Sinopse
Sofá Viajante
Nos amamos num sofá viajante conscientes das forças biológicas
procurando a subsistência dos nossos braços
as nossas únicas necessidades lógicas,
cumplicidade que nos dá conforto como já avessemos nascidos abraçados.
Sinto que por ti tudo faço e o que não consigo, invento
passo por mil tormentos e por mais outros tantos passo,
sei que o faço, até me converter em cansaço
a um entoado bocejo, a uma luz que nos cala
cai a noite na tua sala...caímos os dois no mesmo desejo.
Fixo os teus olhos sem nada dizer, tentando nos teus sonhos penetrar
mas tu dizes para parar, e escondes-te envergonhada,
disfarças-te de almofada só deixando revelar teus lábios
que em movimentos sábios me seduzem como corpos fantásticos,
se unem aos meus por ti fanáticos, beijo-te como se te quisesse agarrar.
«Não escondes teu rosto que é perfeito e deixa-me captar,
parar quando for, o levar sem que pense agora em ir-me embora.»
os dois na mesma quimera deitados e tu de olhos bem fechados
meu sigiloso pedido medes e tua preciosa face me concedes
tão calma, tão linda ao te ver gosto mais ainda,
teu rosto, o céu e o mar feitos por Deus para eu olhar.
Ali quebramos o tempo e ficamos sós, só nós
sem mais nada para saber, (sem o pedir ou o querer)
sentimos o coração a abrandar ouvindo a bela musica ao chegar
do Roberto naquele dia, que te fizeram ali sonhar
estendida no meu peito como um jardim de corpo feito
sem nunca desfazer o arranjo, pois...
Nos amamos num sofá viajante conscientes das forças biológicas
procurando a subsistência dos nossos braços
as nossas únicas necessidades lógicas,
cumplicidade que nos dá conforto como já avessemos nascidos abraçados.
Sinto que por ti tudo faço e o que não consigo, invento
passo por mil tormentos e por mais outros tantos passo,
sei que o faço, até me converter em cansaço
a um entoado bocejo, a uma luz que nos cala
cai a noite na tua sala...caímos os dois no mesmo desejo.
Fixo os teus olhos sem nada dizer, tentando nos teus sonhos penetrar
mas tu dizes para parar, e escondes-te envergonhada,
disfarças-te de almofada só deixando revelar teus lábios
que em movimentos sábios me seduzem como corpos fantásticos,
se unem aos meus por ti fanáticos, beijo-te como se te quisesse agarrar.
«Não escondes teu rosto que é perfeito e deixa-me captar,
parar quando for, o levar sem que pense agora em ir-me embora.»
os dois na mesma quimera deitados e tu de olhos bem fechados
meu sigiloso pedido medes e tua preciosa face me concedes
tão calma, tão linda ao te ver gosto mais ainda,
teu rosto, o céu e o mar feitos por Deus para eu olhar.
Ali quebramos o tempo e ficamos sós, só nós
sem mais nada para saber, (sem o pedir ou o querer)
sentimos o coração a abrandar ouvindo a bela musica ao chegar
do Roberto naquele dia, que te fizeram ali sonhar
estendida no meu peito como um jardim de corpo feito
sem nunca desfazer o arranjo, pois...
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