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Bookess: apaixonada por livro como todo brasileiro

Mas a realidade é bem diferente: o brasileiro lê, em média, dois livros por ano; além de faltarem bibliotecas em todo o país. Confira na reportagem abaixo: http://www.redetv.com.br/Video.aspx?52,15,125997,Jornalismo,RedeTV-News,Brasileiro-le-menos-de-2-livros-por-ano-segundo-pesquisa

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Lançamento do Livro Devaneios Literários

Por bookess | Postado em Novidades | em 09-06-2011

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Entrevista com Mariana Collares, autora de DEVANEIOS LITERÁRIOS (Crônicas), pela Editora Bookess:

1 – O livro Devaneios Literários é um blog que se tornou livro. Poderia nos contar como surgiu essa ideia de transformar os textos do blog em uma publicação?

Para explicar isso preciso falar um pouco do blog e seu começo: O blog nasceu há seis anos – início ainda dos blogs contendo textos literários – e o fiz porque costumava mostrar aos amigos mais próximos os textos que escrevia, e que pela primeira vez me encorajava a tirar da “gaveta”, para que eles mesmos, e quando assim quisessem, pudessem dar uma espiada e me dizer o que achavam. O blog foi, assim, minha escola, minha oficina literária, e não tinha qualquer pretensão de virar livro ou atingir alguma “famosidade”, “sucesso de público e acessos”, etc. Era a minha página, que eu sequer divulgava. Então só era “achado” por acaso e por quem estivesse navegando a procura de tudo e nada.

Reparei, entretanto, que os acessos estavam aumentando muito, e que entre os seguidores do blog estava o link da Bookess. Nessa época, cerca de seis anos depois de sua criação, muitas pessoas já conheciam meus textos e elas é que me diziam para publicá-los. Pensei então em pagar uma publicação, com uma tiragem tímida somente para família e amigos, para ficar guardado como mais um feito de vida de alguém que vive o cotidiano comum de todo mundo. Coisa como um álbum para o pai e a mãe, ou para colocar num retrato em plena sala. Então, num sopro de ousadia, entrei em contato com a Bookess e comecei a conversar sobre essa possibilidade. Conheci o site e vi as publicações que então lá estavam e fiz, eu mesma, o livro, diagramando e criando capa. Coisa como: “aqui estão os melhores textos (ou os que mais gosto) do blog. Levem pra casa e guardem como uma relíquia minha”.

Foi então que notei que os acessos, em um mês que havia postado o livro no site, foram muito expressivos, chegando a cerca de 1000 leituras. As pessoas começaram a entrar em contato, por e-mail e pelo site mesmo, me parabenizando e dizendo que estavam gostando e se identificando com aquilo que escrevia. Motivada por isso, entrei em contato com o site (já havia mandado o livro para outras editoras) e perguntei se haveria interesse de formarmos uma parceria para a publicação. A resposta foi “sim”.

2 – Que tipo de devaneios poderemos encontrar na sua obra? Qual a linha literária que segue?

Não cursei letras ou literatura. Ao contrário, minha formação é o direito e a vida inteira me dediquei a ele. A literatura era e é o meu amor. É por ela que me expresso, que mostro a fotografia escrita daquilo que sinto e vejo. É minha tradução do mundo.

Quando comecei a escrever com alguma freqüência, notei que ora era prosa, ora poesia, ora crônica, ora conto. Não havia, por assim dizer, um estilo bem definido. Eu me expressava e ponto. Sem forma, sem rótulo. Nós somos mesmo muito complexos para nos adequarmos a um único padrão… Por esse motivo chamei meus textos de “devaneios”, pois são divagações sobre a vida, os sentimentos, o todo que nos cerca. Ora são puros devaneios, ora são devaneios filosóficos, ora são bem humorados… Divagações de um ser em movimento.

Quanto à linha literária, li de tudo, mas o gênero em que escrevo é sempre o narrativo. Desde muito cedo leio bons livros, muito estimulada por meus pais. Mas sinto que é algo de família. Minha avó paterna, tendo estudado somente até a quarta série primária, é fã ardorosa da boa literatura e se inclui na sua biblioteca Cervantes, Dante e outras obras clássicas.

