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Como você sabe que terminou de escrever seu romance?

Quando você termina de escrever o primeiro rascunho de seu manuscrito, há uma grande chance de que ele NÃO está pronto. Na verdade, se você espera que seu livro será permanentemente uma perfeição, ele nunca estará “pronto”. Pense em você mesmo mais como um pai que inevitavelmente...

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Conselhos literários fundamentais III

Por bookess | Postado em Novidades | em 14-07-2011

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Não tenha preguiça de reescrever. O escritor que não reescreve o que acabou de escrever, mesmo que por pura mania, mesmo que para deixar o texto indiscutivelmente pior, não merece ser chamado de escritor. Será, no máximo, um excretor a sujar de palavras fisiológicas em estado bruto um mundo que não precisa de sua contribuição para se assemelhar a um aterro sanitário de símbolos. Se escrever dez linhas, reescreva-as dez vezes em dez horas, e mais dez vezes a cada dez horas dos dez dias seguintes: corte, amplie, pregue, serre, lixe, solde, cole, mude tempos verbais e a ordem dos parágrafos, exercite a sinonímia e a intolerância. (Este conselho, por exemplo, foi reescrito ao longo de nove meses de trabalho diário. Em sua primeira versão, dizia: nunca reescreva o que acabou de escrever.) E caso ocorra a circunstância nada improvável de retornar nesse processo de edição a um texto muito semelhante ao original, ou mesmo idêntico a ele, saiba que a sensação de tempo perdido será uma ilusão e que o fruto da reescritura, como o Quixote de Pierre Menard, terá por trás das mesmas palavras uma densidade incomparavelmente superior. Claro que também é preciso reconhecer o momento de parar de reescrever, aquele ponto a partir do qual, como nas cirurgias plásticas em série, qualquer nova mexida só pode resultar em desastre, mas isso não é tão difícil: ele costuma vir acompanhado do impulso de golpear repetidamente o cristal líquido com o teclado para ver qual quebra primeiro.

http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/sobrescritos/conselhos-literarios-fundamentais-vi/

Conselhos literários fundamentais II

Por bookess | Postado em Novidades | em 12-07-2011

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Busque no ritmo das pedrinhas portuguesas a exata ondulação de um capítulo. Abra o dicionário ao acaso para encontrar o adjetivo preciso. Conte o número de carros azuis que avista da janela no prazo de cinco horas para decidir quantas vezes um personagem deprimido tenta se matar antes de ter sucesso. Desventre croissants para estudar camadas de sentido. Aposte contra a máquina no futebol do Playstation o destino – ganhou, apogeu, Fitzgerald; perdeu, decadência, Faulkner – de um protagonista ególatra, seja ele astro do rock ou imperador da borracha na Manaus do século 19. Estude doutamente a borra do café, procure ancestrais desígnios pétreos nas dobras do lençol pós-insônia, contemple o ar invisível, sonde as próprias fezes. Faça cada dia de chuva puxar uma pétala do malmequer, e assim, passados sete meses, decida o desenlace romântico de herói e mocinha. Para questões de estilo, prefira roletas e dados.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/sobrescritos/conselhos-literarios-fundamentais-iv-2/

Conselhos literários fundamentais I

Por bookess | Postado em Novidades | em 11-07-2011

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Odeie o conforto. Se estiver concentrado demais na história que está escrevendo, ligue a TV, entre num bate-papo virtual. Caso as palavras continuem a lhe jorrar dos dedos, ponha uma música, desligue o ar condicionado, abra a janela para o berreiro de freios, buzinas e motores. Sinta-se incomodado: retarde ao limite do desastre – ou mesmo, havendo disposição e necessidade para tanto, além dele – a hora de ir ao banheiro. Morra de sede, chegue a passar fome. Brigue com a sua mãe. Mande confeccionar para sua cadeira de escritório XTZO-3000 (com amortecedor inteligente) um magnífico assento de tachinhas medievais. Boicote-se: se escrever umas tantas páginas-telas que lhe agradem em particular, dê um jeito de perdê-las, negando-se como um tonto a salvar o arquivo ao fechá-lo. E então esprema a memória para reproduzi-las igualzinho, vírgula a vírgula, exceto por uma palavra que já não achará mais e cuja ausência, se tudo der certo, vai torturá-lo por horas e horas de trabalho ou trabalho nenhum, pois não se pode chamar de trabalho o tumulto de pensamento que o tomará então, o céu a estridular como se fosse partir ao meio e o computador berrando mais do que a cidade e a TV juntas jamais sonharam berrar. Nesse momento, se as instruções tiverem sido seguidas corretamente, a linguagem estará passando por você depressa demais para ser captada, zunindo, turbilhão de luz no hiperespaço. Você terá se infiltrado, como um espião ou um vírus, no coração da máquina que move um mundo de palavras sem tempo de fazer sentido. É horrível. Avance a mão, colha uma ao léu, e então comece.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/sobrescritos/conselhos-literarios-fundamentais-i/

