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O E-book e as mudanças nos direitos de imagem

Quando os livros passam a ser digitais, perdem a “materialidade”: se transfiguram, de tomos de árvores mortas em coleções etéreas de bytes e bits – infinitamente portáveis, dinâmicos, remixáveis. Ou essa é a ideia, pelo menos. O que realmente aconteceu foi que ao desnudar o formato em papel...

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Nossa língua tuiteira

Por bookess | Postado em Novidades | em 23-10-2010

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Conheço os que tuítam com arte. Está certo que, dentre estes, alguns já têm intimidade com a língua portuguesa: são colegas de profissão ou escritores ou compositores. Mas há os que são verdadeiros poetas enquanto destilam mau humor ou narram uma festa ou celebram a vitória de um time de futebol ou fazem profundas análises políticas ou se declaram apaixonados por um software/gadget novo. São, segundo os mais recentes números divulgados pelo co-fundador do Twitter, Evan Williams, 90 milhões de tuítes por dia.

Têm também muito serviço e informação circulando nestes tuítes, Williams falou que 25% dos milhões de mensagens postadas no microblog contêm links – ou seja, redirecionam para blogs, notícias. São 160 milhões de usuários no mundo – 60 milhões deles aderiram ao Twitter só no mês passado. O cofundador da rede social quer mais: Evan Williams disse que sua equipe já está focada na marca de 1 bilhão. Com tanto poder, o microblog definitivamente muda não apenas esta entidade viva que é a língua de um povo, mastambém sua cultura.

Dias atrás, cem tuiteiros receberam a notícia de que seus 140 toques estariam no primeiro livro feito com tuítes em língua portuguesa. Chamada de Os cem melhores poemas do TOC140, a antologia será lançada dia 15, na Festa Literária Internacional de Pernambuco – Fliporto, com transmissão online. Nenhum dos três finalistas do concurso TOC140, que resultou na obra, é pernambucano. O poeta número 1 do Twiter, segundo a comissão julgadora e o voto popular (mais de 1.299.486 votaram), é o paulistano Carlos Seabra (@cseabra). O autor do tuíte "No despenhadeiro/a sombra da pedra/cai primeiro" 1.299.486. Além de ter agradado a 34%, ou 444.312 internautas, receberá R$ 3 mil de prêmio.

O segundo lugar, com 368.141 votos, é do paranaense Kleber Bordinão (@kabs82), que escreveu: "Essa aparente imperícia/dos meus dedos, mãos e braços/nada mais é que malícia/o mais seu, dos meus traços". Em terceiro, o gaúcho Marcelo Melo Soriano (@euFRASE). O tuíte Já foi dito que palavras são mortais. "Eu diria que palavras são incertas, mas as certeiras podem ser fatais" conquistou 292.739 eleitores.

Vídeo enquete // No vasto oceano de caracteres do Twitter, também há – claro! – os que desperdiçam palavras e desrespeitam uma certa etiqueta social (já que a anti-etiqueta do Twitter virou hashtag e foi fervorosamente negada por usuários no início do ano). Naturalmente, basta parar de segui-los ou ignorá-los ou se divertir com eles. É a democracia do unfollow. Mas o blog de tecnologia quer saber: o que mais lhe aborrece no Twitter? Fique ligado que vamos às ruas ouvir os pernambucanos.

"Advertência: Twitter engorda. Mirem-se no caso do Ronaldo,um dos grandes viciados nesta brincadeira."
Xico Sá - jornalista e escritor

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/10/20/info2_0.asp

O Livro – O Filho – A Árvore

Por bookess | Postado em Novidades | em 22-10-2010

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A célebre frase: “Ter um filho – plantar uma arvore – escrever um livro”, é sempre lembrada como representativa de um projeto completo de vida.

Talvez não reflita a resposta adequada, no que se refere à realização pessoal, em um plano mais generalizado.

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Como errar (muito!) no design da capa

Por bookess | Postado em Dicas | em 19-10-2010

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Autor Bookess: nós da plataforma editorial Bookess sabemos que  escrever um livro não é algo pequeno, nem fácil. Nós valorizamos o tempo que você  investiu no seu livro, as madrugadas que passou em claro, aperfeiçoando-o. Talvez você tenha  escrito um romance no qual  trabalhou durante anos, passando de revisão após revisão até chegar à perfeição. Ou talvez você tenha escrito um livro de lições que tirou de sua vida, ou uma história detalhada de sua cidade natal. São muitas as histórias por detrás de um livro.