Comecei com os clássicos da literatura brasileira: José de Alencar, Machado de Assis, Érico Veríssimo, que li muito cedo, com cerca de 12 ou 13 anos de idade. Mas lia mesmo o que me davam ou me caía nas mãos da biblioteca de minha mãe – socióloga e que sempre leu muito. Então li desde Saint-Exupéry passando por Agatha Christie, Hermann Hesse, Engels, Marx, García Marquez, Tolstói e os demais russos, Cervantes, etc. Desde literatura clássica a livros sociológicos e de ciência política (meus pais sempre foram ativistas políticos de esquerda). Com o tempo, fui conhecendo gente que ainda não havia lido (Hemingway, Virgínia Woolf, Fitzgerald, Nietzsche, Sartre, Simone, Eça…). Ousei por Goethe, Dante, Santo Agostinho, Platão, Epicuro… Me aventurei com Gide, Hilda Hilst, Saramago. Na poesia Pessoa, Neruda, João Cabral, Rimbaud, Baudelaire, Drummond, Quintana, Vinícius… Na literatura mais intimista Clarice, Caio Fernando Abreu… Ora entro numa livraria e saio com Graciliano Ramos e Érico, ora saio com Ovídio ou mesmo Vargas Llosa, Galeano, Luis Fernando Veríssimo…. Minha biblioteca é ampla e eclética, assim como eu. Como não cursei literatura, me sinto na obrigação e com uma curiosidade imensa de saber e entender o estilo de cada autor. Cada época e a mente desta época retratada em cada obra. Tenho muito ainda que ler. Sinto que terei uma vida inteira e não terei lido tudo e todos. Tem muita gente boa por aí… Normalmente tenho uns cinco livros ao lado da cama e vou alternando a leitura, conforme o dia e meu estado de espírito. Nas férias, leio o tempo todo. Enfim, ler é um vício. O melhor de todos.

3 – Quem é o público-alvo dessa proposta?

Não sei. Mas sinto que toda a gente. Como foi um livro estimulado pelo público, vejo que dentre os seguidores do blog há gente de todas as idades, orientações filosóficas, identidade social e cultural. Na maioria, os textos são crônicas sobre o cotidiano, os sentimentos, o “eu” e o “nós” – temas que considero universais e podem ser lidos por todos os que gostem desse tipo de leitura. Os textos não são longos, então vejo que agradam justamente por serem concisos, em linguagem simples, direta. Veja bem, são textos postados em um blog, que é o retrato individual de um ser. Então eles não têm uma “proposta de marketing” em si mesmos. Eles não nasceram para isso. Eles nasceram de alguém para o mundo. O fato de serem publicados é mera conseqüência de existirem e terem passado pela aprovação de muitos.

4 – Por que a escolha da Bookess como editora?

Nos achamos: eu a ela, ela a mim. Nem sabemos quem começou. Foi puro acaso. Mas depois, vendo o trabalho desenvolvido pela Bookess, comecei a gostar, a me identificar com a democratização da literatura e do pensamento, e com liberdade dada ao autor. Mais, vejo que o futuro está aí: fora das editoras tradicionais, ou com “modelos tradicionais” de vendagem e publicação de livros. A Bookess está antenada com nosso tempo e o futuro, disponibilizando e democratizando realmente o acesso à cultura e à informação. E nada melhor para um cronista do que trabalhar com quem se parece com ele…

5 – Livros baseados em diários e memórias são muito comuns, mas publicações baseadas em blogs são ainda uma novidade. Você acredita nessa nova tendência? Considera que os blogueiros podem aproveitar uma iniciativa como a sua?

Acredito muito. A internet veio e se instalou definitivamente em nosso meio social e cultural e é um espelho daquilo que somos hoje. Saímos de nosso ambiente sem termos que sair de casa, e encontramos outros seres “viajantes” nesse meio, espalhando ideias, pensamentos. Olhar a vida do outro do estreito espectro da nossa realidade nos “aumenta”, ou “aumenta” nossa perspectiva de vida. Hoje todo mundo tem página na internet, tem um blog, tem algo a dividir com o mundo. Nossas bibliotecas e nosso mundo conhecido estão migrando para a internet, para um ambiente virtual porque nossa vida real está cada vez mais “ideal”. Então blogueiros (detesto esta expressão) podem se estimular sim e se encorajar. O mundo os está lendo, vendo.