Mulheres de todos os tempos

Por bookess | Postado em Novidades | em 18-11-2010

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Com o advento da escrita, o ser humano passou a se comunicar melhor e logo teve o desejo de escrever o que pensava. E foi através das letras que muitas mulheres puderam se soltar das amarras da sociedade machista, que a considerava apenas como um ser procriador. Nas poesias ou histórias fictícias, as escritoras realizavam seu desejo de sair de casa para viagens fantásticas, cheias de romance, sexo, beijos e malícias, que muitas vezes elas só vinham a conhecer através do casamento, uma vez que eram vistas apenas como supostas mães e donas-de-casa.

Cliqeue abaixo para ver a lista completa das mulheres mais influentes da literatura.

Com ou sem final feliz?

Por bookess | Postado em Novidades | em 26-10-2010

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Em entrevista ao blog Prosa Online, o inglês Peter Hunt mudou a moral da história e disse não apoiar que livros para crianças sempre tenham final feliz. O mais importante, segundo ele, que é um dos maiores estudiosos da literatura infantil, é que a obra tenha muita fantasia e seja inovador. Estranhamente, ele sustenta que o livro seja subversivo e fuja da proposta fast-food. Livros assim satisfariam de imediato, “mas estão longe de ser a opção mais saudável”.

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Autopublicação de sucesso!

Por bookess | Postado em Dicas | em 29-09-2010

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Entre as iniciativas mais frequentes, e antigas, para promover um livro, a Bookess destaca as de maior impacto para a maioria dos escritores: a apresentação do livro e o envio de releases à imprensa especializada. Neste post vamos acompanhar um autor fictício que escolheu ambas as hipóteses para apresentar a sua obra ao mundo. Ainda que não estivesse familiarizado com o mundo da comunicação, e sem muitos contactos com jornalistas, não tinha nada a perder e pôs mãos à obra. Quando planejou o que fazer, decidiu começar pelo lançamento e, assim que todos os pormenores estivessem combinados, faria os contactos com a imprensa.

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Talento assusta!

Por bookess | Postado em Novidades | em 23-07-2010

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Arrisque-se a inventar coisas novas, coisas que nunca ninguém pensou em escrever antes. Publique na Bookess. Ouse! Inspire-se nesta história:

Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembl

ute;ia de vedetes políticas.

O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse em tom paternal:

– Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante nesse seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável! Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta.

Ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pode dar ao pupilo que se iniciava numa carreira difícil.

Mas, afinal: O que é poesia?

Por bookess | Postado em Novidades | em 23-07-2010

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Os problemas sobre o que é, realmente, poesia, começam quando tentamos visualizar a linha divisória entre o que é poesia e o que não é. Isso porque não é exclusivamente na poesia que o significante recebe atenção. Os escritores de romances, contos e outros gêneros-não-poesia levam em consideração não apenas o significado das palavras, mas seu ritmo, musicalidade e outras características.

O leitor pode verificar por si mesmo como a mudança da posição de um advérbio pode, sem alterar o significado, alterar o ritmo do texto. O mesmo ocorre com a escolha de uma pontuação mais interrompida ou mais solta, a escolha de uma conjunção, ao invés de outra de sentido próximo, ou outras infinitas escolhas que o escritor tem à sua disposição. A mudança de ritmo, por sua vez, também altera o resultado final do texto.

Já na Grécia antiga Aristóteles afirmava que nem todo verso é poesia: “Até mesmo quando um tratado de medicina ou ciência natural é escrito em verso, habitualmente se dá o nome de ‘poeta’ ao autor, porém Homero e Empédocles nada têm em comum além da métrica, e, portanto seria correto chamar o primeiro de poeta e o outro de cientista natural ao invés de poeta”, Massaud Moisés.

“A poesia é a arte de comunicar a emoção humana pelo verbo musical”, René Waltz.

“A poesia é a expressão natural dos mais violentos modos de emoção pessoal”, J. Middleton Murry.

“A poesia é o extravasar espontâneo de poderosos sentimentos”, William Wordsworth.

Robert Frost (1874-1963), que escreveu The road not taken, define poesia como “o que ficou para trás na tradução”. Ou seja, quando houver dúvida sobre se um texto é ou não poesia, basta traduzir. O que passou pela tradução é prosa, o que não pôde (e não pode) ser traduzido é poesia. Você concorda com isso?

Leia os maravilhosos livros de poesia da Bookess, para todos os gostos, e em todos os gêneros.