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Prefácios… Nada fáceis

Por bookess | Postado em Novidades | em 29-09-2010

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Não faço prefácios de livros. Nem apresentações. Decisão tomada há cinco anos ao não suportar pressões de neoescritores para que eu escrevesse o quanto antes. Deixar de lado meu trabalho literário para ler obra alheia, fora do meu campo de interesse naquele momento, fazia-me perder o fio da meada. Pior quando eu não gostava do texto e, ao apontar falhas ou imaturidade na escrita, e recusar o prefácio, criava uma saia justa e, em alguns casos, perdia uma amizade.

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E se você tiver leitores?

Por bookess | Postado em Novidades | em 02-09-2010

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Sua resposta pode ser: como assim? Meu sonho é ter "o" leitorado. E as reflexões que sugiro começam no seu primeiro leitor. De qualquer forma, seja um ou inúmeros, o seu leitoril não é um elemento móvel apto a receber livro de forma inclinada, para facilitar a leitura. O leitor é uma pessoa com impressões próprias. Vamos lá, caso a caso:

1. Seu primeiro leitor, você nunca esquece ou deve esquecer…

Essa experiência está relacionada ou àquelas observações chatas a tudo que você imaginou ter escrito, ou ao comentário que lhe reconheceu como autor “profissional”. Tanto em uma situação como na outra, se você foi livre para escrever o que desejou, entregue ao outro a mesma independência. Deixe seu leitor viver as experiências dele com a sua obra, apesar de todas as controvérsias.

2. Escrevo para mim…

Uma fala muitas vezes declarada nas mesas de debates. Quando ouvimos isso, observamos a nossa volta e encontramos olhares, transbordando brilho de admiração para o autor do livro recém-começado ou recém-terminado. O que significa que: ou as palavras escritas ainda estão conquistando, ou deixaram tão estonteados de sensações os leitores presentes. São presenças ali, ouvindo você – autor, porque não basta mais saber de sua escrita, tem de procurar outras facetas suas para se identificar e se deslumbrar mais e mais. Será que o depoimento deveria ser: escrevo para você, leitor…

3. Por favor, um autógrafo? Leio tudo o que você escreve….

Isso é usual em eventos, onde autores circulam com seus agentes, editores, produtores ou colegas. Você, ali de passagem ou passeando e pronto: cai um pedido desse nos seus ouvidos. A sua maneira, volta-se para a pessoa e o que acontece? Aparece um papelzinho para guardar sua letra, uma fotocópia do seu último livro, acompanhada da caneta que receberá seu toque, ou a sua glória – seu livro para ser assinado. Não discordo que o contato do leitor aqui gera mais dúvidas do que satisfação de se relacionar… Mas e se for tudo verdade? Sua gratidão a essa suposta “verdade” pode levá-lo a viver das vendas de seus livros, palestras e afins.

4. Falem bem ou falem mal, mas falem de mim…

Seja a imprensa, as redes sociais, alunos… seja quem souber de você e de sua obra. Conforme o veículo ou grupo de pessoas que esteja comentando a seu respeito, muitas vezes nem direito a defesa terá, mas vale a pergunta: como tudo isso começou? Na sua impossibilidade de atender a todos, na sua própria personalidade, na sua mais recente obra, nas suas opiniões, enfim como o amanhã com o hoje repleto de rejeições será? Você pode fazer mais sucesso e até enriquecer. Você pode desaparecer na indiferença ou na negação — tipo: nem vem que não falo e nem escrevo sobre aquele autor.

5. Palestras e eventos sempre atrapalham minha criação; sou escritor, gosto do meu canto e das minhas histórias…

Bom, se você já se pensou assim: optar pelo leitor ou pela criação, então, já não é só você que quer saber de suas histórias. Era você que me garantiu lá em cima que queria “o leitorado”? Pondere agora como vai atendê-lo… Vão pagar para te ver de longe (porque não conseguirão te ouvir de perto)? Só vai a determinados eventos e a outros nem pensar? E se naquele exato local em que não deseja ir nem recebendo nem pagando estiver lhe esperando o comprador da primeira edição inteira de seu livro ou apenas um agente ou editor internacional com a oferta dos seus sonhos ou o repórter do melhor jornal de livros do mundo?

Você tem certeza de que deseja leitores?

Por: Marisa Moura

Fonte: http://www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=59613