O ofício da escrita sempre foi muito solitário. E de certa forma ainda é. Mas o resultado, o que podemos estimular no público, esse é sentido imediatamente através dos blogs. É uma interação imediata com o público, com quem está nos vendo. É muito bom. Finalmente não estamos sós.

Sobre a autora:

Mariana Collares é escritora. Vive em Porto Alegre, dedicando-se à escrita literária e à carreira de formação: o direito.

Publica, cotidianamente, suas crônicas no blog DevaneiosLiterarios.blogspot.com, inaugurado em 2005, e é colunista do site Comunidade Literária Benfazeja (www.benfazeja.com.br).

Somatória de talentos

Por bookess | Postado em Novidades | em 09-02-2011

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Dez anos atrás, o economista paulistano Wellington Souza escrevia poemas e textos curtos num caderninho. O que surgia ali rabiscado ele só mostrava aos amigos mais chegados, embora sonhasse em ver o material publicado, um dia. Essa era a rotina de todo escritor iniciante quando a blogosfera representava apenas um embrião do mundo moderno. Com o avanço das tecnologias, aconteceu a tão decantada democratização artística: qualquer pessoa pode exibir sua literatura, pintura, música, dança, artes visuais ou quaisquer trabalhos pessoais em sites na internet. Mas isso, por si só, não solucionou o problema de quem procura seu espaço entre milhares de blogs tratando dos mesmos assuntos, fica difícil se destacar e buscar o reconhecimento do público. Pensando nisso, ocorreu a Souza a ideia de criar e coordenar um portal que congregasse pessoas como ele, interessadas em compartilhar seus contos, poemas, crônicas, resenhas e estudos. “O Benfazeja surgiu com o propósito de publicar textos literários, de colunistas e autores que nos enviam material, sejam produções ficcionais próprias ou artigos acadêmicos relacionados à literatura, além de outras informações relevantes ao autor iniciante”, explica Souza. E completa: “Nossa pretensão é a de disponibilizarmos não só um espaço de divulgação, mas também de formação de repertório cultural”.

Desde então, o portal só fez crescer. Hoje, o Benfazeja é responsável pela divulgação de outros portais referentes ao tema, e de vários concursos literários. Alguns escritores também utilizam o canal para lançar novas obras, recém-editadas. A equipe conta atualmente com 17 colunistas, responsáveis por atualizações diárias. “Há sempre alguma novidade para se ver a cada acesso”, conta Juliana Blasina, poetisa, contista e uma das colunistas do site.

Nem mesmo os temas audiovisuais deixam de ser encampados: há uma seção de curtas e vídeos, coordenada pela jornalista e cineasta gaúcha Giselle Jacques. Além disso, algumas das seções literárias contam, em sua coordenação, com a presença de nomes gabaritados, como a professora Iracy de Souza, doutoranda da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e que é responsável no Benfazeja pela seção conversas literárias, destinada a artigos acadêmicos e entrevistas. E gente muito promissora como a museóloga Aline Cordeiro, na seção Galeria de Artes, a estudante de jornalismo Brunna Mariel capitaneando a seção REC (música e poesia) e a doutora em letras da Unicamp Carolina Bernardes, com artigos sobre escrita criativa.

Essa miscelânea é, de acordo com Souza, o grande diferencial de sucesso do site: “Os portais literários costumam ser muito específicos. Publicam somente poemas, ou apenas informam sobre concursos literários. Quando divulgam vários autores, não têm uma equipe exclusiva e nem sempre se preocupam em seguir uma periodicidade. Nosso espaço é completo, pois contemplamos novos autores, informamos sobre concursos e oportunidades e divulgamos livros e blogs”.

