também não são os afazeres, que esses sempre existem. Talvez seja uma conjunção dessas duas coisas. A verdade é que nesses dias, não tive vontade de registrar nada. Tédio? Ao contrário, prefiro pensar que me acometeu o mesmo que ao grande Campos de Carvalho, que escreveu quatro magníficos romances nos anos 50 e que, depois, simplesmente parou de escrever. A um repórter que lhe fez essa pergunta em 1997, às vésperas de sua morte, disse apenas que "estava feliz demais para escrever".
Mas hoje volto a esse espaço, onde dialogo comigo mesmo e com os poucos que leem esse blog – e sei realmente que não são muitos. Como disse certa vez, aqui traço mais um roteiro da minha vida de leitor do que da minha vida de verdade. Talvez se o fizesse, esse blog teria mais leitores. É como disse Mário de Andrade (com quem muito me identifico), "a vida alheia, sereia!". No entanto, me escondo. Prefiro mostrar outra face, também íntima, também minha, mas não tão interessante, a do Jorge Luis Verly Barbosa leitor.
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