Você também pode ter seus texto no Benfazeja: a equipe publica dois autores externos por mês. Basta entrar em contato via e-mail, pelo endereço: contato@benfazeja.com

Acesse o site www.benfazeja.com para obter maiores informações e desfrutar de boa literatura.

Informações complementares:

EQUIPE

Coordenadores:

Wellington Souza (Coordenador Geral e das seções: PoeSZeja e Exploesiva)
Iracy de Souza (Conversas literárias e entrevistas)
Celly Monteiro (Contos fantásticos)
Júnior Brás (Ecos poéticos – declamações poéticas)
Brunna Mariel ( REC – música e poesia)
Aline Cordeiro (Galeria de Artes)
Giselle Jacques (Videoteca).

Colunistas do site:
Rommel Werneck (poeta)

Juliana Blasina (poeta, cronista a contista)
Mariana Collares (cronista)
Marcio Rufino (contista e cronista)
Caranguejúnior / Júnior Brás (poeta)
Rosena Tesch (acadêmica e contista)
José Cláudio / Cacá (cronista)
Ana Cristina Melo (romancista e contista)
Wellington Souza (poeta e contista)
Tiago Correa (contista)
Claudia Banegas (poeta e contista)
Johannes Dudeck (contista e romancista)
Carolina Bernardes (doutora em letras)

PERFIS EM REDES SOCIAIS E COMUNIDADES DE LEITORES:

O Google escreveu um livro!

Por bookess | Postado em Novidades | em 23-11-2010

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O Google escreveu um livro! Que bom, né. Ele se chama 20 Things i Learned About the Web, é gratuito, e dá lições básicas sobre HTML5, aplicativos web, cookies, endereços de IP. E as ilustrações são de Christoph Niemann!

O livro, em inglês, tem linguagem bem simples, para você enviar o link para aqueles parentes que não param de perguntar as coisas mais básicas possíveis sobre internet. E, indo além do mais básico, há páginas dedicadas às novas tecnologias, como o HTML5, a computação na nuvem e o uso do 3D nos navegadores. No capítulo 7, A Browser Madrigal, o Google dá aquela cutucada em quem ainda usa versões antigas de navegadores, falando sobre os atrasos que eles trazem a web como um todo. “Browsers antigos diminuem a velocidade de inovações na web”. É, tia, é hora de parar de usar o IE6 – e aposto que ela vai amar os deseinhos. [20thingsIlearned]

Fonte: http://www.gizmodo.com.br/

Livro digital pode democratizar literatura

Por bookess | Postado em Novidades | em 19-11-2010

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O avanço do suporte digital, impulsionado pela febre dos e-books e dos tablets, como o fenômeno e já icônico iPad, da Apple, trouxeram um debate para o mundo da literatura: a vida online vai esmagar a existência dos livros? Para um painel de palestrantes da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre, nesta segunda-feira, a discussão precisa ir além disso. Para eles a situação é simples: o mercado de livros, como nós conhecemos, está derretendo.

A frase de efeito, porém verdadeira, foi dita pelo professor Paulo Tedesco, que, junto com Luíz Álvaro, da imprensa oficial do Estado de S. Paulo; Rafael Trombetta, escritor, pesquisador e administrador da Economia da Cultura e Marcelo Spalding, vice-presidente da Associação Gaúcha dos Escritores, discutiram o futuro e as mudanças trazidas pelo que chamaram de “livro digital”.

É bastante comum relacionar a popularização da internet e de aparelhos para leitura de material online ao trágico “fim” da literatura, da maneira como o mundo a conheceu até hoje. O ponto ao qual se foge, no entanto, é que o papel é um suporte. Ele não é, por si só, arte. A ferramenta não carrega o conteúdo. Do mesmo modo, o digital não apaga a arte da escrita literária. Ele é apenas uma nova maneira de apresentar o mesmo conteúdo.

O momento atual é de mudanças, sem dúvidas. E todas elas apontam para uma única direção: o despertar do autor como um indíviduo independente da editora. O “negócio” da literatura continua ativo na medida em que o autor se liberta das amarras e passa a entender que lucro é a obra tornar-se acessível aos leitores. “A internet proporciona, além da escrita, braços e pernas para a literatura individual ter vida própria”, afirmou Trombetta.

Como lembra Spalding, o que um autor de literatura quer é que as pessoas leiam seus livros. Se se lançar independentemente, sem a sombra de uma grande coorporação, pode garantir que mais pessoas tenham acesso à obra, então este é o caminho.

A grande sacada, aqui, é repensar o modelo de negócios. Para os palestrantes, o autor precisa entender o suporte online, colocar-se em primeiro plano e enxergar maneiras de aproveitar o potencial que este meio pode oferecer. De acordo com eles, a internet pode até ser uma ameaça para as editoras, no que se refere às questões de lucro. Mas, para os autores, o mundo digital é uma janela de oportunidades.

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI4781289-EI12882,00.html

Livros digitais estão mudando paradigmas do mercado de literatura

Por bookess | Postado em Novidades | em 18-11-2010

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O avanço do suporte digital, impulsionado pela febre dos e-books e dos tablets, como o fenômeno e já icônico iPad, da Apple, trouxeram um debate para o mundo da literatura: a vida online vai esmagar a existência dos livros? Para um painel de palestrantes que se reuniram na 56ª Feira do Livro de Porto Alegre, a discussão precisa ir além disso. Para eles a situação é simples: o mercado de livros, como nós conhecemos, está derretendo.

A frase de efeito, porém verdadeira, foi dita pelo professor Paulo Tedesco, que, junto com Luíz Álvaro, do setor de marketing do jornal Folha de S. Paulo; Rafael Trombetta, escritor, pesquisador e administrador da Economia da Cultura e Marcelo Spalding, vice-presidente da Associação Gaúcha dos Escritores, discutiram o futuro e as mudanças trazidas pelo que chamaram de “livro digital”.

É bastante comum relacionar a popularização da internet e de aparelhos para leitura de material online ao trágico “fim” da literatura, da maneira como o mundo a conheceu até hoje. O ponto ao qual se foge, no entanto, é que o papel é um suporte. Ele não é, por si só, arte. A ferramenta não carrega o conteúdo. Do mesmo modo, o digital não apaga a arte da escrita literária. Ele é apenas uma nova maneira de apresentar o mesmo conteúdo.

O momento atual é de mudanças, sem dúvidas. E todas elas apontam para uma única direção: o despertar do autor como um indíviduo independente da editora. O “negócio” da literatura continua ativo na medida em que o autor se liberta das amarras e passa a entender que lucro é a obra tornar-se acessível aos leitores. “A internet proporciona, além da escrita, braços e pernas para a literatura individual ter vida própria”, afirmou Trombetta.

Como lembra Spalding, o que um autor de literatura quer é que as pessoas leiam seus livros. Se se lançar independentemente, sem a sombra de uma grande coorporação, pode garantir que mais pessoas tenham acesso à obra, então este é o caminho.

A grande sacada, aqui, é repensar o modelo de negócios. Para os palestrantes, o autor precisa entender o suporte online, colocar-se em primeiro plano e enxergar maneiras de aproveitar o potencial que este meio pode oferecer. De acordo com eles, a internet pode até ser uma ameaça para as editoras, no que se refere às questões de lucro. Mas, para os autores, o mundo digital é uma janela de oportunidades.

Fonte: http://www.jb.com.br/

Leitor de e-book comprado em viagem poderá ter isenção de impostos

Por bookess | Postado em Novidades | em 17-11-2010

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Os leitores de livros eletrônicos (e-books readers) poderão ser trazidos do Exterior por turistas brasileiros sem pagar impostos, desde que não tenham a mesma configuração de um computador, admitiu a Receita Federal na quinta-feira (5/8) à Agência Brasil.

Mas a norma, que começará a valer em 1.º de outubro, poderá causar confusão, já que muitos leitores de e-books oferecem outros recursos, como o uso de jogos e o acesso à Internet.

A Instrução Normativa 1.059 da Receita Federal,  inclui como “bens de uso pessoal” isentos de impostos itens como câmeras fotográficas e celulares – classificados, pela norma, como “bens de caráter manifestamente pessoal”.

Essa interpretação, contudo, continuará a depender dos agentes alfandegários. O prazo de 1.º de outubro é necessário, segundo a Receita, para treinar esses agentes sobre as novas regras.

Configuração de PC
A Agência Brasil consultou a Receita Federal, que confirmou que leitores eletrônicos podem ser considerados de uso pessoal. Mas, para isso, eles não deverão agregar componentes que o deixem com a mesma configuração de um computador.

O subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal, Fausto Vieira Coutinho, explicou à agência que, “para efeitos de bagagem, não interessa se o Kindle vai ser ou não livro. A questão do livro é porque ele tem imunidade tributária e eu não posso tributar.”

“Se, no futuro, a Justiça determinar que o Kindle é um livro, a Receita não tributará. Se ele for somente um leitor de livros e substituir o seu livro de cabeceira, é considerado bem de uso pessoal e vai entrar, inclusive fora da cota. É diferente do iPad que acessa a Internet”, afirmou Coutinho.

Confusão
Categorizar os leitores de e-book em termos de funcionalidades pode, no entanto, causar alguma confusão. É que, mesmo tendo hardware específico para leitura de texto, alguns aparelhos oferecem conectividade à Internet.

Desde a segunda geração, os leitores Kindle vendidos pela Amazon recebem livros pela Internet, via rede sem fio 3G. Outros, como os Kindle mais novos e o Nook, da Barnes and Noble, conectam-se à Internet também via rede sem fio Wi-Fi.

Alguns leitores de e-book, no entanto, só podem receber livros via conexão USB. É o caso do Alfa, da Positivo Informática, que começa a ser vendido este mês no Brasil.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/

E-books e tablets são apostas quentes em 2011

Por bookess | Postado em Novidades | em 12-11-2010

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A consolidação dos vídeos sob demanda na internet e a possibilidade de pagamento, por parte de empresas, pelas informações contidas em páginas pessoais de sites de relacionamento estão entre as cinco principais tendências em tecnologia para 2011, segundo um relatório divulgado nesta semana por uma organização americana.

As outras três grandes tendências citadas pelo relatório, publicado anualmente pela Associação dos Consumidores de Produtos Eletrônicos (CEA, na sigla em inglês), são o uso de tecnologia verde, de aplicativos para smartphones e de banda larga móvel e 4G.

Outros temas quentes no setor atualmente –como os tablets (iPad), a tecnologia em 3D e os livros eletrônicos– não ganharam o mesmo destaque na relação divulgada pela CEA.

“A indústria tecnológica está sempre mudando, evoluindo e inovando”, disse, Gary Shapiro, presidente da CEA. Para Shapiro, as ideias citadas no relatório estão “revolucionando nossas vidas e tendo impacto no mercado”.

Segundo o documento, a vida atualmente está tão ligada à tecnologia que é difícil determinar se a tecnologia está nos guiando ou se é o contrário.

“A cada nova geração que usa a tecnologia de forma rotineira desde muito cedo, esta relação será cada vez mais próxima, fazendo que, no futuro, ambas as partes sejam invisíveis”, afirma o relatório.

TECNOLOGIA E PRIVACIDADE

Sean Murphy, analista da CEA, alerta que as companhias que queiram utilizar informações pessoais colocadas online (em sites de relacionamento, por exemplo), deverão pagar por estas informações.

Murphy afirma, no entanto, que “a exploração de dados chegou para ficar. Há muito dinheiro em jogo para imaginar o contrário”.

Frente aos problemas que o tema da privacidade gerou em sites como o Facebook, Murphy diz que o assunto continuará em alta em 2011, mas com a possibilidade de gerar ambições econômicas entre os usuários.

“As companhias vão usar este modelo, pois [o uso destes dados pessoais] se converte em uma transação na qual o consumidor autoriza o uso de suas informações como parte de um acordo de negócios”, afirmou.

A organização de defesa de consumidores americana Consumers Watchdog disse à BBC que a ideia é positiva e acrescenta que, atualmente, as empresas “olham por cima do seu ombro quando você está on-line e você não tem ideia de que suas informações estão sendo compartilhadas”.

FUTURO DO VÍDEO

De acordo com o relatório da CEA, 2011 será o ano da consolidação da tendência do vídeo sob demanda do usuário. Isto significa, segundo a associação, que “os consumidores vão se relacionar mais com programas, conteúdos e shows individuais do que com os canais ou agregadores que os transmitem”.

O documento da CEA afirma ainda que os usuários vão “descobrir o conteúdo de forma proativa, vão recomendá-lo e assisti-lo em seu próprio tempo e no dispositivo de sua preferência, e não por meio de uma programação predeterminada”.

A associação americana destaca também em seu relatório anual uma mudança de atitude no consumidor de vídeo, que tem origem na chegada do HD, a alta definição. Os usuários que assistem vídeos na internet, segundo a CEA, passaram do estágio em que assistiam apenas vídeos curtos para assistir programas de televisão ou filmes pela web.

Neste sentido, a CEA afirma que empresas como Apple, Google ou Amazon estão na vanguarda com os produtos que estão lançando para que, por meio de aplicativos, o conteúdo em vídeo possa ser visto na TV ou em dispositivos portáteis.

BANDA LARGA MÓVEL E 4G

O relatório da CEA dá como certa que a era dos smartphones já chegou, mas afirma também que em 2011 a conectividade com a internet por meio dos celulares começará a ser uma tendência importante.

A lógica é que mais pessoas serão atraídas para o mercado dos novos aparelhos e as pessoas vão começar a se desfazer dos cabos, dando preferência a tecnologia sem fios.

A introdução das redes de telefonia 4G, uma versão mais rápida que a 3G, também poderá fazer com que alguns usuários abandonem as conexões tradicionais de internet para conectar todos seus aparelhos de casa através da rede de celular.

A associação americana afirma que a porcentagem que fará esta mudança ainda será pequena, levando em conta que a infraestrutura poderia não atender as necessidades de internautas que gostam de jogos on-line ou transmitir muitos vídeos.

Mas, a CEA espera que, para 2016, uma grande porcentagem de pessoas adote a tecnologia 4G e a banda larga móvel em casa.

TECNOLOGIA VERDE

A tecnologia será mais verde em 2011, segundo a Associação dos Consumidores de Produtos Eletrônicos.

A analista da associação, Jessica Booth, acredita que o preço alto da energia, a crise econômica e o apoio do governo dos Estados Unidos a inovações tecnológicas, trarão uma avalanche de criatividade “verde” na indústria.

“A tecnologia verde dá aos consumidores uma solução para sua voracidade energética frente a uma crise econômica e de recursos”, afirmou.

A analista acredita que existirão mais opções de produtos ecológicos no mercado, pois as condições implicam que, pela primeira vez, a tendência “verde” também é um negócio.

FUTURO DOS APLICATIVOS

Os aplicativos nos telefones inteligentes estão mudando a indústria e criando um novo modelo na internet. E a CEA acredita que esta tendência vai continuar crescendo em 2011.

Atualmente existem mais de 400 mil aplicativos disponíveis para vários celulares, em uma série de sistemas operacionais. E a vantagem é que estes aplicativos transformam um simples telefone celular em um videogame ou uma revista.

E, para repetir o sucesso em outros dispositivos, como televisores, os aplicativos terão que repetir esta fórmula, de conseguir transformar aparelhos em algo mais.

“O futuro dos aplicativos continuará gerando impacto e definindo a indústria da tecnologia de consumo”, conclui a CEA.

As várias faces da (web) poesia

Por bookess | Postado em Novidades | em 28-10-2010

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Questão inimaginável para gerações anteriores da poesia, o arquivamento da produção espalhada por sites, blogs e redes sociais hoje merece reflexão. Afinal, na década em que os diários virtuais se popularizaram no Brasil, boa parte dos versos disponibilizados online nunca chegou ao papel – um dos motivos pelos quais é tão pouco estudada a poesia feita na última década. “Torna-se difícil mapear a produção ciberpoética se não tivermos uma estratégia de preservação para arquivar o material que existe na internet”, diz o cearense Aquiles Alencar Brayner, curador do acervo latino-americano da British Library, no Reino Unido. Prestes a concluir mestrado sobre arquivos digitais, Brayner dará palestra a respeito na terceira edição do Simpoesia, encontro internacional que acontece do próximo dia 5 ao 7 na Casa das Rosas, em São Paulo.

Continue lendo abaixo.

Você sabe o que é arquivologia?

Por bookess | Postado em Comunicados | em 20-10-2010

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O arquivologista Charlley Luz lança seu novo livro, Arquivologia 2.0, no IV Congresso Nacional de Arquivologia, que acontece em Vitória (ES), entre os dias 19 e 22 de outubro, além de disponibilizá-lo na Bookess. Especialista, faz análise da importância da profissão na era da internet no livro Arquivologia 2.0.

A Arquivologia resgata a memória do país, das instituições e da comunidade e dissemina a cultura, perpetuando a história. O arquivista planeja, projeta e administra a organização de arquivos, analisando, classificando, selecionando, restaurando e conservando informações referente a tomada de decisões.

“No livro, faço uma análise do impacto das novas tecnologias e comportamentos no ambiente corporativo e suas informações, realizados através de ambientes digitais”, afirma Charlley. “A gestão do conhecimento e a tecnologia de informação também fazem parte da abordagem, seja através do desenho de interfaces ou da estruturação de dados, formando o que se chama de metadados.”

Tudo muda, tudo passa no mundo literário

Por bookess | Postado em Novidades | em 20-10-2010

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Para os livros, a primeira década do século 21 viu um dos grandes terremotos culturais. Volte muitos anos atrás, e a paisagem é quase irreconhecível. Nenhuma Amazon, nem  Google, muito menos ebooks. Para onde quer que se olhasse veria-se: escritores, agentes, editores e livreiros,  transações comerciais literárias feitas como os bisavós já o faziam.

Desde o milênio, a relação entre palavras e dinheiro sofreu uma inversão quase que total. Do lado da demanda, a imprudência dos editores levou até as margens de lucro de 3%, confortáveis, para 15% suicidas. Quanto à oferta, uma minoria privilegiada de “provedores de conteúdo”, os best-sellers alcançaram fortunas que chegaram aos seis ou sete dígitos.

Esta febre, por vezes, tinha o ar de corrida do ouro, mas não foi uma pechincha para todos. No final da Segunda Guerra Mundial, havia mais de 300 livrarias em Nova York. Hoje, há menos de 30. A escala desta assombrosa transformação deixou muitos observadores como que desorientados, tais como os sobreviventes de um desastre natural.

Um novo gênero de livros, kits de sobrevivência cultural, surgiu para suprir roteiros de emergência através de um novo terreno. Cada um desses best-sellers é animado por uma necessidade de dar sentido a novas questões, muitas vezes  perturbadoras, provocadas pelo capitalismo global e pelo poder viral da internet.

Estamos à beira de um apocalipse cultural?

Antes, editores, hoje, geeks! Há um novo ambiente no ar, que passa, sim, pelo roubo dos direitos autorais (que falta de criatividade!), novas formas de ler e fazer literatura.

Os analistas culturais estão desorientados, e precisam, urgentemente, se familiarizar com este novo esquema, se não tendem a morrer de mágoa.

Não há mais tempo de olhar as prateleiras lotadas de livros e chorar sobre elas, de forma saudosista.  É tempo de identificarmos um mercado novo, saudável, como a chave para uma cultura vital e uma democracia da leitura vigorosa.

A crise é momentânea, mas é a chave para as grandes mudanças.
Livros, assim como jornais, são um fenômeno essencialmente de classe média, cujo mercado é o profissional de auto-melhoramento. Como um meio burguês, livros e seus autores dependem do nexo do dinheiro.

Muitos ainda enxergam esta revolução digital no âmbito editorial como uma ameaça profunda à tradição intelectual ocidental.

Não, não creio que  as publicações sérias vão desaparecer. Precisamos, urgentemente, voltar a nossa atenção para o novo, ainda incerto, concordo, terremoto que se avizinha.